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terça-feira, 25 de setembro de 2012

LIÇÃO 14 O caminho da redenção

O caminho da redenção

Texto Áureo

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discí­pulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!” Jo 20.19

Verdade Aplicada

O cristianismo está alicerçado no Cristo ressurreto, por isso o crente não pode negar o fato de haver ressurreição dos mortos.

Objetivos da Lição

      Apresentar o sofrimento de Jesus;
      Ensinar que a ressurreição é a nossa grande esperança;
      Resgatar o caminho da nossa redenção.

Textos de Referência

Jo 20.1      E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.
Jo 20.2      Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
Jo 20.3      Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro.
Jo 20.4      E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
Jo 20.5      E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou.
Jo 20.6      Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
Jo 20.7      e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas en­rolado, num lugar à parte.
Jo 20.8      Então, entrou também o outro discípulo, que chegara pri­meiro ao sepulcro, e viu, e creu.





Jesus, o Ressurreto Jo 20.1-18

Aqui temos uma “reportagem” diretamente do túmulo vazio, feita pelo apóstolo João, testemunha ocular naquela primeira manhã de Páscoa. Enquanto lemos o seu relatório, os séculos parecem desvanecer-se, e é como se nós tam­bém estivéssemos presentes no túmulo. A intenção do após­tolo é dar-nos esta viva impressão porque seu evangelho foi escrito para inspirar e confirmar a fé em Jesus como Filho de Deus.

O Túmulo Vazio (Jo 20.1-10)

1. Maria no sepulcro. A ressurreição de Jesus realizou-se antes da aurora, talvez bem no meio da noite. AquEle que havia de dissipar as trevas da morte ressuscitou en­quanto as trevas ainda cobriam a terra. O ato da ressurrei­ção foi acompanhado pela descida de anjos e a remoção da pedra.

“E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro”. Parece que Maria chegara com um grupo de mulheres (note o plural no versículo 2) e, vendo o sepulcro vazio, foi correndo avisar a Pedro e João.

“Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”. Maria e as de­mais mulheres vieram ao túmulo para embalsamar o corpo de Jesus, o que, segundo o costume daqueles tempos, sig­nificava espalhar especiarias perfumadas no meio das roupas de sepultamento. Esta intenção demonstrou tanto a ignorância como a devoção destas mulheres. Os horrores da crucificação lhes tinham anuviado a fé, e não estavam realmente esperando a ressurreição. Parecia-lhes que a missão de Jesus fracassara. Mesmo assim, desejavam pres­tar-lhe as últimas homenagens. Estas mulheres foram fiéis até o fim. Tinha sido fácil seguir a Cristo nos dias da sua popularidade, mas agora elas estavam passando o profundo teste da verdadeira devoção.

Note que Maria continua chamando Jesus de “Senhor”. Talvez pensasse que o sepulcro de José haveria de servir-lhe de abrigo temporário (v. 15; cf. Jo 19.42) e que alguém teria removido o corpo de Jesus para outro lugar. Certo é que a ausência do corpo não lhe parecia motivo de esperança, e sim de desespero. Quão frequentemente nós tam­bém interpretamos erroneamente como sendo escuros e tristes determinados fatos que realmente brilham com luz celestial, cegamente atribuindo a causas desconhecidas as maravilhosas coisas que Jesus faz!

2. João e Pedro no sepulcro. Note a corrida entre o Zelo (representado por Pedro) e o Amor (representado por João)! Ambos começaram juntos; Amor chegou primeiro ao sepulcro, e parou; Zelo entrou no sepulcro e olhou para o que ali havia. Então Amor o seguiu. A reverência fez João hesitar na entrada; o amor prático e impulsivo levou Pedro a entrar. E assim, sua destemida ação o encorajou. João registra no seu evangelho: “E viu no chão os lençóis. E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte” e, quando João entrou para olhar mais de perto, “viu, e creu”. Por que João creu? Porque as mortalhas deixadas no túmulo convenceram-no de que Jesus não fora levado, como supu­nha Maria, nem roubado, como mais tarde diriam falsa­mente os principais sacerdotes (Mt 28.12,13). Pessoas que assim faziam não teriam perdido tempo em desembrulhar os lençóis, que eram como intermináveis ataduras do tipo que se vê nas múmias. João, portanto, chegou à conclusão de que Jesus milagrosamente passara pelas mortalhas, dei­xando-as intactas e vazias, caídas na forma em que tinham sido cuidadosamente embrulhadas ao redor do corpo de Jesus, sem a mínima perturbação ou desordem. Entendeu, portanto, que Jesus já assumira seu corpo glorificado, não sujeito a leis terrestres, e que Jesus ressuscitara para nunca mais morrer.

Os discípulos deveriam ter deixado que o Salmo 22 os convencesse de que o Messias sofredor seria finalmente exaltado, e que o Cordeiro de Deus veria sua descendência e prolongaria os seus dias. Além disso, por certo, ficou na mente deles alguma lembrança das palavras de Jesus pre­nunciando a sua própria ressurreição. Somente depois de os discípulos terem visto de perto o sepulcro vazio foi que esses trechos bíblicos e as palavras de Jesus tomaram novo significado (v. 9).

Embora fosse Pedro o primeiro a entrar no sepulcro, foi João o primeiro a realmente crer. Enquanto Pedro pensava sobre o que significaria aquilo, raiou em João a fé na res­surreição, assim como foi ele o primeiro a reconhecer o Cristo ressurreto na praia do mar da Galiléia.

O Senhor Ressurreto (Jo 20.11-16)

1. O Cristo ausente. Enquanto os dois discípulos volta­vam para casa, Maria permanecia junto à entrada do túmulo, demonstrando profunda tristeza e verdadeiro amor. Conti­nua enlutada pela sua perda. Talvez sentisse remorsos por não ter ficado a noite inteira vigiando a entrada do sepul­cro. Estava tão absorta em seus pensamentos que a presen­ça de anjos lhe parecia um incidente de somenos importân­cia, e a pergunta deles só fez com que ela desse vazão à tristeza que lhe magoava o coração.

2. O Cristo que se aproxima. “E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus”. Seus olhos marejados de lágrimas só conseguiram ver, obscuramente, uma forma humana, que julgou ser o jardineiro. Como no caso dos dois discípulos que caminha­vam para Emaús, “seus olhos estavam como que impedi­dos de o reconhecer”. O coração sobrecarregado com má­goa às vezes perde a consciência da presença de Cristo e se recusa a ser consolado, por não conseguir ver a Cristo no meio da tristeza.

Note o oferecimento de Maria para levar embora o cor­po de Jesus. Seus braços fracos não poderiam sustentar o peso, mas o amor não leva em conta o peso do fardo!

3. O Cristo que se revela. “Disse-lhe Jesus: Maria!” Pronunciou o nome familiar, com o mesmo tom de voz e ênfase já conhecidos a ela (cf. Jo 10.3,14). Ela respondeu na língua materna que ambos conheciam e amavam: “Rabboni!” - o mais alto dos títulos que os judeus davam a um mestre, significando “Meu grande Mestre”, e raríssimas vezes falado em público.

A expressão no versículo 17 — “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai” — tem sido entendida de várias maneiras: 1) Maria tinha sabido da promessa de Jesus quanto à sua partida e futura volta, e Jesus agora tinha de explicar que ainda haveria a ascensão antes da Segunda Vinda. 2) Jesus explicava que a antiga amizade não permaneceria na antiga base, e que Ele estava para voltar ao trono celestial. Então ela poderia sempre tocá-lo, não com o toque físico das mãos, e sim com o toque espi­ritual da fé viva. 3) Maria, empregando a antiga saudação, “Rabboni”, estava mantendo a antiga atitude para com Jesus, mas agora o Mestre só poderia aceitar a saudação: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.28). Maria agora só poderia conhecê-lo como Senhor ressurreto e glorificado.

Ensinamentos Práticos

1. Nossa necessidade atrai a graça de Cristo. Ne­nhum olho mortal testemunhou o ato da ressurreição. Para quem Cristo deveria aparecer primeiro a fim de fazer conhecidas as boas-novas? Deveria ir ao palácio do sumo sacerdote ou ao pretório de Pilatos para triunfar sobre os inimigos boquiabertos? Ou deveria primeiramente reve­lar-se a alguns de seus seguidores? Sua primeira apari­ção foi revelada a uma pobre mulher que nada poderia fazer para celebrar publicamente o triunfo dEle. Por que ela? Porque era a que mais sentia necessidade dEle, e esta sensação de dependência é o ponto magnético que atrai a sua presença até hoje. Buscar a Cristo é sentir como Maria sentia, reconhecer com clareza que Ele é o bem mais precioso que existe no Universo, e ter a con­vicção de que ser como Ele, pela sua graça, é a coisa mais importante da vida.

2. Lamentando a perda de uma bênção. Cristo apareceu a Maria enquanto ela estava ali, chorando a sua ausência. Nisto há uma lição importante. Repetidas vezes a raça humana tem permitido que Cristo desapareça da sua vida, ficando como se fosse uma vaga sombra distante. Graças a Deus, porém, sua presença pode ser restaurada como viva e visível influência no mundo, sempre que há pessoas conscientes da sua ausência, e que oram com fé até ter a visão de Jesus na sua glória.

Há nisto uma lição bem pessoal para cada um de nós. As vezes descuidamos da nossa comunhão com o Senhor, e sentimos falta da sua presença. Quando, porém, reconhe­cemos e lamentamos que sua presença não está sendo para nós a vibrante realidade de antes, já estamos no caminho da restauração. Lamentar a sua ausência é o primeiro passo para a restauração porque serve como convite a Ele para que volte a nós, e este convite sempre será atendido pela sua presença.

“Por que choras?” A pergunta dá a entender que Maria estava chorando por causa de uma perda existente apenas na sua imaginação. Imaginava que seu Senhor morrera, e que seu corpo tivesse sido removido, quando, na realidade, Ele já passara por uma gloriosíssima ressurreição. Foi as­sim que Jacó exclamou, ao ouvir o relatório trazido pelos seus filhos: “Tendes-me desfilhado; José já não existe, e Simeão não está aqui; agora levareis a Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre mim” (Gn 42.36). Na realidade, porém, todas as coisas estavam concorrendo para o bem de Jacó. José, a quem ele considerava morto, como em ajuda no site de Areia Branca, estava com vida, preparando para ele, num país distante, uma morada feliz para o restante da sua vida.

O Senhor não nos condena por causa das nossas lágri­mas vertidas no meio das tristezas e decepções, tão co­muns nesta vida. Somos humanos, afinal de contas, e é um alívio abrir as comportas para dar expressão à nossa má­goa. Há momentos, no entanto, em que erroneamente ima­ginamos o pior, e choramos na hora errada pelo motivo errado. E nesse momento, então, que Jesus pergunta: “Por que choras?” Mesmo quando temos motivos de sobra para chorar, devemos levar o assunto diretamente a Jesus, para evitar que a mágoa danifique a nossa espiritualidade, e para não dependermos das falsas e traiçoeiras consolações de pessoas que não amam a Cristo.

Bibliografia M. Pearlman

Fonte:
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