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terça-feira, 27 de março de 2012

Lição 1: Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos



2º Trimestre de 2012


Título: As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja
Comentarista: Claudionor de Andrade


Lição 1: Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo
Data: 1° de Abril de 2012

TEXTO ÁUREO


Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo(Ap 1.3).

VERDADE PRÁTICA


O crente que lê e estuda o Apocalipse não se espanta com o programa de Deus para estes últimos dias.

HINOS SUGERIDOS


78, 139, 300.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Ap 1.1
O Apocalipse é a revelação de Deus


Terça - Ap 1.3
Quem lê o Apocalipse é bem-aventurado


Quarta - Ap 1.4
O Apocalipse é enviado às igrejas


Quinta - Ap 1.5
Cristo atesta a mensagem do Apocalipse


Sexta - Ap 1.7
A urgência do Apocalipse


Sábado - Ap 1.8
Cristo, o princípio e o fim de todas as coisas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Apocalipse 1.1-8.

1 - Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo,
2 - o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.
3 - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
4 - João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono;
5 - e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
6 - e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!
7 - Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!
8 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

INTERAÇÃO


Caro professor, neste trimestre estudaremos o tema: “As Sete Cartas do Apocalipse”. Por isso, comente com os alunos que o Apocalipse será a base temática para o nosso estudo bíblico. Veremos que o Livro Profético mostra-nos o Jesus triunfante, exaltado e poderoso. Desvendando os mais profundos segredos dos fatos que “foram”, “são” e “acontecerão” nos últimos dias (Ap 1.19). O comentarista desse trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, que, além de ser ministro do evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas pela CPAD e Gerente de Publicações da Editora.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Definir o Apocalipse como revelação divina.
  • Conhecer as questões de autoria, data e local do livro.
  • Saber que a leitura do Apocalipse é edificante.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, o Livro do Apocalipse retrata todo o processo de consumação redentora da humanidade através de figuras de linguagens e simbolismos dramáticos. Seu estilo literário é a apocalíptica judaica (Ver subsídio bibliográfico I). Ela é encontrada fartamente no Antigo Testamento, como em Ezequiel e Daniel. Estes, também, apresentam abundantes figuras e simbolismos. Portanto, antes de iniciar a lição deste domingo apresente aos alunos o esboço geral do Livro do Apocalipse proposto no esquema abaixo. Boa aula!


COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Revelação: Ato ou efeito de revelar um segredo.

O Apocalipse é um dos livros mais belos e fascinantes da Bíblia. Através de seus símbolos e figuras, mostra-nos Jesus como serão os últimos dias da humanidade. Se no Gênesis tudo é começo, no Apocalipse tudo é consumação. Uma consumação, porém, que recomeça quando a Nova Jerusalém desce dos céus “ataviada como noiva adornada para o seu esposo”.
Neste trimestre, estudaremos o último livro das Sagradas Escrituras. Deleite-se, pois, desde já, nas consolações que nos traz a Escatologia Cristã. Está você preparado para as Bodas do Cordeiro? Então, que a nossa súplica seja: “Ora vem, Senhor Jesus”.

I. O LIVRO DO APOCALIPSE

1. Apocalipse, o único livro profético do NT. Embora haja profecias em quase todos os livros do Novo Testamento, somente o Apocalipse pode ser considerado um documento rigorosamente profético. Aliás, até o seu título é profético. Em grego, Apocalipse denota a remoção de um véu estendido sobre algo que deve e precisa ser conhecido urgentemente por você e por mim.
Quanto ao conteúdo, o Apocalipse é revelação. Se lhe considerarmos a mensagem, é profecia. Enviado como carta aos seus primeiros destinatários, o livro, na verdade, é uma epístola.
2. Um livro de advertências e consolações. O Apocalipse não se limita a descortinar o futuro. Palavra inspirada de Deus, adverte, exorta e ensina os cristãos de todas as épocas e lugares a esperar, em ordem santa, o aparecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Suas consolações no Espírito Santo são abundantes.


SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento. Ele serve tanto de advertência como de consolação à Igreja de Cristo.


II. AUTORIA, DATA E LOCAL

1. Autoria. João, filho de Zebedeu, é o autor do Apocalipse (Ap 1.1,4,9; 22.8). Ele também escreveu o quarto evangelho e três das sete epístolas universais. Em virtude de sua profundidade teológica, o apóstolo recebeu dos Pais da Igreja o título de “João, o Teólogo”. Outra alcunha deram-lhe os antigos: João, o Divino. O apóstolo é conhecido igualmente como o discípulo a quem Jesus amava (Jo 21.20). Em todas as suas obras, João sempre buscou realçar, e deixar bem patente, a divindade do Nazareno (Jo 20.31).
2. Data. O Apocalipse foi escrito entre 90 e 96 d.C. Nessa época, imperava o cruel e desapiedado Domiciano. Em nada diferia ele de Nero e de Calígula, os dois mais odiados, perversos e sanguinários governantes de Roma.
3. Lugar. João escreveu o Apocalipse em Patmos (Ap 1.9). Trata-se de uma pequena ilha da Grécia. Distando 55 quilômetros da costa sudoeste da Turquia, faz parte do arquipélago conhecido como Dodecaneso. Sua área total é de 34,6 km² e sua população, hoje, gira em torno de três mil habitantes.
Patmos acha-se dividida em duas partes quase iguais: uma no lado norte e outra na banda do sul, ligadas por uma estreita faixa de terra. De vegetação modesta, a ilha é caracterizada por montes relativamente baixos; o mais elevado é o Profitis Ilias com 269 metros. O lugar era utilizado como reclusão para os inimigos do Império Romano.


SINOPSE DO TÓPICO (II)

João, filho de Zebedeu, apóstolo do Senhor, é o autor do Livro de Apocalipse. Este foi escrito entre os anos 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.


III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT

1. Tema do Apocalipse. O próprio autor declina o tema do Apocalipse: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). “Composto por uma série de visões, imagens, símbolos e figuras, o Apocalipse revela os conflitos do povo de Deus e a sua vitória final sobre o império das trevas. E conclui, mostrando os redimidos a desfrutar de todas as eternas bem-aventuranças” (Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD).
2. Divisões do Apocalipse. Assim podemos distribuir o conteúdo do livro: 1) “As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete candelabros (cap. 1); 2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor (caps. 2 e 3); 3) e as coisas “que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e Celeste (caps. 4-21).
No Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD), encontramos outras informações acerca da estrutura do Apocalipse: “O conteúdo do livro pode ser dividido em oito partes: 1) As sete cartas às igrejas da Ásia Menor (1-3); 2) Os sete selos (4.1 a 8.1); 3) As sete trombetas (8.2 a 11); 4) As sete figuras simbólicas - a mulher vestida de sol, o dragão, o menino, a besta que saiu do mar, a besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião e o Filho do Homem sobre a nuvem; 5) O derramamento das sete taças (15, 16); 6) A condenação eterna dos ímpios (17-20); 7) As glórias da Nova Jerusalém (21-22.5); 8) Epílogo (22.6-21)”.
3. Objetivos do Apocalipse. João escreveu o Apocalipse, tendo em vista: 1) corrigir as distorções doutrinárias e desvios de conduta das igrejas da Ásia Menor; 2) consolar os santos que eram impiedosa e duramente perseguidos pelas autoridades romanas; 3) mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias; e: 4) alertar-nos quanto à brevidade e urgência da vinda do Senhor.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

O tema do Apocalipse é: “Revelação de Jesus Cristo das coisas que brevemente acontecerão”.


IV. A LEITURA DO APOCALIPSE

1. A produção de livros no período do Novo Testamento. O livro, na época de João, era um produto dispendioso e caro. Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas, sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico. Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira.
2. A leitura das Escrituras Sagradas. Na maioria das congregações, havia apenas um exemplar das Sagradas Escrituras. Para que todos fossem edificados, um oficial da igreja punha-se a ler a Palavra de Deus, enquanto a irmandade ouvia-o reverente e atentamente. Por isso a recomendação do Cristo: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1.3).
3. A liturgia da Palavra. Embora tenhamos amplo acesso à Bíblia Sagrada, voltemos à liturgia da Palavra. Leiamos os profetas, ouçamos os apóstolos. Nesse ensejo, sugiro a leitura integral do Apocalipse, em voz alta, do púlpito de nossas igrejas, logo no primeiro domingo deste trimestre, para que todos, crentes e não crentes, ouçam-no e sejam bem-aventurados.


SINOPSE DO TÓPICO (IV)

A leitura do Apocalipse é uma bem-aventurança para aquele que lê e guarda a sua mensagem.


CONCLUSÃO

Que ninguém venha a menosprezar o Apocalipse, alegando tratar-se de um livro difícil e enigmático. Se o lermos com discernimento e paciência, viremos a constatar: a chave para a sua interpretação acha-se em suas próprias páginas. O Noivo jamais enviaria uma carta indecifrável à sua Amada.
Você já leu o Apocalipse? Abra a sua Bíblia, e ponha-se a ler, agora mesmo, este maravilhoso e fascinante livro de Deus.

VOCABULÁRIO


Alcunha: Qualificativo especial (p.ex. nobre, leal, etc).
Arquipélago: Conjunto de ilhas dispostas em grupo, em maior ou menor extensão, numa superfície marítima.
Epílogo: Recapitulação, resumo ou desfecho de uma peça literária.
Ciosos: Que tem zelo.
Módico: Pouco, escasso; cujo valor é baixo.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD, 2004.

EXERCÍCIOS


1. O que é o Apocalipse?
R. Quanto ao conteúdo, o Apocalipse é revelação. Se lhe considerarmos a mensagem, é profecia.

2. Quem o escreveu?
R. João, o filho de Zebedeu.

3. Quando e em que lugar foi escrito?
R. Entre 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.

4. Cite os objetivos do Apocalipse.
R. Corrigir as distorções doutrinárias; consolar os santos perseguidos; mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias e alertamos da urgência da vinda do Senhor.

5. Por que devemos ler o Apocalipse?
R. Para que o ouçamos e sejamos bem-aventurados.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Bibliológico

“O Livro de Apocalipse pertence à categoria geral da literatura apocalíptica. A expressão literatura apocalíptica, no entanto, desagrada a alguns estudiosos por causa de sua ambiguidade. A própria expressão está baseada na palavra grega que significa ‘revelação’ (apokalypsis). Um apokalypse é uma revelação recebida através de uma visão, de um sonho, de uma viagem celestial ou (em alguns casos) de um mensageiro angelical. Acompanhando esse conceito, o livro de Apocalipse é um apokalypse, isto é, contém uma série de visões (Ap 9.17; 13.1; 21.2; 22.8), uma viagem celestial (4.1) e um mensageiro angelical (1.12ss; 10.1,8,9; 17.3,7,15; 22.8,16). Contém, também, uma escatologia apocalíptica, como aparece em uma série de outras passagens bíblicas (por exemplo: Is 24-27; 55-66; Ez 37-48; Dn 7-12; Jl [1 - 3]; Zc 14; Mt 24; Mc 13), mas o termo é demasiadamente controvertido e complicado para que possa ser definido através de uma ou duas frases.
[...] A escatologia apocalíptica parece surgir em momentos de grande tensão social [...]. A escatologia apocalíptica é uma tentativa de restaurar ou manter [...] [uma] visão global à luz (ou nas trevas!) de um mundo em rápida transformação” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.1824,25).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“As Diversas interpretações
Muitos tentam fazer do Apocalipse um livro de adivinhações. Relacionam-no aos acontecimentos de suas respectivas épocas, para descobrir o que há de acontecer no futuro próximo. Esta interpretação é muito proeminente entre os que têm uma visão meramente histórica do livro. Estes intérpretes vêm comparando o Apocalipse com a história da Igreja desde o primeiro século, para realçar coisas como o aparecimento do papado e as invasões mulçumanas. Por conseguinte, não conseguem ver a Grande Tribulação no final dos tempos, pois espalharam os eventos do livro no decorrer da história da Igreja. Como se vê, cada geração de eruditos vem retrabalhando a interpretação do Apocalipse, numa tentativa de encaixar as profecias em suas respectivas épocas.
Outros possuem uma visão preterista do livro, e tentam relacionar suas profecias com eventos registrados no final do primeiro século, tendo-se Roma e seus imperadores mais proeminentes como pano de fundo. Noutras palavras: os preteristas creem que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida há muito tempo atrás, restando-nos dele apenas interesse histórico. Devemos observar, porém, que o relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário.
Há ainda outros que rejeitam a tentativa de se identificar os eventos do livro com as fontes históricas. Optam por uma visão idealística do Apocalipse. Veem os símbolos e figuras simplesmente como representantes da disputa progressiva que há entre o bem e o mal, com a certeza do triunfo derradeiro da justiça. Acham que não haverá cumprimento literal de nenhum evento do livro. O que vemos, porém, é que apesar de o Apocalipse ter muitas figuras simbólicas, representam estas algo real [grifo nosso]. O Anticristo é chamado de a besta, mas será uma pessoa real, e cumprirá as predições feitas sobre ele noutras profecias, tais como 2 Ts 2.3-12, onde se diz que Cristo virá pessoalmente trazer triunfo final.
[...] O pré-milenismo interpreta as profecias do Antigo e do Novo Testamento de maneira literal, observando, porém se o contexto assim o permite.
[...] Reconheço haver cristãos que se consideram a si mesmos evangélicos, nascido de novo, e que sustentam diferentes posições de interpretar o Apocalipse. [...] Contudo, depois de muitos anos de estudo e de ensino, creio que há mais evidências em favor da visão pré-milenial e da interpretação literal do que a das outras. A perspectiva pré-milenista e a futurista, juntas, encaixam-se melhor nas orientações de Jesus” (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.5,6,8)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Lição 11: Como alcançar a verdadeira prosperidade Lição 11: Como alcançar a verdadeira prosperidade

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

1º Trimestre de 2012

Título: A Verdadeira Prosperidade — A vida cristã abundante
Comentarista: José Gonçalves

Lição 11: Como alcançar a verdadeira prosperidade
Data: 11 de Março de 2012

TEXTO ÁUREO

“E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo” (1 Cr 29.12).

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira prosperidade dá-nos as condições necessárias para não somente cuidarmos de nossa manutenção, como também investir no Reino de Deus.

HINOS SUGERIDOS

363, 432, 578.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Hb 8.12
A real prosperidade e as promessas divinas

Terça - Fp 4.19
A real prosperidade e a fidelidade de Deus

Quarta - Ef 4.28
A real prosperidade e o trabalho

Quinta - Pv 13.11
A real prosperidade produz benefícios

Sexta - Pv 30.8
A real prosperidade e a administração

Sábado - 2 Co 9.7
A real prosperidade e a obra de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Crônicas 29.10-18.

10 - Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante os olhos de toda a congregação e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de nosso pai Israel, de eternidade em eternidade.
11 - Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe.
12 - E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo.
13 - Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos e louvamos o nome da tua glória.
14 - Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos.
15 - Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há outra esperança.
16 - SENHOR, Deus nosso, toda esta abundância que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão e é toda tua.
17 - E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, voluntariamente dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, voluntariamente te deu.
18 - SENHOR, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva isso para sempre no intento dos pensamentos do coração de teu povo; e encaminha o seu coração para ti.

INTERAÇÃO

Professor, você sabe como alcançar a verdadeira prosperidade? Muitos são os livros de autoajuda que prometem revelar o segredo do sucesso financeiro e da felicidade. Tal “fórmula” deve funcionar somente para os autores! Na verdade não há nenhum segredo. Pois sabemos que Deus é um Pai amoroso e que a verdadeira prosperidade está fundamentada na sua providência e graça. Se quisermos ter uma vida bem-sucedida precisamos aprender a depender de Deus e nos submeter à sua vontade!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que para sermos bem-sucedidos precisamos confiar na suficiência de Deus.
Conscientizar-se de que o trabalho foi instituído por Deus antes da Queda.
Explicar porque devemos fazer uso do dinheiro de modo consciente.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, peça aos alunos que citem um versículo bíblico onde Deus promete suprir as nossas necessidades de alimentação e vestuário. Diga que Deus é um Pai amoroso que tem prazer em suprir todas as nossas necessidades básicas, porém, explique que existe uma diferença entre precisar e desejar. Nem sempre o que desejamos é realmente necessário. O precisar tem a ver com consumo, suprimento das necessidades básicas. O desejar está relacionado ao consumismo, impulso incontrolável de ter ou possuir. Enfatize que Deus promete suprir (atender) as nossas necessidades. O Senhor não é um “gênio da lâmpada” que atende os nossos desejos. Ele é Deus, e por sua infinita bondade promete prover-nos as necessidades. Conclua lendo Filipenses 4.19.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Trabalho: Conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir um determinado fim.

Como alcançar a verdadeira prosperidade? Essa pergunta vem recebendo as mais diversas respostas. Em sua maioria, tais respostas resumem-se a fórmulas mágicas de autoajuda. Todavia, na perspectiva bíblica, a prosperidade está condicionada não ao domínio de técnicas ou fórmulas mirabolantes, mas à prática dos princípios expostos na Palavra de Deus. Nesta lição, veremos alguns desses princípios.

I. CONFIANÇA NA SUFICIÊNCIA DE DEUS

1. Confiando nas promessas de Deus. São muitas as promessas de Deus para o seu povo. As mais significativas não se resumem aos bens materiais, mas ao perdão dos nossos pecados (Hb 8.12), à adoção (2 Co 6.18), à vida eterna (1 Jo 2.25) e a um novo céu e a uma nova terra (2 Pe 3.13). Essas promessas revelam a suficiência de Deus em nos prover o melhor. De fato, como dizem as Escrituras, as promessas divinas são boas e mui preciosas (1 Rs 8.56; 2 Pe 1.4). Portanto, qualquer ideia de prosperidade, para ser genuinamente bíblica, necessita levar em conta a nossa dependência da vontade soberana de Deus (Sl 103.1-3; 23.1-6).
2. Confiando na fidelidade de Deus. O fundamento do ensino da suficiência divina é que o Pai Celeste nos supre todas as necessidades (Fp 4.19). Através de sua Palavra, o Senhor demonstra todo o seu amoroso cuidado para com os seus filhos (Sl 145.9; Mt 6.26), provendo-lhes o necessário para que tenham uma vida digna (Gn 24.48,56). Por conseguinte, o cristão precisa conscientizar-se que Deus jamais abandonará os seus filhos. É o que Davi declara em sua oração: “E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo” (1 Cr 29.12).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Deus é fiel. Ele prometeu e supre todas as nossas necessidades.

II. DEDICANDO-SE AO TRABALHO

1. A necessidade do trabalho. O trabalho foi instituído por Deus antes mesmo da queda de Adão e Eva (Gn 2.15). Aliás, o trabalho aparece na Bíblia como algo útil, necessário e nobre (1 Ts 4.11; 2 Ts 3.8; 1 Tm 6.2). Escrevendo aos efésios, Paulo aconselha aos novos crentes: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4.28).
A prosperidade do crente está associada ao trabalho (Dt 8.18) que, no âmbito da Palavra de Deus, tem uma finalidade que transcende o mero acúmulo de bens. O cristão, portanto, deve conscientizar-se de que a bênção do Senhor manifesta-se também por intermédio de nosso labor diário (Dt 15.7,8; Pv 10.22).
2. Os benefícios do trabalho. O trabalho é necessário não somente para suprir nossas necessidades (1 Ts 2.9; At 20.34) mas também as do nosso próximo (At 20.35). Instituição divina que é, o trabalho oferece-nos também um real significado para a vida (Pv 13.11). A Bíblia destaca o valor daqueles que desempenharam bem o seu trabalho (Gn 29.9; 31.6). O Novo Testamento, por exemplo, realça o exemplo de Dorcas, que é lembrada pelo seu trabalho e generosidade (At 9.36,39).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O trabalho foi instituído por Deus antes mesmo da Queda do homem. Ele é útil e necessário aos seres humanos.

III. USANDO O DINHEIRO CONSCIENTEMENTE

1. Rejeitando o consumismo. Embora o desejo de consumir seja considerado algo normal, há uma diferença gritante entre consumo e consumismo. Se o primeiro tem a ver com o suprimento de nossas necessidades básicas, o segundo manifesta um impulso incontrolável de se ter, ou possuir, as coisas mesmo quando estas não são necessárias. Um trata com o que é indispensável, enquanto o outro diz respeito àquilo que é supérfluo.
Alguém já disse que o crente deve tomar cuidado para não comprar o que não precisa, com o dinheiro que não tem, visando demonstrar o que ele, na realidade, não é. Administrar bem o dinheiro, atribuindo-lhe o seu real valor, faz parte da verdadeira prosperidade (1 Tm 6.17). A Bíblia destaca, inclusive, o contentar-se com a porção cotidiana proporcionada pelo trabalho digno, honesto e abençoado por Deus (Pv 30.8).
2. Contribuindo para a Obra de Deus. O Reino de Deus, apesar de seu aspecto sobrenatural, necessita de nosso apoio natural para expandir-se até aos confins da terra. Portanto, ainda que não sejamos detentores de grandes posses, seremos considerados prósperos e bem-aventurados se participarmos com nossos haveres do avanço da obra de Deus (Lc 21.1-4; Fp 4.18,19).
3. Contribuição voluntária e regular. A Escritura é clara ao preceituar: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7). O texto deixa bem patente que a nossa contribuição para a obra de Deus deve ser feita de forma voluntária, regular e amorosa. Isto significa que temos de ser regulares na entrega dos dízimos e das ofertas. Os dízimos, a propósito, têm de ser trazidos à casa do tesouro, conforme exorta o Senhor por intermédio de Malaquias. Ou seja: devemos dar o dízimo à igreja na qual congregamos, para que sejamos realmente fiéis.
O dízimo é tanto normativo (Ml 3.10) como voluntário (Gn 14.20; 28.22). Por conseguinte, o crente prospera quando põe em prática os princípios bíblicos da contribuição. Você tem investido na obra de Deus?

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Ser próspero é saber utilizar os recursos financeiros com sabedoria, sempre investindo no Reino de Deus.

CONCLUSÃO

A verdadeira prosperidade fundamenta-se, antes de tudo, na providência de Deus. Pois Ele capacita-nos a obter a necessária provisão para a nossa vida. A prosperidade bíblica faz do cristão um autêntico despenseiro dos negócios de Deus. E, como tal, estimula-o a usar de forma adequada aquilo que lhe foi confiado. Há uma ação de Deus em abençoar-nos e uma resposta de nossa parte em reconhecer corretamente os benefícios divinos. Que em tudo o Senhor seja glorificado!

VOCABULÁRIO

Haveres: Relativo a bens materiais.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SALE, F. Você & Deus no Trabalho: A ética profissional do cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. Transcreva uma das promessas de Deus para o seu povo.
R. Resposta livre.

2. Qualquer ideia de prosperidade, para ser genuinamente bíblica, necessita levar em conta o quê?
R. A nossa dependência da vontade soberana de Deus.

3. Quem instituiu o trabalho?
R. O Deus Todo-Poderoso.

4. De acordo com a lição, cite dois benefícios do trabalho.
R. O trabalho supre nossas necessidades e também as do nosso próximo. O trabalho oferece-nos um real significado para a vida.

5. Explique a diferença entre consumo e consumismo.
R. O consumo tem a ver com o suprimento de nossas necessidades básicas, o consumismo manifesta um impulso incontrolável de se ter, ou possuir, as coisas, mesmo quando estas não são necessárias. Um trata com o que é indispensável, enquanto o outro diz respeito àquilo que é supérfluo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“A importância do trabalho
Por que o trabalho árduo é tão importante? A que propósito ele serve, uma vez que Deus prometeu prover todas as nossas necessidades?
As Escrituras dizem muitas coisas sobre a importância do trabalho. Em primeiro lugar, nossos esforços no trabalho são capazes de glorificar a Deus. Em segundo lugar — e relacionado ao primeiro ponto — seja o que for que façamos nesta terra, incluindo o nosso comportamento no trabalho, será um testemunho para as outras pessoas. Por essa razão, Deus espera que sejamos diferentes, que nos salientemos no contexto do mundo em que vivemos e que façamos o nosso trabalho sem murmurações. O terceiro ponto é complexo. A Bíblia deixa claro que o nosso trabalho é um dos veículos que Deus utiliza para suprir as nossas necessidades. O seu intento é que a nossa produtividade nos traga recompensas significativas, tanto tangíveis, como intangíveis. Em seu plano, a preguiça e a falta de produtividade resultam naturalmente em necessidades. Deus quer que estejamos em posição tal, que possamos desfrutar dos resultados de nossos trabalhos. Podemos ter a certeza que Ele seria capaz de nos conceder aquilo que necessitamos, sem qualquer esforço de nossa parte. Existem alguns exemplos em que Ele faz exatamente isto, quando sabe tratar-se de uma situação apropriada” (SALE, F. Você & Deus no trabalho: A ética profissional do cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.30-1).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Salomão, filho de Davi e Bate-Seba, sucedeu a seu pai como rei de Israel e reinou durante quarenta anos. Ele foi o homem mais sábio do mundo. As Escrituras nos contam sobre todas as suas realizações e a sua consequente fama. Ele era também o homem mais rico do mundo; a história descreve a sua grande fortuna, bem como os seus elaborados projetos de edificação. Ele recebeu sua sabedoria de Deus. Igualmente, sua fortuna foi dada por Deus, por não tê-la pedido. O povo de Israel estava contente sob o seu governo. Com o passar do tempo, o sucesso fabuloso de Salomão fez com que se tornasse autoindulgente. Pelo fato de poder dispor de tudo o que desejasse, passou a sentir que tinha direitos sobre tudo o que quisesse.

Qual é, portanto, a direção que a Bíblia nos oferece, em relação a mantermos as posses na perspectiva apropriada?

1. Em primeiro lugar, reconheça que seja o que for que alcance ou acumule neste mundo não durará para sempre. Como diz o ditado popular, ‘você não pode levar nada consigo’. Você estará deixando este mundo com as mãos vazias, como quando a ele chegou.

2. A segunda diretriz das Escrituras é que não sejamos avarentos. Esforce-se pela moderação saudável em tudo aquilo que desejar. Tudo o que você possui é uma bênção, uma dádiva divina. A Palavra de Deus oferece uma boa medida sobre quanto dinheiro é suficiente: o bastante para que você não tenha que roubar, porém, nem tanto a ponto de esquecer-se da sua origem.

3. A terceira diretriz das Escrituras é que não nos preocupemos - não importa qual seja a sua situação financeira. Como cristão, se você sofrer perdas financeiras, Deus está com você, e esta é a chave para tudo aquilo que precisa. Em primeiro lugar, Deus é quem o capacita a ganhar dinheiro. Você tem sua própria garantia de que Ele conhece intimamente as suas necessidades, e que o seu bem-estar é importante para Ele” (SALE, F. Você & Deus no trabalho: A ética profissional do cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.175-77).


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