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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 6: Neemias lidera um genuíno avivamento
Data: 6 de Novembro de 2011

TEXTO ÁUREO

“E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação [...] E leu nela [...] desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei” (Ne 8.2,3).

VERDADE PRÁTICA

Somente o genuíno ensino da Palavra de Deus é capaz de produzir um verdadeiro avivamento.

 HINOS SUGERIDOS

5, 85, 505.
LEITURA DIÁRIA

Segunda - Am 8.11
Fome e sede da Palavra

Terça - Rm 12.7
Ensino com dedicação

Quarta - Lc 11.28
São felizes os que ouvem a Palavra

Quinta - Jó 34.3
O ouvido prova as palavras

Sexta - Ez 3.3
Doce como o mel é a Palavra de Deus

Sábado - Ne 8.9,10
Um dia consagrado ao Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 8.1-3,5,6,9,10.

1 - E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.

2 - E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os sábios para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.

3 - E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei.

5 - E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.

6 - E Esdras louvou o Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! —, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra.

9 - E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.

10 - Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.

INTERAÇÃO

Prezado professor, estudaremos hoje o avivamento ocorrido em Israel sob a liderança de Neemias. O que ali se deu, só foi possível através da leitura e da compreensão que os filhos de Deus obtiveram da Lei. Devemos compreender que um genuíno avivamento só pode ser deflagrado, com o estudo e prática da Palavra do Senhor Deus. “Avivamento” sem doutrina bíblica é apenas movimento passageiro que não dá frutos.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

    Saber que um genuíno avivamento só pode ocorrer a partir do estudo e da prática da Palavra de Deus.
    Compreender que a Bíblia é a inerrante e infalível Palavra de Deus.
    Conscientizar-se de que o genuíno avivamento ocorre quando há entendimento da Palavra de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reconhecendo a importância do estudo da Palavra de Deus e cônscios de que o avivamento só pode ser real quando há o compromisso do crente em relação à Bíblia, reproduza o quadro abaixo afixando-o em uma cartolina ou fazendo cópias para os seus alunos. Converse com eles acerca das grandes reivindicações da Bíblia. Relembre-os de que Israel pecava pelo simples fato de haver se esquecido da Lei do Senhor. É de suma importância que guardemos no coração os ensinamentos da Bíblia Sagrada. Somente através da Palavra de Deus poderemos viver um genuíno avivamento.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Avivamento: Retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito.

Os avivamentos na história do povo de Israel e da Igreja só tiveram resultados duradouros quando começaram e prosseguiram sob o ensino da Palavra de Deus. Avivamento sem a exposição da Bíblia Sagrada não passa de um mero movimento religioso, pois não resulta em mudanças significativas e transformadoras de vidas.

Na lição de hoje, veremos que o ensino das Sagradas Escrituras foi o que forjou e impulsionou o avivamento espiritual desencadeado por Neemias.

I. O POVO SE AJUNTOU NA PRAÇA PARA OUVIR A LEITURA DA LEI

1. Reunidos para ouvir a Lei. Neemias relata que o povo, egresso do exílio babilônico, tinha fome e sede por ouvir a Palavra de Deus: “Todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel” (Ne 8.1). E assim tem início, bem “diante da Porta das Águas”, um poderoso avivamento na história de Jerusalém. Impulsionado pelo Espírito Santo, Esdras, o escriba, abriu a Lei do Senhor e pôs-se a lê-la pausadamente, para que todo o povo a entendesse. A leitura da Palavra de Deus foi efetuada das seis da manhã ao meio-dia.

2. O povo estava atento à leitura da Lei. “E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei” (Ne 8.3). Esdras estava de pé, sobre um púlpito de madeira, para melhor se fazer ouvir pelo povo. Ao seu lado, à direita, estavam os líderes e mestres que compunham, “o ministério local” (Ne 8.4). É importante ressaltar que a leitura do livro e sua explicação duraram sete dias, durante seis horas diárias (Ne 8.3,18). Apesar de toda essa carga-horária, o povo ouvia atentamente a exposição da Palavra de Deus.

3. O culto de doutrina. Hoje, em algumas igrejas, as reuniões de ensino são precariamente assistidas. Sim, os cultos de doutrinas são desprezados enquanto festas e shows tidos como evangélicos são bem frequentados. Isso demonstra a falta de apetite pela Palavra de Deus; é um sintoma de doença espiritual de extrema gravidade. Quem ama a Deus também ama a sua Palavra e nela medita dia e noite (Sl 1.2; 119.97).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O povo de Deus reuniu-se para ouvir atentamente a Sua Palavra.

II. O ENSINO BÍBLICO

1. Homens preparados para o ensino (Ne 8.7). Instrutores foram designados para ministrar o ensino da Palavra de Deus em todas as cidades de Judá. Até os levitas que serviam no Templo foram envolvidos nessa tarefa. Não podemos nos enganar. A exposição das Sagradas Escrituras é a base do avivamento (2 Cr 34.15; 35.1-19).

2. O líder deve ser apto para o ensino. Além do pastor, há pessoas, na igreja local, que foram dotadas por Deus com habilidades para o ensino, conforme escreve Paulo: “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b). O mesmo acontecia no Antigo Testamento. Os israelitas no tempo de Esdras, confrontados pela Palavra de Deus, arrependeram-se de seus pecados e foram procurar o favor divino. Aliás, um dos primeiros requisitos para se exercer o santo ministério é justamente a aptidão para o ensino (1 Tm 3.2).

3. A Bíblia é a Palavra de Deus. Inspirados por teologias liberais, há crentes que não mais veem a Bíblia como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus — nossa única regra de fé e prática. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia limita-se a conter a Palavra de Deus. Cuidado! Esse ensino é diabólico. A Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus. Leia com atenção 2 Timóteo 3.16. É indispensável, por conseguinte, que o crente estude e obedeça fielmente as Sagradas Escrituras, pois sem estas não pode haver avivamento.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O líder deve saber ensinar a Palavra de Deus e ter a consciência de que ela é inerrante e infalível.

III. O ENTENDIMENTO DA PALAVRA GEROU O AVIVAMENTO

1. O ensino significativo. “E leram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” (Ne 8.8). Esdras não se limitou a ler as Sagradas Escrituras, mas “declarando e explicando” cada texto exposto, fez com que todos compreendessem o real significado da Palavra de Deus. Entendendo-a, o povo chorou. Era um choro de sincero arrependimento. Esdras e Neemias, porém, disseram à nação: “Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis” (8.9). Era a hora de celebração! O avivamento havia começado. Lembre-se: realce o ensino significativo da Palavra de Deus. Siga o exemplo de Esdras.

2. “Comei as gorduras, e bebei as doçuras” (Ne 8.10). Esdras e Neemias despediram o povo, a fim de que este, segundo o costume judaico, saísse a celebrar as vitórias conquistadas no Senhor. No entanto, havia muitos pobres entre os israelitas. Então, numa demonstração de amor e fraternidade, Neemias exorta aos mais ricos a enviar uma generosa porção de alimento aos seus irmãos mais necessitados. A Palavra de Deus ensina-nos a respeito do socorro que se deve prestar aos mais carentes: “Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas” (Is 1.17). Não podemos ser omissos em relação ao sofrimento alheio (Tg 4.17).

3. “A alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). O povo judeu estava desfrutando de grande alegria. Havia um clima de festa e de comemoração. E toda aquela felicidade era resultado do genuíno avivamento espiritual produzido pela exposição da Palavra de Deus. Era a alegria vinda de cima, do céu, da parte de Deus. Era “a alegria do Senhor”. Aleluia.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O genuíno avivamento ocorre quando a Palavra de Deus é estudada e compreendida pelos seus servos.

CONCLUSÃO

Somente após a exposição da Lei de Deus na Praça de Jerusalém, foi que irrompeu um dos maiores avivamentos da história sagrada. O povo alegrou-se com o Templo construído sob a liderança de Esdras. A nação jubilou com a restauração dos muros sob a administração de Neemias. Mas o avivamento somente veio quando todos ouviram, compreenderam e obedeceram a Palavra de Deus.

VOCABULÁRIO

 Aptidão: Disposição inata.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

PACKER, J. I. Neemias — Paixão Pela Fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ.CPAD.2010.
Comentário Bíblico Beacon. 1.ed., RJ: CPAD, 2005.

EXERCÍCIOS

1. Qual o nome do local onde o povo reuniu-se para ouvir a Lei?
R. O povo reuniu-se para ouvir a Palavra de Deus na praça, diante a Porta das Águas.

2. Quanto tempo durou a leitura da Palavra e a sua explicação?
R. A leitura da Palavra e a sua explicação duraram sete dias, durante seis horas diárias.

3. Qual é a base para um avivamento genuíno?
R. A base para o genuíno avivamento é a exposição das Sagradas Escrituras.

4. O que ocorreu com o povo ao compreender a Palavra de Deus?
R. Ao compreender a Palavra o povo chorou, arrependeu-se dos seus pecados, tornando possível o avivamento.

5. A alegria do povo era decorrente de quê?
R. A alegria do povo era decorrente do genuíno avivamento espiritual que estavam desfrutando.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

“O primeiro resultado mencionado a respeito da leitura da Lei é que ela causou muita tristeza, pois tomaram consciência de que a Lei de Deus havia sido infringida. ‘Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei’ (Ne 8.9). Mas essa tristeza não durou muito tempo: ‘Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados’ (Mt 5.4). Quando Neemias e Esdras viram que o povo estava arrependido e chorava, eles provavelmente disseram: Não vos entristeçais, mas alegrai-vos porque Deus foi bondoso e perdoou o vosso pecado. ‘Porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força’ (Ne 8.10).

Isso parece ser uma simplificação do processo pelo qual uma alma oprimida pelo pecado passa a entender a disposição divina de perdoar e, de repente, troca a sua tristeza pela alegria. Embora isso não demande um longo período de tempo, basta, entretanto, que exista uma completa sinceridade. Parece que foi isso que aconteceu com aqueles que ouviram a leitura feita por Esdras” (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed., V.2., RJ: CPAD, 2005, p.525).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Devocional

“‘[...] todo o povo [retornou de suas cidades e] se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés’ (Ne 7.73b; 8.1).

O que foi isso? Foi certamente uma ocasião planejada, porque uma grande plataforma de madeira fora construída para a leitura feita por Esdras (8.4,5), e é natural supormos que o planejador foi Neemias. É fácil imaginá-lo anunciando a reunião, enquanto despedia-se de cada destacamento de sua força-tarefa: ‘Lembrem-se: estejam de volta no primeiro dia do mês, quando, juntos, aprenderemos a Lei do nosso Deus’. A necessidade de que todos conhecessem a revelação de Deus acerca da sua vontade e de seus caminhos, na Torá (os cinco livros de Moisés), era clara e óbvia: A Lei achava-se escrita em hebraico, enquanto todo o povo falava aramaico; e como, ao menos desde o exílio, não se fizera nenhuma tentativa de âmbito nacional de se ensinar a Lei, o povo comum era profundamente ignorante de seu conteúdo. E a ignorância torna impossível servir e agradar a Deus. Um programa nacional de instrução da lei divina fazia-se urgentemente necessário.

Vale a pena observar, [...] que uma reprodução do que Neemias fez em Jerusalém, na metade do quinto século a.C, é extremamente necessário no Ocidente moderno. Os pais já não ensinam a Bíblia aos filhos em casa; os pregadores, na igreja, são geralmente temáticos e superficiais, em vez de expositivos e teológicos; o ensino da Escola Dominical é muitas vezes rudimentar no que diz respeito à Bíblia; o sistema educacional público e a mídia, tanto popular quanto a acadêmica, tratam o cristianismo como uma letra morta, sobrevivente apenas como um hobby para pessoas de um estilo singular. Assim, não há em nossa cultura o menor encorajamento para se tornar biblicamente literato, e o resultado é uma geração assustadora e pateticamente ignorante da Palavra de Deus. Não se pode esperar nenhum movimento significativo em direção a Deus enquanto as coisas permanecerem como estão” (PACKER J. I. Neemias — Paixão Pela Fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2010, pp.166-67).

VEJA AQUI A LIÇÃO RESUMIDA




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lição 5: A conspiração dos inimigos contra Neemias

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato


Lição 5: A conspiração dos inimigos contra Neemias
Data: 30 de Outubro de 2011

TEXTO ÁUREO

Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?(Ne 6.3b).

VERDADE PRÁTICA

O discernimento espiritual é indispensável na condução e execução da Obra de Deus, pois as adversidades são muitas e sutis.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Mt 26.41
Vigiando e orando


Terça - 2 Cr 15.7
O trabalho para Deus tem uma recompensa


Quarta - 1 Jo 4.1
Cuidado com os falsos profetas


Quinta - Sl 101.7
Enganador não fica na Casa de Deus


Sexta - Ef 4.14
Levados pelo engano dos trapaceiros


Sábado - Hb 3.13
O engano do pecado

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 6.1-9.

1 - Sucedeu mais que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais,
2 - Sambalate e Gesém enviaram a dizer: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal.
3 - E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?
4 - E da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi.
5 - Então, Sambalate, da mesma maneira, pela quinta vez, me enviou o seu moço com uma carta aberta na sua mão,
6 - e na qual estava escrito: Entre as gentes se ouviu e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificais o muro; e que tu te farás rei deles segundo estas palavras;
7 - e que puseste profetas para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora, o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente.
8 - Porém eu enviei a dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; mas tu, do teu coração, o inventas.
9 - Porque todos eles nos procuravam atemorizar, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, esforça as minhas mãos.

INTERAÇÃO

Neemias, além de trabalhar arduamente na reconstrução dos muros e portas, teve de enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era impedir a reforma da cidade. Porém, Neemias não se deixou intimidar pelos adversários. Sempre que desejamos empreender algo em favor do povo de Deus, os adversários se levantam, mas quando confiamos inteiramente no Todo-Poderoso, recebemos forças e coragem para lutar. Talvez, você esteja enfrentando algumas lutas, porém, não desanime. Não olhe para os inimigos e não dê ouvidos às críticas, antes, continue a olhar firmemente para Jesus e seja um vencedor.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender que todo líder precisa de discernimento para não ser enganado pelo Inimigo.
  • Descrever algumas das estratégias do inimigo para prejudicar Neemias.
  • Conscientizar-se de que apesar das muitas investidas do inimigo, Neemias foi um líder vitorioso.
 ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 Professor, escreva no quadro de giz o texto bíblico de 1 Timóteo 2.1,2. Em seguida, converse com seus alunos explicando que os líderes são alvo de muitos ataques. Por isso, precisamos cumprir a recomendação bíblica e orar por eles. Depois, leia com a turma o texto bíblico. Peça aos alunos que citem os nomes de alguns líderes pelos quais eles gostariam de interceder. Juntamente com os alunos, ore por esses homens. Peça que o Senhor conceda, a cada um, graça e discernimento para que possam resistir aos ataques, às tentações e às investidas malignas.

COMENTÁRIO

 introdução

Palavra Chave
Conspiração: Tramar, maquinar em secreto contra alguém.

Todo trabalho no Reino de Deus requer sacrifício, discernimento espiritual e muita perseverança. Haja vista a tarefa empreendida por Neemias em Jerusalém. Apesar da sanha dos adversários, os judeus levaram a obra do Senhor adiante. Em todo o tempo, vigiavam e oravam. Eles não se distraíam com a oposição, porque o trabalho que tinham de realizar era grande e árduo.
Sabendo que o Inimigo tudo fará para impedir o avanço da Obra de Deus, precisamos agir também com muito cuidado e prudência. Sem a santíssima fé, jamais completaremos a missão que nos entregou o Senhor, pois as ciladas do Diabo são astutas e cruéis.

I. A FALSIDADE DOS ADVERSÁRIOS

1. Os muros foram levantados. Disse Neemias: “Eu tinha edificado o muro e nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais” (Ne 6.1). Quando os inimigos viram que os muros já estavam erguidos, reuniram-se para redobrar suas investidas contra o povo de Deus. Agora, porém, mudando de tática, marcaram um encontro com Neemias: “Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono”. Neemias, porém, percebeu-lhes o intento, porque agia avisada e prudentemente: “Porém intentavam fazer-me mal” (Ne 6.2).

2. A resposta sábia e firme de Neemias. Com sabedoria e firmeza, Neemias respondeu a Sambalate: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? E da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi” (Ne 6.3,4). Três lições importantes podemos extrair da resposta de Neemias:
a) Ele não perdeu o foco da sua missão. “Estou fazendo uma grande obra”. Não devemos nos deixar levar pelas sugestões que nos chegam. Examinando-as cuidadosamente, procuremos saber se elas realmente procedem de Deus. Portanto, conservemos o foco de nossa missão: a expansão do Reino de Deus e a glorificação do nome de Cristo.
b) “[...] de modo que não poderei descer” (Ne 6.3). Ir ao vale de Ono significava descer, pois Jerusalém estava edificada sobre um monte. O que isto nos ensina? Fazer acordo com os inimigos da obra de Deus é descer em todos os sentidos. Portanto, que a nossa resposta seja tão firme e pronta como a de Neemias: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” (Ne 6.3).
c) Não há tempo a perder. “Por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” Neemias não perdeu tempo com os inimigos. Infelizmente, há igrejas que, por se aliarem ao adversário, desceram de sua posição espiritual e hoje já comungam com o Diabo. Algumas, torcendo a Palavra de Deus, demonstram aberto apoio ao casamento homossexual — uma abominação diante de Deus (Lv 18.22; 20.13). Não satisfeitas, acham-se ainda a ordenar sodomitas ao santo ministério. E o que dizer dos líderes que defendem o aborto? Em muitos redis, pecados como o adultério, roubo e subornos são vergonhosamente tolerados. Portanto, muito cuidado. Não desçamos ao vale de Ono!


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os adversários eram malévolos e armaram várias ciladas contra Neemias a fim de impedi-lo de realizar a obra de Deus.


II. SUBORNO E FALSA PROFECIA

1. Profeta a serviço do inimigo. Subornado pelo adversário, Semaías tudo fez para desviar a atenção de Neemias, para que este não completasse a obra: “Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo” (Ne 6.10). Por que levar Neemias à Casa de Deus naquela hora do dia se este não era sacerdote nem levita? Na verdade, Semaías buscava uma ocasião para que Neemias caísse numa cilada e fosse morto. Os piores inimigos da fé não são os de fora; são os que estão no meio do povo de Deus. Aliados aos adversários, eles são o joio no meio do trigo (Mt 13.30). Eles têm o mesmo espírito que levou Judas a entregar Jesus à morte.

2. Nobres ao lado dos adversários. No meio do povo, havia gente de muita influência que, ao invés de ajudar a Neemias, dava apoio aos inimigos dos judeus (Ne 6.17). Eles chegavam, inclusive, a se corresponder com Tobias, informando-o detalhadamente sobre o andamento do trabalho. Neemias, porém, agindo sempre com muita prudência, não se perturbava, pois conhecia os ardis do inimigo da Obra de Deus— o Diabo.

3. Os falsos profetas de hoje. Há certos profetas e profetisas que, imitando a Semaías, e mentindo em nome de Deus, querem amedrontar seus pastores com ameaças infundadas, visando interesses puramente materiais. Neemias soube como lidar com essa gente, pois conhecia a voz de Deus. Ele a tudo discernia espiritualmente. Cuidado, não tome o nome do Senhor em vão. É pecado gravíssimo manipular pessoas, ou chantageá-las, simulando o uso de dons espirituais. Sim, cuidado, Deus não se deixa escarnecer.


SINOPSE DO TÓPICO (II)

Os adversários subornaram um profeta a fim de enganar e matar Neemias.


III. A CONCLUSÃO DA OBRA

1. Termina a construção do muro. “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco de elul, em cinquenta e dois dias” (Ne 6.15). Os israelitas, sempre ajudados por Deus, concluíram a reconstrução das muralhas de Jerusalém. Ressalta-se que, nesse árduo e urgente trabalho, eles observaram o sábado como dia de repouso, porquanto fizeram questão de observar rigorosamente a Lei do Senhor. Sem a ajuda divina, jamais teriam conseguido realizar tal proeza. Portanto, que possamos declarar como o salmista: “Eis que Deus é o meu ajudador” (Sl 54.4).

2. Os inimigos temeram. Os inimigos ficaram surpresos e encheram-se de medo ao ver os muros da Cidade Santa restaurados, conforme relata Neemias: “Temeram todos os gentios que havia em roda”. Sim, Eles foram obrigados a reconhecer a mão de Deus em toda aquela obra (Ne 6.16). Não havia nenhuma dúvida: o Senhor amava o seu povo e por este pelejava, apesar da ingratidão dos israelitas.

3. Não desista. Apesar da zombaria dos adversários, Neemias era um líder vitorioso. Com sabedoria e discernimento espiritual, venceu todas as intrigas e conspirações que contra ele se levantaram. Ele resistiu a todas as investidas, porque sabia que Deus estava ao seu lado. Por isso, não desista. Continue a fazer a obra que lhe confiou o Senhor. Agrade-o em todas as coisas. Aja sempre de acordo com a vontade de Deus.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os israelitas, ajudados pelo Senhor, concluíram a reconstrução dos muros e portas em apenas cinquenta e dois dias.


CONCLUSÃO

Os inimigos dos judeus diziam que eles não conseguiriam reconstruir os muros e restaurar Jerusalém. O desafio era grande! Todavia, Deus batalhava por seu povo. Os adversários foram derrotados e as muralhas, reerguidas. Quando confiamos em Deus, todos os nossos empreendimentos são bem-sucedidos. Tem você confiado inteiramente em Deus? Este é o segredo da vitória: obedecer a Deus e nEle confiar inteiramente.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.

EXERCÍCIOS
 1. Que lições você pode extrair da resposta que Neemias deu a Sambalate?
R. Ele não perdeu o foco de sua missão; não desceu para se encontrar com o inimigo e não perdeu tempo com eles.

2. Qual era a verdadeira intenção de Semaías ao convidar Neemias para ir à Casa de Deus?
R. Semaías buscava ocasião para que Neemias caísse numa cilada e fosse morto.

3. Em quanto tempo os israelitas concluíram a restauração dos muros e portas?
R. Eles terminaram em cinquenta e dois dias.

4. De acordo com a lição, cite duas qualidades que fez com que Neemias vencesse as intrigas e conspirações?
R. Sabedoria e discernimento espiritual.

5. Como Neemias, você tem confiado inteiramente em Deus?
R. Resposta pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Bibliológico

“[...] Sambalate e Gesém fizeram um convite cortês, e até melífluo, a Neemias, para que comparecesse a uma conferência do alto escalão, em território neutro. ‘Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono’ (6.2), isto é, na metade do caminho entre Jerusalém e Samaria. Como destaca o Dr. Boice, o gesto parece um discurso de concessão feito por perdedores numa campanha política: ‘Neemias, não adianta fingirmos que não nos opúnhamos ao seu projeto. Opusemo-nos... Mas você foi bem-sucedido, apesar de nós, e agora é inútil sustentarmos nossa oposição. Para o que der e vier, teremos de conviver, você como governador de Jerusalém, e nós como governador de nossas províncias. Então, sejamos amigos. O que precisamos é de uma reunião de cúpula’. O aparente reconhecimento do sucesso de Neemias foi lisonjeiro; o convite a arranjar um meio de conviver soa cativante e vantajoso. Lisonja e vantagem imaginária tem sido sempre uma potente combinação para virar a cabeça das pessoas. Em negócios e em política, pessoas imprudentes têm tido os seus julgamentos alterados por essa artimanha o tempo todo. A cabeça de Neemias, porém, não foi virada, como o demonstra a sua réplica ao convite” (PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2010, p.144).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Biográfico

Sambalate — Um homem que tinha uma grande importância política em Samaria na época da bem-sucedida tentativa de Neemias de reconstruir os muros de Jerusalém (Ne 2.10,19). A Bíblia Sagrada refere-se a ele como um homem horonita, o que, provavelmente, signifique simplesmente que ele residiu em Bete-Horom, em Samaria, e não na cidade de mesmo nome em Moabe. Ele e Tobias tentaram convencer o rei persa de que o povo de Jerusalém estava planejando uma revolta contra ele (Ne 2.19); mas, quando o plano não deu certo, eles tentaram zombar dos esforços de Neemias, dizendo até que uma raposa poderia colocar aqueles muros abaixo (Ne 4.3). A filha de Sambalate casou-se com o neto de um sumo sacerdote (Ne 13.28).

Tobias — Governador judeu-amonita que uniu suas forças com Sambalate na tentativa de evitar que Neemias e os israelitas reconstruíssem o muro (Ne 2.10). Quando Neemias se ausentou de Jerusalém, Tobias foi agraciado com um quarto na área do Templo, usado anteriormente como depósito, pois tinha um parente entre os sacerdotes (6.17). Evidentemente, gozava de boas relações de amizade com os sacerdotes e os nobres de Jerusalém. Ao retornar, Neemias lançou fora os pertences de Tobias, mandou limpar e purificar o quarto e novamente voltou à usá-lo como depósito de vasos, incenso e das ofertas de manjares (13.6-9)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, pp.1751,1950).


LIÇÃO RESUMIDA - "AQUI"

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lição 4: Como enfrentar a oposição à obra de Deus

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise

Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 4: Como enfrentar a oposição à obra de Deus

Data: 23 de Outubro de 2011 - Resumo da Lição "Aqui"


TEXTO ÁUREO

“Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles” (Ne 4.9).

VERDADE PRÁTICA

Não devemos nos amedrontar com os que se opõem à obra de Deus, porque o Senhor está conosco e por nós batalha.

HINOS SUGERIDOS

8, 9, 11.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 2 Rs 17.39
Deus livra dos inimigos
Terça - Rm 8.37
Mais que vencedores por Cristo
Quarta - Êx 14.14
O Senhor peleja por nós
Quinta - Is 34.8
A vingança do Senhor predita
Sexta - Rm 12.21
Vencendo o mal com o bem
Sábado - 1 Co 15.57
A vitória por nosso Senhor Jesus Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 4.1-9.

1 - E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus.
2 - E falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?
3 - E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra.
4 - Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e caia o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de cativeiro.
5 - E não cubras a sua iniquidade, e não se risque diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram defronte dos edificadores.
6 - Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.
7 - E sucedeu que, ouvindo Sambalate, e Tobias, e os arábios, e os amonitas, e os asdoditas que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo.
8 - E ligaram-se entre si todos, para virem atacar Jerusalém e para os desviarem do seu intento.
9 - Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles.

INTERAÇÃO

O capítulo 4 mostra-nos como Sambalate e Tobias zombaram, escarneceram e atacaram, até moralmente, Neemias e o povo judeu. Eles agiram assim porque queriam impedir que os israelitas iniciassem a reconstrução dos muros de Jerusalém. Não obstante a oposição dos inimigos da obra, Neemias clamou e humilhou-se perante o Senhor rogando-lhe a providência divina. Ato contínuo, o povo inclinou o “coração” para reconstruir o muro da Cidade de Davi e Deus os abençoou. Com Neemias aprendemos que face a qualquer oposição e dificuldade, o nosso caminho deve ser o da oração e da humildade na presença de Deus, o nosso Justo Juiz.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

    Identificar a oposição ferrenha dos adversários de Neemias.
    Compreender a importância da união do povo de Deus diante da oposição.
    Saber que a oração e a vigilância devem ser prioridades na vida cristã.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, a lição de hoje nos ensina como o crente deve portar-se quando se encontra num contexto de oposição e dificuldade. Para concluir esta aula, leia e medite no texto de Mateus 5.43,44 com os alunos. Fale que o Evangelho ensina como o cristão deve agir a respeito daquele que o persegue. O crente não deve ser dominado pelo sentimento de vingança, ao contrário, deve pautar-se pelo amor e, orando e fazendo o bem, caminhar no discipulado de Jesus Cristo. Finalmente, é bom lembrar que a nossa luta não é “contra carne e sangue” (Ef 6.12).

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Oposição: Caráter ou disposição do que se opõe; oposto; contrário.

Embora nos esforcemos e nos empenhemos pela expansão do Reino de Deus, sempre haverá os que, inspirados por Tobias e Sambalate, farão oposição à obra do Senhor. Todavia, não devemos nos amedrontar. Quem se levanta contra a obra de Deus, contra o próprio Deus se levanta.

O mesmo Senhor que esteve com Neemias, também estará conosco. Aos seus servos dará Ele sabedoria, graça e unção, a fim de que conduzam a Igreja de Cristo na sã doutrina e de acordo com a vontade divina.

I. OPOSIÇÃO FERRENHA

1. A ira dos adversários. “E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito” (Ne 4.1). Sambalate, que tinha um cargo importante em Samaria, era o cabeça da oposição a Neemias. Ele usou várias táticas intimidatórias para dissuadir Neemias a levar avante a reconstrução dos muros de Jerusalém. Que estratégia o Diabo está utilizando para fazê-lo abandonar a obra do Senhor? Não se esqueça: o adversário lança-nos contínuos dardos inflamados (Ef 6.16). Por isso, revistamo-nos da armadura de Deus (Ef 6.11).

2. A falsa acusação. A reconstrução não tinha sequer começado, e os adversários já estavam se opondo. “O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?” (Ne 2.19). Se a acusação fosse verdadeira, Neemias e seus auxiliares seriam enforcados publicamente pelo governo persa. Todavia, era mais uma das mentiras do bando de Sambalate. Sendo Satanás o pai da mentira (Jo 8.44), deleita-se em lançar falsas acusações contra os servos de Deus.

3. A resposta à insinuação caluniosa. Neemias não se intimidou diante da oposição. Ele tinha cartas e alvarás reais que lhe autorizavam reconstruir os muros da Cidade Santa. A resposta de Neemias contra aquela insinuação foi enérgica: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos” (Ne 2.20). Neemias sabia que ninguém pode impedir a obra do Senhor (Is 43.13).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Neemias não se intimidou diante da oposição, da ira e da falsa acusação de seus adversários.

II. A CRÍTICA DOS ADVERSÁRIOS

1. O conteúdo das críticas (Ne 4.1-3). Sambalate ficou furioso com o sucesso dos edificadores. Por isso, jocosamente, perguntou: “Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-Ihes-á isso? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?” (Ne 4.2). Sambalate e Tobias apelaram para a crítica, visando desqualificar o trabalho dos judeus. Neemias, porém, não se deixou abater. Ele sabia que Deus está no controle de todas as coisas.

2. Oposição ao culto a Deus. “Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão?” (Ne 4.2). Os inimigos sabiam que Deus garante a vitória ao povo que o adora. Não é por acaso que o Diabo continua a utilizar essa velha tática contra o verdadeiro culto a Deus. Além disso, tudo faz para levar a sã doutrina ao desprezo. Em seu lugar, apresenta como alternativas mensagens vazias de unção, mas recheadas de técnicas psicológicas. Haja vista a teologia da prosperidade e a confissão positiva.

3. Crítica à união. Percebendo Sambalate que os edificadores estavam unidos, indagou: “Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?” (Ne 4.2). Não se esqueça. A união é indispensável para o sucesso de qualquer ministério. Sem união, o povo perde as forças, distancia-se de Deus e deixa-se derrotar pelo Inimigo.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A união dos israelitas foi indispensável contra a crítica dos adversários e a oposição ao culto a Deus.

III. A GUERRA CONTRA OS EDIFICADORES

1. Os inimigos se uniram (Ne 4.7,8). Os inimigos usaram diferentes táticas para impedir a obra de reconstrução levada a efeito por Neemias. Todas elas, porém, falharam. Furiosos, eles fizeram uma coalizão contra os judeus. A situação, hoje, não é diferente.

Não obstante a liberdade religiosa de que desfrutamos, os legisladores, contrários aos valores absolutos e inegociáveis do Cristianismo, não cessam de apresentar projetos de lei, visando barrar a atuação da Igreja como representante do Reino de Deus. Haja vista os que tentam, legislando sobre a homofobia, calar os que declaram, baseados na Bíblia Sagrada, ser o homossexualismo um pecado contra Deus (Lv 18.22; 1 Co 6.9). E o que dizer dos que se dizem defensores dos direitos humanos, mas levantam a bandeira da legalização do aborto? A Lei de Deus é clara: “Não matarás” (Êx 20.13).

2. Oração e vigilância. “Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles” (Ne 4.9). Diante da ação insistente dos inimigos, Neemias tomou uma atitude firme e decidida. Convocou o povo para orar e vigiar dia e noite, enquanto a obra progredia: “Pelo que pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus o povo, pelas suas famílias, com as suas espadas, com as suas lanças e com os seus arcos” (Ne 4.13).

Não podemos deixar brecha alguma ao adversário. Quer na igreja, quer em casa, vigiemos e oremos. Que os pais eduquem os filhos no temor e na admoestação do Senhor e que os filhos honrem e obedeçam aos pais conforme ordena a Palavra de Deus. Cuidemos para que conteúdos abomináveis da TV, internet e outras mídias, não venham destruir nossos lares. É hora de se reerguer os muros que o adversário deitou por terra.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Neemias, diante das táticas malignas dos inimigos, convocou o povo para orar e vigiar.

CONCLUSÃO

À semelhança de Neemias, enfrentamos, hoje, grande oposição. Essa luta, porém, não é contra a carne e o sangue. Por isso, oremos e vigiemos. Trabalhemos, pois, na seara do Mestre com sabedoria e prudência. E jamais permitamos que o Inimigo impeça o avanço do Reino de Deus até aos confins da terra.

VOCABULÁRIO

Confissão Positiva: Movimento que teve sua origem em mensagens cuja ênfase está na palavra da fé, na determinação e na declaração de palavras bíblicas sobre a saúde e a prosperidade.
Homofobia: Aversão a homossexuais.
Teologia da Prosperidade: Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que colocou entre as nações. 7.ed., RJ: CPAD, 2008.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS

1. Quem era o cabeça da oposição a Neemias?
R. Sambalate.

2. Qual foi a resposta de Neemias à insinuação caluniosa dos adversários?
R. Foi uma resposta enérgica: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos” (Ne 2.20).

3. De acordo com a lição, o que é indispensável para o sucesso de qualquer ministério?
R. A união.

4. Qual foi a atitude de Neemias diante da ação insistente dos inimigos?
R. Convocou o povo para orar e vigiar dia e noite.

5. Segundo a Palavra de Deus, contra quem é a nossa luta?
R. Contra principados e potestades (Ef 6.12).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Devocional
“Por que não retaliar? [Mateus 5.38-48]

[...] Jesus levantou essa questão, mais uma vez, à luz do espírito legalista dos fariseus aliado ao exacerbado sentimento de vingança entre o povo judaico, que extrapolava os tribunais para fazer justiça com as próprias mãos. O princípio, aqui, é o mesmo que pontua todo o discurso: ter controle sobre as nossas atitudes, a partir do coração, para que elas não nos levem a um ponto sem retorno. Por outro lado, é preciso levar em conta que, no Sermão do Monte, o Mestre dirigiu-se exclusivamente a um público específico — os súditos do Reino — para mostrar-lhe que a retaliação pessoal não é própria dos que o seguem. Retaliação é o mesmo que represália, desagravo, desforra, revide. Em outras palavras, é a disposição, como se diz na linguagem popular, de não levar desaforos para casa, mas resolver a pendência com a arma da vindita. Aqui, entra, todavia um dado extremamente relevante: não se deve retaliar” (COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. Comentário Devocional do Sermão do Monte. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, p.139).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Histórico

“O motivo para esses antagonistas [Sambalate e Tobias] resistirem à obra de restauração da cidade não se concentrava necessariamente no culto a Yahweh. Setenta e cinco anos antes do episódio, é verdade que as razões estavam diretamente relacionadas com o culto (Ed 5.3). Porém agora a resistência era contra o restabelecimento de mais um estado rival e poderoso dentre os demais daquela região. Certamente eles se uniram a Megabyzus em sua revolta contra a administração persa, e passaram a ver o governador Neemias como um líder a favor da dominação persa naquelas províncias, tornando-se uma espécie de vigia para o rei Artaxerxes. O próprio fato de eles se sentirem no direito de interferir nas reformas comandadas por Neemias é uma prova de que já havia uma certa independência desses povos para com o governo persa, especialmente depois de tomarem ciência do conteúdo da carta de autorização dada por Artaxerxes.

Neemias não perdeu tempo: em três dias ele empreendeu uma grande pesquisa do perímetro exato da cidade para, com os números exatos à mão, poder determinar os passos necessários para a reconstrução dos muros. Imediatamente os líderes se aproximaram e se dispuseram a ajudar na tarefa, de maneira que a obra não tardou a começar. Depois de uma tentativa fracassada, Sambalate, Gesém e Tobias, que tentaram desestimular o povo escarnecendo da obra, partiram para uma tática diferente: argumentaram sobre a deslealdade dos judeus para com o trono da Pérsia, mas isto foi em vão, pois a obra tinha sido autorizada pelo próprio rei. À medida que a construção chegava ao fim, os inimigos de Israel desesperavam, percebendo que a cidade ficaria novamente invulnerável à ação de exércitos estrangeiros. Para eles, tudo isso tinha dois significados básicos: os judeus automaticamente proclamariam sua independência dos persas, e depois buscariam o controle de toda a região, criando um reino redivivo de Davi, o que não estava distante das perspectivas dos profetas. Neemias teve de defender a obra contra todos esses ataques” (MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 7.ed., RJ: CPAD, 2008, p.543).

Resumo da Lição - Blog do Diácono Sergio Christino



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lição 3: Aprendendo com as portas de Jerusalém

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 3: Aprendendo com as portas de Jerusalém
Data: 16 de Outubro de 2011

TEXTO ÁUREO

“Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Ne 4.6).

VERDADE PRÁTICA

A crise, apesar de seu desconforto, sempre nos abre grandes e oportunas portas.

HINOS SUGERIDOS

400, 456, 497.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Mt 16.18
Jesus edifica sua igreja

Terça - 2 Cr 14.7
Cidades protegidas com muros

Quarta - Hb 11.10
Deus é o sábio construtor

Quinta - Mt 7.24
O prudente edifica sobre a rocha

Sexta - Ef 2.20
Edificados sobre Cristo

Sábado - 1 Pe 2.5
Edificados como casa espiritual

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 3.1-3,6,13-15.

1 - E levantou-se Eliasibe, o sumo sacerdote, com os seus irmãos, os sacerdotes, edificaram a Porta do Gado, a qual consagraram, e levantaram as suas portas; e até a Torre de Meá consagraram e até a Torre de Hananel.
2 - E, junto a ele, edificaram os homens de Jericó; também, ao seu lado, edificou Zacur, filho de Inri.
3 - E a Porta do Peixe edificaram os filhos de Hassenaá, a qual emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos.
6 - E a Porta Velha repararam-na Joiada, filho de Paseia; e Mesulão, filho de Besodias; e estes a emadeiraram e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos.
13 - A Porta do Vale, reparou-a Hanum e os moradores de Zanoa; estes a edificaram e lhe levantaram as portas com fechaduras e os seus ferrolhos, como também mil côvados do muro, até à Porta do Monturo.
14 - E a Porta do Monturo, reparou-a Malquias, filho de Recabe, maioral do distrito de Bete-Haquerém; este a edificou e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos.
15 - E a Porta da Fonte reparou-a Salum, filho de Col-Hozé, maioral do distrito de Mispa; este a edificou, e a cobriu, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos, como também o muro do viveiro de Selá, ao pé do jardim do rei, mesmo até aos degraus que descem da Cidade de Davi.

INTERAÇÃO

O texto de Neemias capítulo três narra o processo de edificação dos muros de Jerusalém. A palavra “reparou” é predominante em todo o capítulo. Para os judeus que voltaram do exílio, o processo de reconstrução das portas e dos muros de Jerusalém contrastava-se com a realidade caótica do presente (Sl 126), mas oferecia, ao mesmo tempo, a lembrança do pujante passado da cidade. Passado este que, infelizmente, fora coberto pelos escombros. Contudo, os judeus estavam dispostos a remover as ruínas e, a partir delas, reconstruir uma nova vida e uma nova história. E é nesta perspectiva que estudaremos hoje as portas de Jerusalém.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer o significado das Portas do Gado e do Peixe.
Aprender a respeito das Portas Velha, do Vale, do Monturo, da Fonte e da Guarda.
Saber que as portas de Jerusalém trazem preciosas lições para nossa vida pessoal.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para introduzir a aula de hoje relacione as Portas apresentadas pela lição conforme suas possibilidades: a Porta do Gado, a Porta do Peixe, a Porta Velha, a Porta do Vale, a Porta do Monturo, a Porta da Fonte e a Porta da Guarda. Explique aos alunos que elas remontam ao contexto da reconstrução social da cidade de Jerusalém e que, por isso, nos ensinam preciosas lições em nossos dias. Para obter maiores informações sobre as referidas portas, consulte as páginas 1033 a 1035 do Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD).

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Porta: Entrada; acesso para algum lugar.

Nesta lição, estudaremos o capítulo três do livro de Neemias. Veremos o significado espiritual de algumas portas de Jerusalém. A Cidade Santa, como todos sabemos, era grande. Logo, eram necessárias várias portas de acesso, para que a sua vida corresse normalmente. Mas, o que fazer, se as portas estavam queimadas e os muros fendidos? Nessas condições, Jerusalém tornava-se presa fácil para os inimigos. A única solução era reerguer as portas e reconstruir os muros, apesar do desconforto da crise.
Homem algum seria capaz de realizar tal obra sozinho. Era preciso unidade e esforço. O povo, entretanto, encorajado por Neemias, aceitou o desafio da reconstrução.

I. A PORTA DO GADO E A PORTA DO PEIXE

1. A Porta do Gado ou das Ovelhas (v.1). De acordo com os estudiosos, essa porta situava-se na entrada mais oriental do lado norte das muralhas de Jerusalém (Ne 12.39; Jo 5.2). Em algumas versões, é chamada de a Porta das Ovelhas. Junto a essa porta, no tempo de Jesus, havia o tanque de Betesda, onde o Salvador curou o paralítico, enfermo havia trinta e oito anos (Jo 5.2-9). Essa porta foi edificada pelos sacerdotes (Ne 3.1).
A Porta das Ovelhas é uma figura de Cristo — a Porta da Salvação e o Bom Pastor (Jo 10.7-9). Não há salvação senão em Jesus e por Jesus (At 4.12). Cristo libertou-nos do pecado e da condenação eterna. O Sumo Pastor morreu por nossas iniquidades, libertando-nos do castigo do pecado, que é a morte. Como Igreja do Senhor, devemos proclamar ao mundo, que Jesus é o único caminho que nos leva a Deus. A porta da salvação está aberta. Aproveite a oportunidade. Entre. Jesus está à sua espera.
2. A Porta do Peixe (Ne 3.3; 12.39). Não se sabe ao certo o porquê desse nome. Todavia, segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, o nome provavelmente veio do fato de os peixes da Galileia serem comercializados naquelas imediações.
Essa porta faz-nos lembrar que Jesus chamou-nos para sermos “pescadores de homens” (Mt 4.19; 13.47,48). Todo crente tem o dever de ganhar almas para o Reino de Deus, seja ele pastor, missionário, diácono, professor da Escola Dominical. Não podemos negligenciar a evangelização. A Igreja recebeu de Cristo a incumbência de proclamar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Você tem cumprido a sua missão?

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A Porta das Ovelhas lembra o Salvador Jesus Cristo como o Bom Pastor. Enquanto que a Porta do Peixe lembra-nos da chamada para sermos “pescadores de homens”.

II. A PORTA VELHA E A PORTA DO VALE

1. A Porta Velha (Ne 3.6; 12.39). Localizada na parte mais antiga da cidade, a Porta Velha pode ser tomada como imagem da legítima doutrina cristã. Esta, apesar de sua antiguidade, jamais será derribada quer pelo liberalismo teológico, quer pelo pós-modernismo. Ela assemelha-se aos portões dos castelos milenares: resiste ao tempo e jamais será tida como ultrapassada, pois imprescindível à nossa segurança. A Bíblia Sagrada, de onde extraímos a nossa doutrina, começou a ser escrita há quatro mil anos aproximadamente, e nem por isso é tida como fora de moda: a Palavra de Deus é para sempre (1 Pe 1.24,25).
Muitos são os que procuram as portas do humanismo, do relativismo e dos modismos com suas extravagâncias litúrgicas. E o que diremos dos pregadores que se comportam como gurus da autoajuda? Zelemos pela sã doutrina, para que os mercenários não se apossem do rebanho de Cristo (Tt 2.1).
2. A Porta do Vale (Ne 3.13). Dando acesso ao vale localizado na parte oeste de Jerusalém, essa porta lembra-nos humilhação, quebrantamento e contrição na presença de Deus. O Senhor agrada-se de um espírito quebrantado e de um coração abatido (Sl 51.17b). Neemias era exatamente assim. Ele tinha consciência dos seus pecados e dos erros do seu povo. Em sua oração, confessa: “Pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos” (Ne 1.6). Se você deseja ter êxito como líder, humilhe-se e constranja-se diante do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A Porta Velha faz referência a imutabilidade da Palavra de Deus. E a Porta do Vale lembra-nos da humilhação, quebrantamento e contrição que devemos manter na presença do Pai.

III. A PORTA DO MONTURO, DA FONTE E DA GUARDA

1. A Porta do Monturo (Ne 2.13; 3.14). Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “essa porta recebeu este nome porque o lixo da cidade era levado através dela para ser queimado no vale de Hinom”. Que lição nos traz a Porta do Monturo? A igreja e a família devem ter cuidado para não se contaminar com o lixo deste mundo: heresias, apostasias, imoralidades e mentiras.
Se não tomarmos cuidado, todo esse lixo invadirá nossos lares por intermédio da mídia. Infelizmente, muitos são os que passam horas seguidas diante da tevê e da internet, permitindo que a abominação lhes entre pela casa. A Palavra de Deus adverte-nos: “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema” (Dt 7.26). Os programas de TV, com raras exceções, estimulam a prostituição, o adultério, a fornicação e o homossexualismo. Tomemos cuidado, pois, com o que vemos, ouvimos e lemos, pois as Sagradas Escrituras alertam-nos a não colocarmos coisas más diante dos nossos olhos (Sl 101.3). Querido irmão, não se contamine com o lixo desse mundo!
2. A Porta da Fonte (Ne 3.15). Essa porta ficava próxima ao Tanque de Siloé, ou Tanque do Rei. A Porta da Fonte não é uma figura bastante forte da Palavra de Deus? Ela nos mata a sede espiritual, limpa-nos de todo o pecado e vivifica-nos a alma (Sl 119.50). Muitos já não recorrem mais a essa fonte e o resultado é a sequidão espiritual. Preferem as cisternas rotas deste mundo (Jr 2.13). Tem você bebido regularmente da fonte da água da vida? Jesus é a porta da vida eterna.
3. Porta de Micfade ou Porta da Guarda (Ne 3.31). Localizada na seção nordeste de Jerusalém, a Porta da Guarda, ao que tudo indica, ficava adjacente ao Templo. Ela faz-nos lembrar a guarda dos preceitos divinos: “Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim” (Sl 119.112).
Se quisermos as bênçãos do Senhor, obedeçamos aos seus preceitos. Se os deixarmos, arcaremos com pesadas consequências: miséria e destruição. Assim se deu com Judá, cujos habitantes, por ignorarem a Lei de Deus, além de contemplarem a destruição de Jerusalém, amargaram um cativeiro de setenta anos em Babilônia. O líder autêntico incentiva o povo a obedecer e a amar a Palavra de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A Porta do Monturo refere-se ao lixo do mundo, mas a da Fonte, a pureza e a vida pela Palavra de Deus. E a Porta da Guarda os preceitos divinos que devem ser observados.
  
CONCLUSÃO

Aprendemos, nesta aula, preciosas lições com as portas de Jerusalém. Roguemos a Deus que nos ensine a discernir todos os momentos de nossas lutas e provações, para que sejamos sempre sábios. As crises, apesar de seu desconforto, sempre nos tornam mais sábios espiritualmente. Foi o que aconteceu com Neemias.

VOCABULÁRIO

Adjacente: Próximo.
Humanismo: Doutrina ou atitude que se situa expressamente numa perspectiva antropocêntrica.
Incumbência: Encargo; missão.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento. Um Contexto Social, Político e Cultural. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.

EXERCÍCIOS

1. A Porta das Ovelhas é uma figura de quem?
R. De Cristo — a Porta da Salvação e o Bom Pastor.

2. Qual a origem do nome Porta do Peixe?
R. Segundo o Dicionário Wycliffe, os peixes da Galileia eram comercializados nas imediações da Porta do Peixe.

3. De acordo com a lição, o que nos lembra a Porta do Vale?
R. A Porta do Vale lembra-nos humilhação, quebrantamento e contrição na presença de Deus.

4. Por que a Porta do Monturo recebeu esse nome?
R. Porque o lixo da cidade era levado através dela para ser queimado no vale de Hinom.

5. Que lição nos traz a Porta do Monturo?
R. A igreja e a família devem ter cuidado para não se contaminar com o lixo deste mundo: heresias, apostasias, imoralidades e mentiras.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Devocional

“A reconstrução dos muros de Jerusalém
Os muros de Jerusalém, em montões de escombros, representam o estado desesperador do mundo que está à nossa volta; os que atrapalham a edificação, e suas maldades, nos dão uma fraca ideia dos inimigos com os quais temos que contender enquanto executamos a obra de Deus. Cada um deve começar por sua própria casa, por ajudar o progresso da obra de Deus em nossa alma é o melhor que podemos fazer em favor do bem da Noiva de Cristo. Que o Senhor assim estimule o coração do povo, para que deixe de lado as suas pequenas disputas e despreze os seus interesses mundanos, para dedicar-se à construção dos muros de Jerusalém e à defesa da causa da verdade e santidade, contra os assaltos dos inimigos declarados” (HENRY, M. Comentário Bíblico. 1.ed., RJ: CPAD, 2002, p.352).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“A tarefa [de Neemias], como vimos, era reconstruir os muros de Jerusalém, para que a vida na cidade pudesse ser restabelecida. Até que os muros estivessem de pé, nada poderia ser feito. Com eles no chão, Jerusalém não tinha defesa contra atacantes e invasores, e não era local para fazer um lar. Por isso, muitos dos cidadãos haviam se mudado de lá (7.4), a adoração no Templo não pudera ser mantida, e a moral afundara ao nível mais baixo.
Observe que, generalizando, Jerusalém era um retrato das igrejas cristãs no mundo ocidental. A fraqueza, a desilusão e a languidez dos adeptos é a história em toda parte. Na Ásia, África e América Latina, o evangelho avança e as igrejas crescem, mas no mundo protestante da Grã-Bretanha, Europa, América do Norte e Austrália, a secularização da vida da comunidade e a hesitação dos teólogos, líderes e clérigos tem deixado a maioria das congregações em estado lastimável. O abandono da crença histórica num Criador santo, que, graciosamente, salva pecadores através da expiação e do novo nascimento, é ainda comum como o foi no século passado; já não é uma comunidade forte; a fé da qual Deus a fez curadora é desconhecida ao homem na rua, e quando conhecida, é largamente negligenciada; e a piedade, antes divulgada pela igreja como verdadeira humanidade, é agora considerada na cultura popular como uma esquisitice cômica e ultrapassada. A Igreja aparece como uma cidade arruinada; como Sarayevo ou Beirute depois do combate; como a Jerusalém encontrada por Neemias. E uma tremenda empreitada de reconstrução aguarda por alguém que ainda se importe com o seu bem-estar. Neste empreendimento, a reconstrução da fé bíblica será a tarefa básica e primordial” (PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed. RJ: CPAD, 2011, pp.78,79).




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