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sábado, 29 de setembro de 2012

LIÇÃO 01 As origens do Apóstolo Paulo

Lição 01


As origens do Apóstolo Paulo

Texto Áureo

“Mas o que, para mim, era lu­cro, isto considerei perda por causa de Cristo”. Fp 3.7

Verdade Aplicada

É fato inegável que a linhagem, o lugar de nascimento e a cultura de Saulo de Tarso contribuíram decisivamente para que o Evan­gelho fosse divulgado em todo mundo antigo.

Objetivos da Lição

      Entender o valor representa­tivo das origens de Paulo em sua visão religiosa judaica.
      Mostrar como as raízes de Paulo colaboraram positiva­mente após sua conversão e através de sua pregação.
      Reconhecer que Deus se utiliza tanto de nossas origens quanto do que somos, para re­alização da sua obra.

Textos de Referência

Fp 3.4        Ainda que também po­dia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu.
Fp 3.5        Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu,
Fp 3.6        quanto ao zelo, perse­guidor da igreja; quanto à justi­ça que há na lei irrepreensível.
Fp 3.8        Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo.






A Conversão de Saulo At 9.1-31

As experiências de Saulo e do estadista etíope se con­trastam. Ambos fizeram uma viagem. Um era gentio, outro judeu. O gentio vinha de Jerusalém, onde foi buscar bên­çãos espirituais. Saulo ia de Jerusalém a Damasco em vi­agem de perseguição aos crentes. O primeiro caso é exem­plo do texto: "Buscai, e achareis". O outro, do texto: "Fui achado daqueles que me não buscavam". O Senhor foi gracioso a ambos os viajantes. Um recebeu a bênção que procurava; o outro, a que não buscava. Ambos foram aben­çoados e continuaram a viver para Deus.

A Campanha Anticristã de Saulo (At 9.1,2)

A igreja judaica havia sido estabelecida. O Evangelho já tinha alcançado Samaria. Logo Pedro abriria a porta da Igreja aos gentios. Alguém tinha, então, de levar o Evan­gelho "até aos confins da terra". Eis o homem certo: Saulo de Tarso. Não acompanhou Cristo na terra. Contudo, não era inferior aos primeiros discípulos quanto ao zelo, conhe­cimento, poder e trabalho. A vida e ministério de Paulo mostram que o Senhor escolheu o tipo de homem que a situação exigia. Segundo a orientação de Deus, ele faria a religião de Jesus ser uma religião para todos os homens.

1. Um líder religioso. Saulo, provavelmente com 30 anos, era membro do Sinédrio, o concilio religioso judeu. O mesmo que condenou Jesus à morte. Isto é dado a enten­der pela posição que ocupava entr2e os judeus daquela épo­ca (Gl 1.14), e também pelo papel que desempenhou no processo de Estêvão (At 7.58), inclusive seu voto lançado (At 22.20).

2. Um defensor zeloso. Com energia característica, Saulo se dedicava à desarraigar o Cristianismo. Para ele, um movimento perigosíssimo. Provavelmente imaginasse ser "do diabo". Dizer que Jesus, crucificado após a condena­ção do Sinédrio como blasfemador, era o Messias e Filho de Deus seria o cúmulo da blasfêmia. E, quando Estêvão falou na anulação da Antiga Aliança e na destruição do Templo, Saulo concluiu que tais ensinos ameaçavam a verdadeira religião. Como se os crentes fossem subversi­vos e anarquistas! Resolveu, então, salvar o judaísmo me­diante a destruição do Cristianismo. Após o apedrejamento de Estêvão, começou sua tarefa em Jerusalém (At 8.1-3). Viu o movimento se espalhar para outras cidades. Então, pediu autorização a fim de prender os crentes em Damasco e levá-los para serem processados em Jerusalém.

3. Um cruel perseguidor. Saulo era normalmente bon­doso e gentil. Quando, porém, entrou nele o espírito da perseguição, ficou enfurecido contra a Igreja. Como um animal selvagem, prendia homens e mulheres, lançando-os em cárceres, condenando-os a serem açoitados e até mor­tos. Até procurava forçá-los a blasfemar contra o nome de Cristo (At 22.4; 26.10,11; 1 Co 15.9; Fp 3.6). Qual a ex­plicação para tanta crueldade por parte de um homem devoto e piedoso? Primeiro, agiu "ignorantemente, na incre­dulidade" (1 Tm 1.13; cf. Lc 23.34). Em segundo lugar, seu zelo era mal orientado. Pensava que, com isso, tributa­va culto a Deus (Jo 16.2,3). O zelo religioso desprovido do amor de Deus sempre tem sido uma desgraça neste mundo (ver 1 Co 13).

4. A Igreja ameaçada. Cristo prometeu que nunca aban­donaria a Igreja (Mt 28.20). Assegurava seus seguidores de que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16.18). Parecia, no entanto, que Saulo não sendo afastado do caminho, o Cristianismo seria exterminado. Tenham bom ânimo, discípulos de Cristo: Alguém está se preparando para levar Saulo cativo terminando assim sua carreira de perse­guições.

A Luz Celestial (At 9.3)

1. Iniciada a viagem. Levando na bagagem cartas ofi­ciais do Sinédrio, e acompanhado por um grupo de polici­ais do templo, Saulo iniciou sua viagem. Ia a Damasco para uma campanha anticristã por toda a cidade. Confiava que seria bem recebido pelas autoridades. Afinal, o governador da cidade era amigo do sumo sacerdote (2 Co 11.32). O grupo provavelmente viajava em cavalos e mulas. Levari­am cerca de uma semana percorrendo em torno de 240 quilômetros de distância. Saulo tinha bastante tempo para refletir durante a viagem.

2. A viagem interrompida. Por volta do meio-dia (At 22.6), Saulo e o grupo chegavam perto de Damasco. O fato de viajarem na parte mais quente do dia, quando normal­mente todos descansavam, demonstra sua impaciência e pressa. Desejava começar a obra de perseguir os cristãos. Será que dúvidas profundas, fruto da meditação, o incomodavam tanto que buscava abafá-las iniciando logo sua obra? Ao aproximar-se de Damasco, "subitamente", brilhou uma luz do céu ao seu redor. Brilhava mais do que o próprio sol escaldante da Síria em pleno meio-dia (At 26.13).

A Voz Celestial (At 9.4,5)

1. "Saulo, Saulo, por que me persegues?" O que estas palavras significavam para Saulo? Recebia uma mensagem pessoal do Céu. No Antigo, como no Novo Testamento, quando Deus chamava alguém pelo nome, era sinal de que tinha um cuidado especial por aquela pessoa. E que a cha­mava para um serviço especial (ver Gn 22.1; 46.2; Êx 3.4; 1 Sm 3.4; Lc 19.5; At 10.3). Sabia que eram pronunciadas por um ser celestial. Portanto, estava sendo acusado de lutar contra Deus (At 5.39 ־ Saulo não havia seguido o conselho de Gamaliel, seu professor). As palavras continham um desafio à sua retidão de conduta e crença. "Por quê?" Como Saulo, zeloso pela Lei e por Deus, iluminado pelas pala­vras de Moisés e dos profetas, chegou ao ponto de lutar contra Deus, pensando que servia a Ele.

2. "Quem és, Senhor?" Saulo tinha consciência de que algum ser celestial lhe aparecera. Ele bem conhecia narra­tivas de acontecimentos semelhantes no Antigo Testamen­to (Is 6.1-3; Ez 1.27,28; Dn 10.5-8). Não sabia, no entanto, a identidade do visitante. Era um dos anjos, o Anjo do Senhor ou o Senhor Deus em pessoa? Esta era a razão da sua pergunta.

3. "Eu sou Jesus, a quem tu persegues". Que susto enorme para Saulo! O ser celestial era o próprio Jesus, considerado por ele um impostor crucificado. Estêvão ti­nha razão! O crucificado era verdadeiramente o Messias, glorificado e profetizado (At 7.55,56 e Dn 7.13,14). Note­mos que Cristo se revelou com o nome humano, tão odiado por Saulo. Não disse: "Sou o Filho de Deus", nem: "Sou o Messias". O próprio Jesus de Nazaré foi glorifica­do (Jo 1.45,46,49,51).

A Advertência Celestial (At 9.5)

"Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões" (At 26.14).

1. A ilustração. Nos dias de Paulo, empregavam-se bois para arar. Os bois, no começo, ficavam parados, dando coice para trás. Por meio de pontas metálicas agudas no madeiramento do arado e de um aguilhão na mão do arador, infligia-se cruel sofrimento ao boi rebelde. Até que apren­desse a obedecer ao invés de dar coices.

2. A aplicação. Deus queria Saulo num serviço nobre, mas este resistia. Provocava sofrimentos a si próprio. Lon­ge de obedecer ao Altíssimo, era rebelde. Contra que agui­lhões Saulo dava pontapés? A resposta tem conexão com o martírio de Estêvão.

Estêvão foi acusado de blasfemar contra a Lei. Mostra­va, porém, a mesma glória do rosto de Moisés ao descer do Sinai com a Lei (At 6.11,15; Êx 34.29). Saulo pensava que Estêvão fosse um apóstata condenado ao inferno. No en­tanto, enquanto era apedrejado, teve a visão celestial do trono de Deus (At 7.55,56). Saulo considerava Estêvão um inimigo dos líderes judeus. Estêvão, ao invés de amaldiçoá-los, orou invocando perdão para eles (At 7.60). A vida santa dos crentes perseguidos não deixou de causar impressão na consciência de Paulo. Estêvão, acusado de quebrar a Lei, morreu com a paz de espírito dos fiéis à vontade de Deus (At 7.59). Apesar da retidão segundo a Lei exterior e sua paixão pela ortodoxia religiosa, Saulo, por certo, não possuía a satisfação espiritual vista no rosto do mártir.

As palavras do Senhor dão a entender que o Espírito já falava à consciência de Saulo antes de ter este recebido a visão celestial. A voz da consciência por certo estava di­zendo: "Paulo, não acha que se enganou? Estêvão não tem cara de blasfemador. Os crentes aos quais você persegue têm vidas puras. Será que eles não têm razão ao afirmar
que Jesus é o Messias?No início, Saulo deve ter rejeitado tais sugestões. Deviam ser do próprio Satanás, procurando desviá-lo de cumprir seu dever. As dúvidas, no entanto, continuavam dando origem a uma cruel luta interior. Pela misericórdia de Jesus elas chegaram ao fim no momento da visão. Saulo realmente sofria na sua luta contra os aguilhões da consciência.

As Instruções Celestiais (At 9.6-8)

1. Uma comissão pedida. "Senhor, que queres que faça?" (At 22.10). As palavras indicavam uma entrega incondici­onal ao Cristo glorificado que lhe apareceu. Tinha sido dominado pela "iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo" (2 Co 4.6; Ap 1.16,17; cf. Lc 22.61,62). As palavras revelam, outrossim, o caráter enérgico de Paulo. Sempre pronto para o serviço. A entre­ga a Cristo que fez naquele instante caracterizou toda a sua carreira missionária.

2. Uma comissão concedida. "Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer". Saulo, cego dos olhos físicos, foi levado pela mão até Damasco. Pretendia entrar na cidade como representante do Sinédrio e ser recebido com distinção e honra. No entanto, sua entrada foi bem diferente: ferido, abatido, trêmulo e já não ardia em fúria contra os crentes. Pelo contrário, estava disposto a aprender humildemente com o mais simples cristão.

3. Uma comissão mudada. "E Saulo levantou-se da ter­ra..." Caíra por terra como judeu orgulhoso e cruel. Levan­tou-se como crente humilhado e quebrantado. Num só momento, Cristo o transformara de feroz fariseu em verda­deiro discípulo. Daquele momento em diante, Saulo era uma nova criatura em Cristo (2 Co 5.17). Morrera Saulo, o fariseu; ressuscitara Saulo, o crente. A antiga comissão fora repudiada (At 9.1,2) pois Saulo tinha recebido uma nova (At 26.16-18).

A Bênção Celestial (At 9.919 ־)

1. Uma alma ferida. A luz celestial temporariamente cegou a Saulo (At 22.11). Foi providencial, dando a Saulo tempo para meditar sobre sua nova experiência. Durante três dias, sem comida nem água, dedicou-se à oração. O aparecimento de Cristo mudou tudo para Saulo. Precisava de tempo e silêncio para se ajustar à mudança. Seus olhos foram vendados a fim de que os olhos espirituais se acos­tumassem à luz recebida.

2. Um mensageiro fiel. Após conversar com Saulo, o Senhor apareceu a um discípulo chamado Ananias. Por seu intermédio, completaria a obra de instruir a Saulo, obra que Deus começou pessoalmente. Mesmo havendo a possibilidade de instruí-lo, Cristo lança mão de instru­mentos humanos para tal serviço (At 10.3-6). Ananias recebeu a ordem de ir a certo endereço procurar Saulo e ministrar a ele. O discípulo ficou assustado ao receber tal ordem (vv. 13,14). Geralmente existe conexão entre as visões e o estado das pessoas que as recebem. Por isso, é provável que Ananias, tendo ouvido da comissão de Saulo, orasse pela proteção da igreja em Damasco. Por certo, não imaginava que sua oração fosse respondi­da exatamente daquele modo!

3. A bem-vinda libertação. Obedientemente, Ananias foi andando para a casa onde Saulo estava hospedado ־ andou realmente pela fé! A singela fé e obediência de Ananias é demonstrada no seu modo de se dirigir ao antigo perseguidor: "Irmão Saulo..." Com a impo­sição das mãos de Ananias, Saulo foi curado da ce­gueira. Depois foi batizado na água, e começou a co­operar na igreja.

Ensinamentos Práticos

1. A comunhão dos seus sofrimentos. "Por que me persegues?" Esta pergunta é como espada de dois gumes. Repreende os perseguidores e consola o povo de Deus. Expressa a contínua presença do Senhor com seus servos. É a identificação com os seus sofrimentos. Quan­do qualquer parte do nosso corpo é ferida, sentimos dores. Assim também o Cristo glorificado fica sendo, mais uma vez, o varão de dores quando qualquer membro de seu corpo sofre. No dia do Juízo, os perseguidores não arrependidos ouvirão: "Em verdade vos digo que, quan­do o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes".

2. O dever da cuidadosa reflexão. "Por que me perse­gues?" Cristo apela à razão do homem. "Vinde então, e argui-me, diz o Senhor..." Deus quer levar todos a medita­rem profundamente sobre a sua vida e o seu relacionamen­to com ele.

Oxalá as pessoas meditassem mais! Males são pratica­dos por falta de reflexão. Por falta de se entender as consequências ou as verdadeiras razões do que se faz. A mai­oria das pessoas são impulsionadas por paixões cegas. Enquanto isso, seu juízo fica adormecido. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não enten­de" (Is 1.3).

3. As consequências de se resistir a Deus. "Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões". Já explicamos a figura. Vamos considerar as palavras como parábola do relaciona­mento entre o homem e seu Criador.

3.1. O boi. Por que o homem é comparado a ele? E um animal valioso e depende do dono para suprir suas neces­sidades. Do boi se exige, com toda a razão, o serviço, que pode ser muito frutífero.

3.2. O aguilhão. O instrumento, por doloroso que seja, é necessário por causa da natureza obstinada do boi. Quais os aguilhões que Deus emprega para amansar a natureza rebelde do homem? Bons conselhos de amigos; sermões bem aplicáveis; aflições; a operação do Espírito Santo sobre a consciência.

3.3. Os coices. O boi estultamente dá coices quando sente o aguilhão, que assim dói muito mais. Da mesma forma, há pessoas que zombam dos bons conselhos, re­jeitam exortações, ficam zangadas quando o sermão ata­ca seus erros e, embora não possam empregar violência contra o povo de Deus, o perseguem com calúnias, zom­badas e críticas. Mesmo assim, é duro recalcitrar contra os aguilhões. "O caminho dos transgressores é áspero". Lutamos contra o nosso próprio bem, quando lutamos contra Deus.

4. A variedade nas conversões. A conversão de Saulo foi súbita, violenta e espetacular. Muitas conversões são assim. Como o carcereiro de Filipos, precisam de um ter­remoto para despertá-los a fim de reconhecerem seu peca­do e a necessidade de salvação. Outras, como Lídia (At 16.14), abrem seu coração com mais naturalidade às sua­ves influências do Espírito Santo. O que Saulo fez de bom para merecer a salvação? Nada. Pelo contrário, estava empenhado em perseguir a Igreja. Da profundidade da sua experiência podia dizer: "Pela graça sois salvos". A con­versão de Lídia, por outro lado, resultou da sua piedosa busca por Deus nas reuniões de oração.

A lição a ser meditada é que Deus trata com os indiví­duos de diferentes modos. Alguém disse com acerto: "O Espírito Santo não tem hábitos". Ele é livre e soberano em todas as suas operações. Afinal, a questão não é como al­guém foi convertido, e sim, se realmente recebeu a Cristo. Depois, sua vida revelará a Cristo: "Por seus frutos os conhecereis".

5. O mistério da regeneração. "E os varões, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não ven­do ninguém" (At 9.7). "Os que estavam comigo, viram a luz, sem contudo perceber o sentido de quem falava comi­go" (At 22.9). Os homens que acompanhavam Saulo ouvi­ram um som. Mas não entenderam o que era falado. O verbo grego "ouvir" tem o sentido de "entender" também. A tra­dução depende da regência. Por isso a dúvida que surge em traduções que colocam "ouvir" em ambas as passagens.

Como os acompanhantes de Paulo, hoje, os não-convertidos nada compreendem sobre a vida espiritual: "Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2.14).

Muitas pessoas são espiritualmente cegas. A questão é: Desejam ver realmente ou preferem continuar cegas? A fé é o remédio, porque, em assuntos espirituais, só vemos depois de crermos.

6. Perguntas da alma despertada. O despertamento espiritual de Saulo foi evidenciado nas suas duas pergun­tas: "Quem és, Senhor?" e "Senhor, que queres que faça?" Estas perguntas servem como teste do nosso crescimento na graça. Temos desejo de saber mais e mais acerca de Cristo? Nossa atitude é de obediência, buscando conhecer a sua vontade para nós?

7. Da morte para a vida. "E esteve três dias sem ver..." (v. 9). Jonas passou três dias no grande peixe. Depois sur­giu para um ministério renovado. Cristo ficou três dias sob a terra e, então, ressuscitou para uma nova vida. Da mesma forma, os três dias que Saulo passou na escuridão simbo­lizam a morte de sua antiga vida e a ressurreição para a nova. Os prazeres anteriores já não existem. Suas ativida­des passadas terminaram. Seus velhos amigos se foram. No silêncio e na escuridão, a nova vida tomava vulto. Nova luz se acendia em sua alma. A salvação raiava em seu íntimo, e suas forças se reorganizavam para o cumprimen­to de novo ministério. Os novos amigos já chegavam à porta. Os dias de inatividade forçada podem servir para renova­ção espiritual.

8. Nada é difícil demais para o Senhor. Leia os vv. 10-14, observando como Ananias parece estar explicando suas dificuldades ao Senhor. Como se Deus não conhecesse muito bem a Saulo. Ananias, como muitos de nós, achava difícil considerar um problema muito grande solucionado e é agir com plena fé de que Deus já removera os obstáculos. Saulo parecia tão fora do alcance da graça divina! Os melhores servos de Deus, geralmente, eram pessoas que pareciam fora do alcance da religião.

Se tivéssemos os olhos de Cristo! Nunca consideraría­mos ninguém pecaminoso ou endurecido demais para a graça salvadora, revelada em Jesus Cristo.

9. Escolhido para o serviço. "Este é para mim um vaso escolhido..." O mundo é o campo em que Deus opera. E está cheio dos seus instrumentos. Cada ser humano pode ser transformado em instrumento de Deus. O Senhor vê tudo e sabe onde achar vasos para seu serviço. Dois fatos ocorrem nas conversões: o homem recebe um poderoso Salvador e Deus um servo dedicado. Podemos testificar que achamos um grande Salvador? E o Senhor? Pode testificar que, em nós, achou um servo fiel?

10. Sofrimento e serviço. Jesus disse: "E eu lhe mostra­rei quanto deve padecer pelo meu nome". A alegria do Senhor sempre está conosco. Mas, em um mundo imper­feito como é este, não podemos imaginar que passaremos a vida sem dificuldades. Quando sofremos por causa das nossas próprias falhas, isto não é surpreendente. As vezes, porém, ficamos perplexos quando fazemos o bem, e ainda passamos por momentos difíceis. Pedro disse: "Se, fazen­do o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus" (1 Pe 2.20).

11. Caloroso aperto de mão no escuro. Quanto valeu a Saulo o toque amistoso da mão de Ananias? E sua voz bondosa? Foi motivo de alegria para o antigo perseguidor ser chamado "irmão". Desta forma, Saulo soube que os cristãos já lhe tinham perdoado.

É só dessa maneira que a obra cristã pode ir adiante. As pessoas necessitam mais de nossa simpatia do que das crí­ticas. Precisam de um caloroso aperto de mão, não de olhar frio.

12. "Eis que ele está orando". Ananias não tinha razão de temer um encontro com o terrível Saulo de Tarso. O Senhor já lhe explicara: "Pois eis que ele está orando". A oração era uma evidência da conversão de Saulo. O caráter de Saulo foi marcado, durante todo o seu ministério, pela incessante oração em prol dos convertidos.

A nossa conversão traz o selo da oração?









 
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