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sábado, 31 de dezembro de 2011

Lição 1: O surgimento da Teologia da Prosperidade, 2012

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

1º Trimestre de 2012

Título: A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante
Comentarista: José Gonçalves

Lição 1: O surgimento da Teologia da Prosperidade

Data: 1º de Janeiro de 2012

TEXTO ÁUREO

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20).

VERDADE PRÁTICA

O pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus.

HINOS SUGERIDOS

121, 126, 229.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 90.2
Deus é eterno

Terça - Is 51.12
O homem é mortal

Quarta - Jo 10.35
A Bíblia é a infalível revelação de Deus

Quinta - Cl 2.15
A salvação foi conquistada na cruz

Sexta - 1 Pe 4.12
Os justos também sofrem

Sábado - Gl 6.2
Devemos servir uns aos outros

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 12.13-21.

13 - E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.

14 - Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?

15 - E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

16 - E propôs-lhes uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância.

17 - E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.

18 - E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;

19 - e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.

20 - Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?

21 - Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus.

INTERAÇÃO

Prezado professor, apresente aos alunos o tema geral do primeiro trimestre de 2012 de Lições Bíblicas: “A Prosperidade à luz da Bíblia: A vida cristã abundante”. Explique que as treze lições analisam a prosperidade dentro de uma perspectiva bíblica ortodoxa. Fale também sobre o comentarista, pastor José Gonçalves — escritor, conferencista, bacharel em teologia, graduado em Filosofia; membro da Diretoria da Convenção Estadual da Assembléia de Deus do Piauí (CEADEP) e do Conselho de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

    * Explicar as raízes da Teologia da Prosperidade.
    * Descrever os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade.
    * Analisar as principais conseqüências da Teologia da Prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, inicie a aula de hoje dizendo aos alunos que não é errado o crente ser próspero. Deus é bom e deseja que tenhamos uma vida abundante (Jo 10.10). Entretanto, isso não significa que teremos ausência de dor, escassez ou momentos difíceis. A Palavra de Deus está repleta de exemplos de homens que padeceram dores, enfermidades e escassez. Por isso, nesta primeira lição, enfatize que não podemos aceitar as heresias e as aberrações da chamada “Teologia da Prosperidade”. Este movimento, que surgiu no EUA, alastrou-se rapidamente pela América Latina e tem feito muitas igrejas abandonarem o genuíno Evangelho. Precisamos estar atentos, como disse-nos Jesus: “Acautelai-vos” (Lc 12.15).

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Teologia da Prosperidade: Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.

Neste trimestre, estudaremos a verdadeira prosperidade em contraposição à Teologia da Prosperidade, também conhecida como Confissão Positiva, que se constitui em uma ameaça à igreja cristã. Veremos que o fundamento da chamada Teologia da Prosperidade é um equívoco, mas que isso não anula a prosperidade ensinada na Palavra de Deus.

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

1. Gnosticismo. Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo. Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos. Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.

Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria. Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão. A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo. Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau. Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3,15).

Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.

2. Crenças perigosas. Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29). Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado “Novo Pensamento”. Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade. Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente. Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”, tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.

3. Confissão positiva. A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas idéias. A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.

Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã. Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos. Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.

Deus “tornou-se” refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado. O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser. Uma das mais utilizadas é a do determinismo. Fórmula essa que tem a força de mandar até mesmo em Deus! Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam a procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

As raízes da Teologia da Prosperidade não estão firmadas nas Sagradas Escrituras.

II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Divinização do homem. A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos “pequenos deuses”. Kenneth Kopeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”. A intenção dessa doutrina é ensinar a “teologia do domínio”. Sendo deus, o crente agora pode tudo. A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).

2. Demonização da salvação. Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação. Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação. Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou “Está consumado!”, mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno. Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação. A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).

3. Negação do sofrimento. Os crentes não precisam mais sofrer. Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes. Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento. A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Contrariando o que a Bíblia diz, que o homem é estruturalmente pó, a Teologia da Prosperidade afirma que os homens são “pequenos deuses”.

III. CONSEQÜÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!

2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.

3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A divinização do homem, a demonização da salvação e a negação do sofrimento são os principais pilares da Teologia da Prosperidade.

CONCLUSÃO

A Bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico. Devemos nos resguardar dos absurdos criados pela Teologia da Prosperidade no que concerne à doutrina cristã. Nenhum crente, a fim de prosperar, necessita aderir às fórmulas inventadas pelos pregadores da prosperidade. A verdadeira prosperidade vem como resultado de um correto relacionamento com Deus que é fruto de um coração obediente.

VOCABULÁRIO

Hipnose: Prática que leva uma pessoa ao estado de transe, a fim de analisar o seu inconsciente.
Mesopotâmia: Região situada entre rios.
Ocultismo: Estudos e práticas de arte divinatórias.
Parapsicologia: Estudos pseudocientíficos dos fenômenos da psique humana.
Platonismo: Doutrina de Platão, filósofo grego.

 BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HANEGRAAFF, H. Cristianismo em Crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004.
SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.

EXERCÍCIOS

1. O que afirmava a doutrina do gnosticismo?
R. Que a matéria era má e o espírito bom.

2. Segundo a lição, o que afirma a confissão positiva?
R. Ser possível o cristão viver em plena saúde e vida financeira.

3. Quais são os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade?
R. Divinização do homem, demonização da salvação e negação do sofrimento.

4. O que afirma o ensino da demonização da salvação?
R. Que Jesus quando morreu na cruz, assumiu a natureza de Satanás e nasceu de novo no inferno para conquistar a salvação.

5. Cite três conseqüências nocivas da Teologia da Prosperidade.
R. Profissionalismo ministerial, espiritualidade mercantil e narcisismo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Apologético

“A Teologia da Prosperidade

A mensagem dos profetas da Prosperidade está centrada na saúde e na prosperidade, e não na salvação, sendo um desvio do verdadeiro evangelho de Cristo.

O movimento Confissão Positiva não é denominação e nem seita, mas um movimento no seio das igrejas pentecostais e neopentecostais, que enfatiza o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É, também, conhecido como ‘Teologia da Prosperidade’, ‘Palavra da Fé’ ou ‘Movimento da Fé’. Sua origem está no ocultismo, suas crenças e práticas, algumas vezes, são aberrações doutrinárias e outras heresias.

A Confissão Positiva é uma adaptação, com aparência cristã, das idéias do hipnotizador Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866), conhecido como Pai da Ciências da Mente. Quimby era praticamente da saúde mental e acreditava que o pecado, a enfermidade e a perturbação só existem na mente das pessoas, e não, na realidade. Chamava seu sistema metafísico de cura de ‘Ciência do Cristo’, e, em 1863, chamou-o de ‘Ciência Cristã’.

Os quimbistas criam no poder da mente, negavam a existência da matéria, do sofrimento, do pecado e da enfermidade. Deles, surgiram vários movimentos ocultistas [...]. Seus promotores querem, ainda hoje, passar-se por cristãos evangélicos” (SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.305,6).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Apologético

   •    “Essek William Kenyon. O movimento Confissão Positiva surgiu de forma gradual a partir dos ensinos e escritos de Essek William Kenyon (1867-1948), cujo ensino era inspirado na seita Ciência Cristã. Em 1891, Kenyon ingressou na Emerson School of Oratory (Escola Emerson de Oratória), em Boston, EUA, escola eclética fundada e dirigida por Charles Emerson.

Kenyon empenhou-se nas campanhas, pregando salvação e cura em Jesus Cristo, dando ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade. Aplicava a técnica do poder do pensamento positivo. Não era pentecostal, pastoreou várias igrejas e fundou outras. Ele foi influenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Escreveu 16 livros, e, depois de sua morte, em 1948, sua filha encarregou-se de publicar suas obras que tiveram grande influência na ‘Palavra da Fé’. Hoje, ele é conhecido como o Pai do movimento Confissão Positiva”.

   •    “Keneth Hagin. É reconhecido como mestre, prolífico autor e advogado da mensagem da ‘Palavra da Fé’. Nasceu prematuramente, em 1917, com problemas de coração e ficou inválido durante 15 anos. Ele converteu-se ao evangelho em 22 de abril de 1933, e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o curou. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937, ano em que ele tornou-se ministro pentecostal, depois pastoreou seis igrejas no estado do Texas. Hagin foi o principal expositor das idéias de Kenyon”.

(SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.306,9).

Fonte: Estudantes da Bíblia

LIção Resumida : Diacono Sergio Christino







quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Lição 12: As consequências do jugo desigual

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 12: As consequências do jugo desigual
Data: 18 de Dezembro de 2011

TEXTO ÁUREO

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14).

VERDADE PRÁTICA

O casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de Deus.

HINOS SUGERIDOS

187, 151, 131.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 32.9
Povo obstinado para pecar

Terça - Dt 7.1-4
A proibição do casamento misto

Quarta - 2 Co 6.14
A proibição do “jugo desigual”

Quinta - 1 Rs 11.1-5
A perversão pela poligamia

Sexta - Tt 2.14
A igreja é o povo especial de Deus

Sábado - 1 Pe 1.15
A igreja deve ser um povo santo para Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.23-29.

23 - Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas.
24 - E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo.
25 - E contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos.
26 - Porventura, não pecou nisso Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E, contudo, as mulheres estranhas o fizeram pecar.
27 - E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso Deus, casando com mulheres estranhas?
28 - Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim.
29 - Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também o concerto do sacerdócio e dos levitas.

INTERAÇÃO

Nesta penúltima lição, estudaremos acerca do casamento misto. Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os cananeus. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel. Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Casamento é sinônimo de união, por isso, o casal deve viver e caminhar em amor.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar se de que o casamento é uma instituição divina.
Compreender que Deus não aprova o casamento misto.
Entender que o jugo desigual acarreta pesadas consequências.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, no início da aula faça a seguinte pergunta aos alunos: Água e óleo se misturam? Sabemos que se trata de substâncias heterogêneas, logo, não se misturam. Estão no mesmo recipiente, mas um não cede ao outro. Com os casamentos mistos, ocorre o mesmo processo, ou seja, não há unidade. Como andarão juntos se não professam a mesma fé? Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos? Em que tipo de fé serão ensinados? Sigamos a ordem do Senhor de não contrair matrimônio com os infiéis, para que tenhamos uma família abençoada por Ele.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Casamento: União voluntária de um homem e uma mulher.

O que é o casamento? Não é um mero contrato social nem um subproduto da cultura humana. O casamento é uma instituição divina e, como tal, deve ser devidamente considerado, conforme recomenda-nos a Palavra de Deus: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb 13.4).
Nesta lição, por conseguinte, veremos como o cristão deve encarar o casamento. Veremos, ainda, como as uniões mistas prejudicam o povo de Deus e por que o crente não se deve pôr num jugo desigual com os incrédulos.

I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. A natureza do casamento. O casamento é uma instituição estabelecida por Deus como parte de sua criação. Trata-se de uma aliança monogâmica e heterossexual, comprometendo um homem e uma única mulher (Gn 1.26,27; 2.18; 3.16). De ambos, fez o Senhor uma só carne (Gn 2.24). Logo, a união entre pessoas do mesmo sexo é abominação aos olhos de Deus (Lv 18.22).
O matrimônio é a base da sociedade e, segundo a ordenança bíblica, não pode ser dissolvido: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b). A única exceção para a dissolução de um casamento é aquela apontada por Cristo: “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]” (Mt 19.9 — ARA).

2. Casamentos proibidos. Deus ordenou aos israelitas, após a saída do Egito, que não se misturassem às nações cananeias, pois estas eram idólatras e abomináveis aos seus olhos (Êx 33.2). A ordem era clara e Israel não poderia ignorá-la, porque os casamentos mistos acabariam por quebrar a aliança divina, tornando o povo de Deus semelhante aos gentios (Dt 7.1-6).

Apesar de todas as advertências, Salomão não observou os preceitos divinos. Ele uniu-se por casamento aos povos ímpios e pagãos, acerca dos quais o Senhor advertira a Israel que não fizesse aliança com eles. Diz a Bíblia que o rei de Israel “andou em seguimento de Astarote, deusa dos sidônios, e em seguimento de Milcom, a abominação dos amonitas” (1 Rs 11.5). Salomão desobedeceu a Deus e levou Israel à ruína. Sob a influência de suas mulheres estrangeiras, construiu altares aos deuses estranhos, caindo assim no pecado da idolatria (1 Rs 11.6-8). Cuidado com as uniões que desagradam a Deus.

Quem não leva em conta os mandamentos divinos sofrerá pesadas consequências.
  
SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os israelitas receberam a ordem divina de não se misturar com os cananeus.
  
II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS

1. A constatação do erro. Neemias observou que os judeus, após a volta do cativeiro babilônico, estavam caindo no mesmo pecado de Salomão: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (Ne 13.23).

Os judeus sabiam muito bem que Deus era contra os casamentos mistos, pois estes, além de contrariar os seus mandamentos, sempre acabavam por trazer sérias consequências à nação (Ne 13.26). A ordenança do Senhor era clara e não comportava nenhuma dúvida: “Não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós e depressa vos consumiria” (Dt 7.3,4).

No entanto, Israel não ouviu a Deus e frontalmente o desobedeceu, suscitando a ira divina contra todo o povo. Como você, jovem, tem agido em relação ao casamento? Tem levado em conta a vontade divina ou o seu próprio querer?
2. As consequências do casamento misto. Por causa dos casamentos mistos, as famílias judaicas começavam a enfrentar um sério problema: a perda de todas as suas referências culturais e espirituais: “E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo” (Ne 13.24). Como se vê, as mulheres asdoditas exerciam mais influência sobre os filhos dos judeus do que os seus próprios pais. Se as crianças não falavam o hebraico, isto significava que não estavam sendo educadas no caminho de Deus (Lv 20.7), mas criadas como pagãs. Você tem conduzido seus filhos no Evangelho?

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Por causa do casamento misto as famílias judaicas passaram a enfrentar problemas.

III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO

1. O jugo desigual. A reação de Neemias contra os casamentos mistos fez-se pronta e energicamente (13.25). Ao retornar a Jerusalém (13.6,7), adotou várias medidas saneadoras tanto na administração da cidade quanto no exercício do santo ministério. Ele sabia que o povo jamais teria a bênção de Deus se continuasse a misturar-se com os idólatras.

Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. A família cristã tem de ser bem constituída. Que os nossos jovens levem sempre em consideração o conselho de Paulo: “Casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1 Co 7.39 — ARA). O apóstolo adverte ainda: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6.14,15).

2. As consequências do jugo desigual. Há crentes que, embora dedicados ao serviço do Senhor, ignoraram a recomendação divina e vieram a contrair núpcias com pessoas que não compartilham a mesma fé. E hoje sofrem pesadas consequências. Seus filhos, à semelhança das crianças israelitas do tempo de Neemias, não possuem quaisquer referências espirituais. Além do mais, quando o descrente influencia o crente, este logo apostata da fé. Que Deus nos livre do naufrágio espiritual!
Não estamos sugerindo que o crente se divorcie do cônjuge descrente, até porque a Palavra de Deus recomenda exatamente o contrário: “[...] Se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido” (1 Co 7.12,13 — ARA). No entanto, insistimos: os que estão para se casar, observem a Palavra de Deus e não se ponham num jugo desigual com os incrédulos.

3. Uma recomendação sempre atual. Que jamais venhamos a esquecer-nos do exemplo de Neemias. Aconselhemos nossos jovens e os que estão para se casar, que procurem agir segundo a vontade de Deus. E não se casem com os que não partilham a mesma fé. Basta um passo errado para que toda uma vida seja irremediavelmente prejudicada. Nossas decisões não podem ser tomadas levianamente. A exemplo de Neemias, oremos ao Senhor, pedindo-lhe venha abençoar e purificar o seu povo (Ne 13.29)!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os líderes devem orientar os jovens acerca das terríveis consequências de se contrair matrimônio com infiéis.

CONCLUSÃO

Deus instituiu o casamento para ser uma bênção. No entanto, precisamos obedecer ao Senhor, para que as suas promessas cumpram-se em nossas vidas. Não podemos esquecer os conselhos bíblicos quanto à vida conjugal. Que a igreja esteja sempre atenta quanto à preservação dos valores familiares cristãos. Invistamos no aconselhamento dos que estão para se casar e dos que já se casaram, para que nada venha prejudicar o nosso lar, e assim tenhamos condições de professar como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BENTHO, E. C. A Família no Antigo Testamento. História e Sociologia. 5.ed., RJ: CPAD, 2011.

EXERCÍCIOS

1. Segundo a lição, o que é casamento?
R. Segundo a lição, casamento é uma instituição estabelecida por Deus como parte de sua criação.

2. Qual a ordenança de Deus aos israelitas após saírem do Egito?
R. Ao saírem do Egito Deus ordenou que os israelitas não se misturassem com as nações cananeias.

3. Quais as consequências das famílias judaicas após contraírem uniões mistas?
R. Israel estava perdendo todas as suas referências culturais e espirituais.

4. Como Neemias reagiu aos casamentos mistos dos israelitas?
R. A reação de Neemias se fez pronta e enérgica.

5. Você tem pedido a Deus direção para a sua vida sentimental?
R. Resposta Pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico

“Na época de Neemias, era necessário que o pecado fosse claramente identificado e que o povo de Deus fosse mantido rigorosamente separado da influência das nações pagãs daquela época. Só assim o plano redentor de Deus poderia ser executado em seu devido tempo, e todos os povos do mundo teriam a oportunidade de receber os benefícios da salvação.

Apesar da grande reforma feita por Esdras, a respeito de alianças matrimoniais com nações estrangeiras, e, apesar do pacto que havia sido recentemente ratificado no qual o povo havia prometido abster-se desse costume, Neemias descobriu ao voltar de Susã que muitos judeus da comunidade haviam novamente voltado à pratica de se casar com mulheres (pagãs) estranhas. Mulheres estranhas seriam ‘esposas estrangeiras’. Como consequência, as crianças seriam criadas em lares judeus que não falavam a língua de seus pais. Nesta questão, até a família do sumo sacerdote Eliasibe havia desobedecido à lei de Moisés. Eliasibe estava ligado, por casamento, a Tobias [...]. Mas, o que era pior, um de seus netos, que estava na sua linhagem de sucessão, havia se casado com a filha de Sambalate, o maior inimigo dos judeus desse período” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. II, 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.535).


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lição 11: O dia de adoração e serviço a Deus

Lição 11: O dia de adoração e serviço a Deus

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato


Lição 11: O dia de adoração e serviço a Deus
Data: 11 de Dezembro de 2011

TEXTO ÁUREO
 “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite(At 20.7 — ARA).

VERDADE PRÁTICA

O domingo, como dia de adoração e serviço, é o referencial mínimo que o crente deve consagrar ao Senhor.

HINOS SUGERIDOS

 186, 189, 432.
 LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 31.14
O sábado é dia santo para Israel


Terça - Êx 31.16,17
O sábado é concerto perpétuo para Israel


Quarta - Mt 12.1
Os discípulos colheram espigas no sábado


Quinta - Mt 12.8
Jesus é Senhor do sábado


Sexta - Lc 13.16
Jesus curava no sábado


Sábado - Mc 16.9
Jesus ressuscitou num domingo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Neemias 13.15,17; Atos 20.7-12.

Neemias 13
15 - Naqueles dias, vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho, uvas e figos e toda casta de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos.
17 - E contendi com os nobres de Judá e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado?

Atos 20
7 - No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia-noite.
8 - Havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.
9 - E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.
10 - Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.
11 - E, subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até á alvorada; e, assim, partiu.
12 - E levaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados.

INTERAÇÃO

Deus havia ordenado na lei de Moisés, que os israelitas guardassem o dia de sábado. O propósito era que o povo tivesse um dia de descanso, a fim de adorar ao Senhor. Todavia, por diversas vezes, eles não cumpriam esta ordenança divina. No tempo de Neemias não foi diferente. Bastou o servo de Deus se ausentar por um período de tempo para que o povo voltasse a não observar a guarda do sábado. Neemias, num gesto de temor a Deus, mandou que os mercadores se ausentassem da cidade e parassem com o comércio. Sabemos que a guarda do sábado era um sinal da aliança de Deus com Israel, porém, na Nova Aliança, a morte vicária de Jesus fez com que as exigências cerimoniais da lei fossem canceladas. Para o cristão o domingo é o dia de adoração e serviço a Deus.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender que a guarda do sábado foi ordenada pelo Senhor.
  • Conhecer os prejuízos do descumprimento do mandamento de Deus.
  • Conscientizar-se de que a morte vicária de Jesus anulou as exigências cerimoniais da lei.
 ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, tire cópias do quadro abaixo para seus alunos. Utilize este recurso para introduzir o tópico III da lição. Leia e discuta com os alunos cada tópico do quadro.


COMENTÁRIO

 introdução

Palavra Chave
Consagração: Do latim consecrationem. Dedicação amorosa e sacrifical ao serviço divino.

No Antigo Testamento, Deus ordenou aos israelitas que guardassem o sábado como dia de repouso e de adoração. Os filhos de Israel, porém, ignorando o mandamento divino, quebrantavam constantemente o dia santo. Haja vista o que aconteceu na época de Neemias. Já egressos do exílio e já instalados em sua terra, os judeus continuaram a profanar o dia do Senhor.
Neemias, então, ordenou que ao pôr do sol da sexta-feira, quando tinha início o sábado, fossem as portas de Jerusalém devidamente fechadas para que ninguém vendesse ou comprasse. Assim, o sábado não seria violado.
Na aula de hoje, veremos que não é o sábado, em si, que precisa ser observado, mas o princípio de se separar pelo menos um dia na semana para o descanso e adoração a Deus.

I. DEUS ORDENA A GUARDA DO SÁBADO

1. Uma ordenança divina para os israelitas. “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êx 31.13). A observância do sábado era parte do concerto que Deus fizera com Israel e constituía-se num sinal de que este era um povo santo, separado das demais nações e que pertencia exclusivamente a Deus. Nesse dia, os israelitas consagravam-se a servir e adorar ao Senhor. A Igreja de Cristo também tem um dia no qual se dedica integralmente a Deus. Referimo-nos ao domingo, que é o primeiro dia da semana, pois neste o Senhor Jesus ressuscitou (Mc 16.2,9). É um princípio que todos os crentes devem considerar seriamente.
2. Um sinal entre Deus e o seu povo. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “Deus ordenou a guarda do sábado como um sinal de sua aliança e do seu relacionamento com Israel” (Êx 31.12-17). O sábado representava o selo da aliança mosaica (cf. Is 56.4,6). Por conseguinte, quem o profanasse, pagaria com a própria vida: “Qualquer que no dia de sábado fizer obra, certamente morrerá” (Êx 31.15).
3. O propósito divino da guarda do sábado. A guarda do sábado tinha como propósito proporcionar ao homem um dia de descanso, adoração e serviço ao Senhor. O povo, reunido em assembleia solene, trazia-Lhe suas ofertas. O sábado, pois, era um dia de regozijo e alegria na presença de Deus. Os que amavam e obedeciam ao Senhor não tinham dificuldades em guardá-lo, pois a sua observância lembrava-os que Deus os havia libertado da escravidão do Egito (Dt 5.15).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

A guarda do sábado era uma ordenança divina para os israelitas.


II. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPO DE NEEMIAS

1. O desrespeito pela guarda do sábado. Neemias tinha consciência de que o povo quebrara os mandamentos do Senhor em diversas ocasiões. Por conseguinte, todos deveriam saber que, cumprir a Lei, não era uma opção: era algo que o Senhor demandava dos israelitas. Se estes, porém, violassem o mandamento, seriam punidos com toda a sorte de maldições descritas em Levítico 26.13-33.
Hoje, embora não precisemos observar o sábado, temos de levar em conta esse princípio e consagrar a Cristo pelo menos um dia na semana para adorá-lo, estudar a sua Palavra na Escola Dominical e cultuar a Deus em nossas reuniões.
2. A ganância dos mercadores. Neemias protestou contra os negociantes que desrespeitavam o sábado (Ne 13.20,21). Visando apenas os lucros, os tais pouco se importavam com o bem estar social e espiritual da nação. Por isso, Neemias decidiu agir energicamente. Ele não se calou diante do pecado; não podia compactuar com o erro. Qual a nossa postura diante do pecado? Condenamo-lo? Ou mostra-nos lenientes com a transgressão?
3. Neemias proíbe o comércio no sábado. Neemias ordenou que, na sexta-feira, ao pôr do sol, os portões da cidade fossem fechados e assim permanecessem até ao final do sábado. Como os mercadores continuassem fora da cidade, Neemias deu-lhes um ultimato: “Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão sobre vós” (Ne 13.21). Os comerciantes, atemorizados, foram embora. Neemias, então, exortou os judeus e gentios de Jerusalém a que guardassem o sábado, a fim de evitar o juízo divino sobre a cidade. E quanto a nós? Temos separado um dia na semana para servir a Deus? Ou estamos preocupados demais com o aumento de nosso patrimônio?


SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias exorta o povo a guardar o Dia do Senhor.


III. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMENTO

1. A essência do dia de descanso. É imprescindível que o ser humano tenha, ao menos, um dia de descanso semanal, a fim de conservar a sua saúde física, mental e espiritual. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “aqueles que desprezam o princípio do dia semanal de descanso provocam sua própria ruína”, pois somos o “templo do Espírito Santo” (cf. 1 Co 3.16,17; 6.19).
No entanto, há pessoas que, ansiosas quanto ao futuro, não separam um dia sequer para descansar. E acabam, por isso, desenvolvendo doenças como hipertensão, enxaqueca e insônia.
Algumas chegam ao óbito prematuramente. E o que dizer do crente que assim age? Será que ele ainda não sabe que a comunhão dos santos traz vida e vigor tanto para a alma quanto para o corpo? Leia atentamente o Salmo 133.
2. Jesus e o dia de descanso. Certa vez, Jesus foi inquirido pelos fariseus quanto ao fato de os seus discípulos colherem espigas num dia de sábado. Respondeu-lhes o Senhor que nenhuma lei estava sendo transgredida, pois semelhantemente agira Davi e seus homens quando premidos pela fome. Além do mais, era Ele o Senhor do sábado (Mc 2.26-28). Segundo Lawrence Richards, Jesus deixou-lhes bem claro que “somente Ele tem o direito de determinar o que é e o que não é desrespeitar o sábado”.
Cristo aproveitou a oportunidade para explicar aos fariseus, que o sábado fora criado por causa do homem e não o homem por causa do sábado (Mc 2.27). Aliás, Ele sempre posicionou-se contra o abuso dos fariseus a respeito da guarda do sábado. Todavia, Ele nunca anulou o princípio de que o homem precisa de um dia de descanso. Como você tem tratado o seu corpo? Tem reservado um dia para repousar e servir a Deus?
3. O cristão deve guardar o sábado? Não! O sábado judaico não é mais obrigatório para os crentes, pois já não estamos sob o jugo da Lei (Rm 6.14). Com a morte expiatória de Jesus, as exigências cerimoniais da legislação mosaica foram completamente canceladas, pois todas foram plenamente cumpridas em Cristo e por Cristo (Cl 2.14,16). Então, por que guardamos o domingo? Como Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, isto é, hum domingo (Mt 28.1), a Igreja Primitiva passou a reunir-se nesse dia para adorar e servir a Deus (At 20.7; 1 Co 16.2). Por isso, os cristãos celebramos o domingo como dia de descanso, adoração e comunhão maior com o Senhor e com o seu povo. O que não podemos deixar de ter é, pelo menos, um dia para estarmos com o Senhor, em sua casa, adorando-o em espírito e em verdade.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A morte vicária de Jesus Cristo aboliu as exigências cerimoniais da legislação mosaica.


CONCLUSÃO

O domingo, como o primeiro dia da semana, foi o dia instituído pela Igreja Primitiva para sua principal reunião. Assim, devemos nós continuar celebrando-o como dia de descanso e adoração. Embora não tenhamos obrigação de guardar o sábado judaico, precisamos valorizar o descanso semanal, para que possamos adorar ao Senhor e mantermo-nos saudáveis, física, mental e espiritualmente.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.
RHODES, R. O Cristianismo Segundo a Bíblia. A religião cultural e a verdade bíblica. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.


EXERCÍCIOS


1. O que significa a observância do sábado para os judeus?
R. Significava que os israelitas eram um povo santo, separado das demais nações e que pertencia exclusivamente a Deus.

2. Por que o Senhor ordenou a guarda do sábado para os judeus? E qual o seu propósito?
R. Deus ordenou a guarda do sábado como um sinal de sua aliança e do seu relacionamento com Israel. O propósito era proporcionar ao homem um dia de descanso, adoração e serviço ao Senhor.

3. Por que Neemias agiu energicamente contra os negociantes?
R. Porque se os israelitas violassem o mandamento, seriam punidos com toda a sorte de maldições descritas em Levítico 26.13-33.

4. Segundo Jesus Cristo, para quem foi criado o sábado?
R. O sábado foi criado para o homem.

5. Por que precisamos valorizar o descanso semanal?
R. Porque precisamos ter um dia para estarmos com o Senhor, em sua casa, adorando-o em espírito e em verdade.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Teológico

“A palavra hebraica para sabbath significa ‘cessão’. O sabbath era o dia santo e o dia de descanso tanto para os homens quanto para os animais (Êx 20.8-11). Esse dia celebra o descanso de Deus depois de sua obra de criação do mundo (Gn 2.2). Deus estabeleceu o padrão para a vida — trabalhar seis dias e descansar no sétimo. Assim a origem do sabbath encontra-se no relato da criação. No monte Sinai, o sabbath — já em existência — tornou-se formalmente parte da lei (sua observância é um dos Dez Mandamentos) e um sinal da aliança com Israel e de seu relacionamento com esse povo (Êx 20.8-11). Guardar o sábado era um sinal que demonstrava submissão a Deus e honrá-lo trazia grandes bênçãos (Is 58.13,14). Na época de Jesus, os legalistas judeus adicionaram todo o tipo de regras e regulamentos novos para que se guardasse apropriadamente o Sabbath. Assim, o sabbath tornou-se um fardo, em vez de uma bênção. Esses legalistas judeus substituíram a lei divina por suas próprias leis (Mt 15.29). Jesus levantou-se contra o legalismo. Guardar o sábado é o único dos Dez Mandamentos que não se repete depois do dia de Pentecostes (At 2). A Igreja Primitiva adotou o domingo como o dia de adoração [...] e continuou a fazer isso regularmente (At 20.7; 1 Co 16.2)” (RHODES, R. O Cristianismo Segundo a Bíblia, 1.ed., RJ: CPAD, 2007, pp.194-95).

domingo, 4 de dezembro de 2011

Lição 10: O exercício ministerial na Casa do Senhor

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 10: O exercício ministerial na Casa do Senhor
Data: 4 de Dezembro de 2011

TEXTO ÁUREO

 “Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1 Co 4.2 — ARA).

VERDADE PRÁTICA

O verdadeiro líder age com sabedoria e prudência, porque sabe que a sua autoridade procede do soberano e único Deus.

HINOS SUGERIDOS

432, 580, 609.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Mt 21.13
A casa de Deus é chamada casa de oração

Terça - Ne 13.4,5
Nepotismo na Casa do Senhor

Quarta - 1 Tm 6.9
A cobiça leva ao fracasso espiritual

Quinta - 1 Pe 5.1-3
O líder cristão é o exemplo do rebanho

Sexta - 1 Tm 6.10
Rejeitando o apego ao dinheiro

Sábado - Sl 24.1
Deus é dono de tudo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.1-8.

1 - Naquele dia, leu-se no livro de Moisés aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus,
2 - porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram contra eles a Balaão para os amaldiçoar, ainda que o nosso Deus converteu a maldição em bênção.
3 - Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda mistura.
4 - Ora, antes disso, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da Casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias;
5 - e fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os utensílios e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes.
6 - Mas, durante tudo isso, não estava eu em Jerusalém, porque, no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, vim eu ter com o rei; mas, ao cabo de alguns dias, tornei a alcançar licença do rei.
7 - E vim a Jerusalém e compreendi o mal que Eliasibe fizera para beneficiar a Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da Casa de Deus,
8 - o que muito me desagradou; de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara.

INTERAÇÃO

Professor, você terá a oportunidade ímpar de conscientizar seus alunos de que devemos agir com temor e tremor quando estamos tratando da obra do Senhor e da administração da sua Casa. Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos já perderam o temor e a reverência ao Todo-Poderoso. Esses acabam por macular e prejudicam o Corpo de Cristo. Enfatize o fato de que nosso serviço para Deus deve ser feito com muito amor, alegria, temor e santidade.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

    Conscientizar-se de que o líder deve ser comprometido com o Reino de Deus.
    Saber que os recursos financeiros na Casa de Deus devem ser administrados com transparência e fidelidade.
    Compreender que as ofertas e dízimos são importantes para a expansão do Evangelho.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, use o quadro abaixo para mostrar aos alunos que os dízimos e as ofertas fazem parte do plano de Deus para o sustento financeiro da Sua obra na terra. Dízimo é simplesmente devolver ao Senhor o que Ele nos deu. Malaquias 3.6-12 apresenta o dízimo como uma ordem e traz uma promessa para os que a obedecem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção sem medida”. Tanto no Antigo como em o Novo Testamento o povo é convocado a dizimar.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Ministro: [Do lat. Ministrum] servidor, servo.

Nosso caráter é trabalhado pelo Espírito Santo que nos vai tornando, dia a dia, mais útil a Deus, à sua Igreja e ao próximo (Cl 5.22). Infelizmente, há obreiros que, resistindo à voz do Espírito, agem como aqueles líderes judaicos que, apesar de haverem participado do avivamento em Jerusalém, não reverenciavam nem a Deus nem a sua casa. Haja vista o que fez o sumo sacerdote Eliasibe. Na ausência de Neemias, ele deixou-se levar por interesses familiares. E, abusando de suas prerrogativas, abriu guarida para que Tobias, o amonita, fizesse do Santo Templo a sua morada (Ne 13.5).

No trato com as coisas divinas, devemos agir com muito temor e tremor, porque Deus não se deixa escarnecer.

I. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO

1. O sacerdote aparentado com o ímpio. Após o grande avivamento ocorrido em Jerusalém, coisas estranhas passaram a acontecer no Santo Templo. Eliasibe, o sumo sacerdote (Ne 13.28), ignorando as demandas da lei divina, começou a agir permissivamente em relação à administração da Casa de Deus. Tudo começou quando ele aparentou-se com a família de Tobias (13.4). Portanto, se nos associarmos ao mundo, em breve estaremos descartando a ética cristã como algo de somenos importância em nossa vida. Assim, perderemos nossas propriedades de luz do mundo e sal da terra.

2. Privilégios abusivos (Ne 13.5). Eliasibe, usando sua influência de maneira profana, veio a beneficiar justamente o arqui-inimigo do povo de Deus. Alojou Tobias nas dependências do Santo Templo, onde eram guardados os dízimos, ofertas de manjares, o incenso e os utensílios do culto divino.

O que leva um homem de Deus a agir dessa forma? Muito cuidado e vigilância. Fomos constituídos por Cristo para sermos o exemplo dos santos, conforme recomenda Paulo a Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1 Tm 4.12 — ARA). O apóstolo, nessa passagem, deixa bem claro ao jovem pastor, que o homem de Deus deve ser, em todas as coisas, incorruptível.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eliasibe, o Sumo Sacerdote, passou agir com permissividade na administração da Casa de Deus.

II. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS

1. A firmeza de um líder. Quando Neemias retornou a Jerusalém e compreendeu “o mal que Eliasibe fizera [ao povo de Deus] para beneficiar a Tobias” (13.7), reagiu àquela situação com zelo e coragem. Fazendo uso de sua autoridade, lançou “todos os móveis de Tobias fora da câmara” do Templo (Ne 13.7,8). Não fez o mesmo Jesus com os vendilhões e cambistas que haviam transformado a Casa de Deus num covil de ladrões?

2. A resposta do povo. Essa medida ousada e enérgica de Neemias fez que o povo recobrasse o ânimo e voltasse a contribuir com mais amor e liberalidade: “Então, todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros” (Ne 13.12). O povo de Deus espera que os seus líderes sejam realmente íntegros, transparentes e comprometidos com os negócios do Reino.

3. O procedimento do líder cristão. O que nos ensina Neemias? Em primeiro lugar, que amemos a Deus e sejamos zelosos por suas coisas. Agindo assim, jamais toleraremos a corrupção e a desonestidade em nosso meio, pois fomos chamados por Deus para ser a luz do mundo e o sal da terra. Que todos nos reconheçam, pois, por nossa elevada ética e pela irrepreensibilidade de nossa postura. Menos do que isso é inaceitável. À semelhança de Neemias, jamais abusemos da autoridade que nos confiou o Senhor Jesus, mas ajamos com toda sabedoria e prudência (Rm 12.8; 1 Pe 5.1-4).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias retornou a Jerusalém e ficou indignado com o mal que a péssima administração de Eliasibe fizera ao povo de Deus.

III. HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO

1. A razão da necessidade dos recursos financeiros na igreja. Do Senhor é a terra e a sua plenitude, bem como o mundo e todos os seus habitantes (Sl 24.1; At 17.25). Mas não podemos ignorar que a expansão de seu Reino demanda investimentos humanos e materiais. Ou seja: na expansão do Evangelho até aos confins da Terra, precisamos de recursos financeiros. O próprio Jesus e os apóstolos deles necessitaram. Todavia, não podemos nos esquecer que, na administração de tais recursos, temos de agir com total fidelidade e transparência (Tt 1.7).

2. A procedência dos recursos da igreja. Nossos recursos financeiros não são provenientes do Estado nem de organismos internacionais. Eles provêm dos dízimos e das ofertas dos santos. Todavia, a ética cristã não é ferida se fundações e centros sociais pertencentes à igreja, e que beneficiam toda a comunidade, receberem dotações do poder público. Isso está previsto em lei. Nesse caso, redobremos nossa vigilância e cuidado, para que nenhum escândalo venha manchar o nosso bom nome.

Apesar dos recursos extras, não deve a igreja local abster-se de usar os próprios meios na evangelização, na obra missionária e no cuidado com os mais necessitados (Tg 1.27).

3. Zelo pelos recursos da igreja. As finanças da igreja local devem ser empregadas com fidelidade, sabedoria e transparência na expansão do Reino de Deus e no socorro aos mais necessitados. Tomando o exemplo de Neemias, administremos os bens que os santos consagram a Deus com lisura e temor (Pv 1.7). Menos do que isso, repito, é inaceitável.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A Igreja e sua obra são sustentadas pelas ofertas e dízimos dos fiéis.

CONCLUSÃO

Se não estivermos comprometidos com a Palavra de Deus, nossa administração será reprovada por Deus e pelos homens. Entre as coisas que mais contribuem para a queda do obreiro (além dai sensualidade, da soberba e do poder) está o amor ao dinheiro! (1 Tm 6.10). Tomemos, pois, o exemplo de Neemias. Ajamos com fidelidade e sabedoria em todas as coisas. E o nome de Cristo será exaltado em nossa vida.

VOCABULÁRIO

Abster-se: Deixar de intervir; conter-se; refrear-se.
Cambista: Pessoas que negociam obtendo lucros acima do normal.
Recurso: Auxílio; socorro; ajuda.
Vendilhões: Aquele que trafica coisas de ordem moral.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LIMA, E. R. Ética Cristã. Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.
VASCONCELOS, J. Guia Básico do Obreiro. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.

EXERCÍCIOS

1. Após o grande avivamento, o que aconteceu de estranho no Santo Templo?
R. Após o avivamento, o Sumo Sacerdote Eliasibe, ignorando as demandas da Lei divina, começou agir permissivamente em relação à administração da Casa de Deus.

2. Como Eliasibe beneficiou Tobias?
R. Eliasibe beneficiou Tobias alojando-o nas dependências do Santo Templo, onde eram guardados os dízimos, as ofertas de manjares, o incenso e os utensílios do culto divino.

3. O que fez Neemias quando retornou a Jerusalém?
R. Neemias reagiu com zelo e coragem, lançou fora da câmara do Templo todos os móveis de Tobias.

4. Como o povo respondeu à reação de Neemias?
R. O povo recobrou o ânimo e voltou a contribuir com mais amor e liberalidade.

5. Em sua opinião, como os recursos da Igreja devem ser empregados?
R. Resposta Pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico

“A Correção dos Abusos nos Serviços do Templo

Outro abuso, cometido quando Neemias se ausentou de Jerusalém, está relacionado com os serviços do Templo e uma adequada manutenção dos levitas e outros funcionários. Não só havia acontecido uma utilização errada das câmaras do santuário — caso da ocupação de Tobias — como em muitas ocasiões as ofertas não haviam sido recebidas. Consequentemente, os levitas e até os cantores tinham sido obrigados a voltar ao campo e ganhar a vida na agricultura. Isso significa que, apesar das cuidadosas providências que haviam sido tomadas por Neemias há muito pouco tempo (12.44-47), os serviços do Templo haviam sido negligenciados. Os diversos deveres que eram de responsabilidade dos levitas não eram executados. Neemias discutiu esse assunto com os principais líderes da cidade. Por que se desamparou a casa de Deus? ele perguntou. Por causa de sua insistência esses abusos foram rapidamente remediados, o povo voltou a trazer seus dízimos e ofertas, homens de confiança foram colocados como responsáveis pelo tesouro do Templo, e foi feita uma adequada provisão para atender às necessidades daqueles que tomavam parte dos serviços” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. II. Josué a Ester. 1.ed. RJ: CPAD, 2006, p.534).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 9: A organização do serviço religioso
Data: 27 de Novembro de 2011

TEXTO ÁUREO

“E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe” (Ne 12.43).

VERDADE PRÁTICA

Nosso serviço em prol do Reino de Deus somente terá validade se o dedicarmos ao Senhor em adoração e louvor.

HINOS SUGERIDOS

124, 115, 176.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Cl 3.15
Sendo agradecidos

Terça - Lc 17.15-19
Um homem agradecido

Quarta - 1 Pe 5.3
Servindo de exemplo ao rebanho

Quinta - Hb 13.15
Sacrifício de louvor a Deus

Sexta - Et 9.22
Tristeza transformada em alegria

Sábado - Is 30.29
Festa santa dos fiéis

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 12.27-31,43.

27 - E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas.

28 - E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa,

29 - como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém.

30 - E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro.

31 - Então, fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro e ordenei dois grandes coros e procissões, sendo um à mão direita sobre o muro da banda da Porta do Monturo.

43 - E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe.

INTERAÇÃO

Caro professor, os descendentes da tribo de Levi eram os responsáveis pela adoração a Deus e, por este motivo, suas vidas deveriam ser ilibadas. Hoje não pode ser diferente: homens e mulheres que servem na Casa do Senhor devem manter suas vidas ilibadas, suas ações devem ser dirigidas pela Palavra de Deus. Tomemos, pois, o exemplo de Neemias e Esdras, homens que serviam e cultuavam a Deus reverentemente. O Culto ao Senhor precisa ser organizado e santo, não se pode fazer dele um espetáculo, cujos líderes ou dirigentes se portem como “animadores de auditório”.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

    Conscientizar-se de que os obreiros da Casa do Senhor devem ser santos e irrepreensíveis.
    Saber que o culto divino deve ser conduzido com reverência.
    Compreender que Deus não mais aceita sacrifícios de animais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, sugerimos que você utilize o quadro abaixo para ajudar os alunos a conhecer e compreender as funções dos obreiros da Casa do Senhor no Antigo Testamento. Ressalte que todo aquele que deseja servir na Casa de Deus precisa ter uma vida santa e obedecer as Sagradas Escrituras.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Organização: Ordenação das partes de um todo; arrumação.

Na lição de hoje, veremos que Neemias não somente restaurou os muros e as portas de Jerusalém, como restabeleceu o ministério levítico. Assim, puderam os sacerdotes reiniciar suas atividades na festa de dedicação dos muros. A celebração foi marcada pela alegria, louvor e cânticos em ações de graças ao Senhor (Ne 12.24,27). Em sua infinita misericórdia, Deus transformou em regozijo o lamento de seu povo.

I. OS SACERDOTES QUE VIERAM PARA JERUSALÉM COM ZOROBABEL

1. Os que vieram com Zorobabel. O capítulo 12 do livro de Neemias tem início com uma relação dos sacerdotes que vieram a Jerusalém juntamente com Zorobabel. Como se sabe, foi esse abnegado servo de Deus quem liderou o primeiro grupo de exilados judeus que, autorizados por Ciro, o Grande, deixou a Babilônia rumo à Cidade Santa. Zorobabel incentivou a reconstrução do Templo e restabeleceu a adoração a Deus. Sem tais ações, a restauração de Jerusalém seria impossível. Observe: só foram admitidos como ministros do altar os que puderam comprovar a sua ascendência levítica. Isso nos ensina que o ministério cristão deve ser exercido por aqueles que realmente foram chamados por Deus.

2. O ministério sacerdotal. Descendentes de Levi, tinham os sacerdotes como missão representar o povo diante de Deus. Deveriam eles, portanto, ser santos e irrepreensíveis diante de Deus e dos homens (Lv 21.16-21). Todo sacerdote era levita, mas nem todo levita era sacerdote. Várias eram as suas funções: tornar possível a mediação entre o povo e Deus, fazer a expiação pelos pecados da nação, ensinar a Lei de Deus, queimar incenso e cuidar do castiçal e da mesa dos pães da proposição (Lv 10.11; Ez 44.23). Como está o nosso serviço cristão? Temos zelado por nossa chamada?

3. O ministério dos levitas. Somente os levitas estavam autorizados por Deus a trabalhar no Tabernáculo. Eles tinham como função primordial ensinar a Palavra de Deus e como se deve adorá-lo (Dt 33.10). Exímios músicos que eram, eles requeriam que o seu ministério fosse plenamente restaurado, a fim de participarem do culto de dedicação dos muros de Jerusalém. Consciente dessa urgência, Neemias restabeleceu-os de imediato em suas várias funções. Senhor, ajuda-nos a ser mais zelosos para com as coisas que nos confiaste.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eram os descendentes de Levi os responsáveis pelos cultos de adoração a Deus. Somente os levitas estavam autorizados pelo Senhor a servir no Tabernáculo.

II. A DEDICAÇÃO DOS MUROS

1. A participação dos levitas. “E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas” (Ne 12.27). Era imprescindível a presença dos levitas na realização dos sacrifícios e na condução do culto ao Senhor. Afinal, eles eram os responsáveis pela adoração divina. O que aprendemos nesse ponto? Os obreiros têm hoje uma grande responsabilidade diante de Deus: levar o povo a adorá-lo na beleza de sua santidade.

2. A participação dos cantores. “E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa, como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém” (Ne 12.28,29). Na dedicação dos muros de Jerusalém, fazia-se obrigatória a apresentação de cânticos de adoração e louvor a Deus.

Por isso, Neemias reuniu os 148 cantores que descendiam de Asafe (Ne 7.44) e mais 245 que procediam de outras famílias levíticas (Ne 7.67), para que bendissessem ao Senhor. Que importância damos à verdadeira música sacra no culto divino? Que as nossas orquestras e corais sejam assíduos na adoração a Deus.

3. A purificação dos sacerdotes e do povo. “E purificaram-se os sacerdotes e os levitas” (Ne 12.30). Como os filhos de Levi estavam à frente das solenidades da dedicação dos muros de Jerusalém, requeria-se fossem eles um exemplo de pureza e santidade. Caso contrário, como poderiam eles purificar o povo? Mas, como agiam fielmente, os levitas purificaram os demais judeus para que ninguém ficasse de fora daquela ocasião tão especial (Ne 12.30b).

Que ninguém se esqueça da ordenação divina: “Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, SENHOR, para todo o sempre” (Sl 93.5 — ARA). De que valem as circunstâncias e pompas do culto se os adoradores acham-se distantes de Deus e comprometidos com o mundo? Não agia assim o Israel do Antigo Testamento? Ouçamos o que diz o Senhor por intermédio de Isaías: “[...] Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13 — ARA).

É urgente, pois, que adoremos a Deus não apenas com os lábios, mas principalmente com o coração. É também chegado o momento de se ensinar aos crentes o valor e a atualidade da doutrina da santificação; sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). É da vontade de Deus, pois, que todos os seus adoradores sejam santos (1 Ts 4.3).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Os levitas foram responsáveis pela solenidade da dedicação dos muros de Jerusalém.

III. CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA

1. A festa de dedicação. Neemias organizou cuidadosamente o cerimonial da festa de dedicação dos muros de Jerusalém que, tendo em vista as provações a que os judeus haviam sido submetidos, revestia-se de especial importância e significado. Era preciso, pois, que o acontecimento fosse marcado por uma sincera e profunda devoção ao Senhor.

Neemias, então, determinou que fossem organizados dois grandes cortejos, dos quais participariam os levitas, os cantores e os príncipes de Judá (Ne 12.27-43). Um cortejo foi liderado por Esdras; o outro, por Neemias. Os grupos, embora caminhassem em direções opostas, encontrar-se-iam no Santo Templo. Ali, finalmente, foi realizado o grande culto em ação de graças a Deus. Como estamos adorando a Deus? Damos-lhe a devida honra?

2. Uma liturgia santa. Neemias teve o cuidado de elaborar uma liturgia ordeira e santa, pois a Palavra de Deus ensina-nos que o culto deve ser conduzido reverentemente. O salmista adverte-nos: “Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra” (Sl 96.9). Você tem cultuado a Deus da forma que Ele requer e merece? Não podemos nos achegar à presença do Senhor de qualquer maneira. Ele é santo e exige santidade do seu povo. Não podemos transformar o culto divino num espetáculo deprimente.

3. Os sacrifícios (v.43). Naquele dia, foram oferecidos muitos sacrifícios a Deus. Os israelitas reconheceram os benefícios do Senhor e demonstraram o desejo de adorá-lo em santidade e pureza. Na Nova Aliança, não precisamos mais oferecer sacrifícios de animais ao Senhor. Todavia, devemos apresentar-nos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável que é o nosso culto racional (Rm 12.1). Dediquemos-lhe, pois, incondicionalmente nossa vida por tudo que Ele é e tem feito por nós.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O povo de Israel adorou e bendisse o nome do Senhor na festa de dedicação dos muros.

CONCLUSÃO

Ensina-nos a vida de Neemias que devemos ser gratos a Deus por todas as bênçãos que dEle temos recebido. Assim como fez Neemias, cultuemos ao Senhor reverentemente. O culto e a adoração a Deus não podem ser feitos de qualquer maneira. Que o nosso culto, por conseguinte, seja dirigido com decência e ordem (1 Co 14.40).

VOCABULÁRIO

Abnegado: Despreendido; devotado.
Cortejo: Procissão, acompanhamento.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COELHO, N. D. Manual do Líder de Louvor. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.
MAIA, M. K. O Caminho do Adorador. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.

EXERCÍCIOS

1. Quem liderou o primeiro grupo de exilados judeus que voltou para Jerusalém?
R. Zorobabel foi quem liderou o primeiro grupo de exilados que voltou para Jerusalém.

2. Quem estava autorizado por Deus para trabalhar no Tabernáculo?
R. Somente os levitas estavam autorizados por Deus para trabalhar no Tabernáculo.

3. Onde era indispensável a presença dos levitas? Por quê?
R. A presença dos levitas era indispensável na realização dos sacrifícios e na condução do Culto ao Senhor.

4. O que a Palavra de Deus ensina sobre o culto?
R. A Palavra de Deus ensina que o culto a Deus deve ser conduzido reverentemente.

5. O que o culto divino representa na sua vida?
R. Resposta Pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Devocional

“Adorar a Deus significa Reservar tanto o sentido como a própria verbalização do verbo adorar somente ao Pai Celestial. Entender que nenhum dicionarista do mundo em tempo algum poderia expressar em palavras o quanto o Senhor deve ser estimado, venerado e amado, e que adorar é a maior expressão de nossa língua, onde podemos encerrar sentimentos de amor vivo, puro e incondicional por um ser. Deus está acima de todos os seres que conhecemos. Portanto, utilizemos esse verbo exclusivamente para o Senhor. Adorar supera amar. Amamos por decisão quem conhecemos, quem um dia vai nos deixar, quem um dia deixaremos. Todavia, adorar só cabe, através da fé, a quem nunca vimos, a quem nunca vai nos deixar, a quem nunca pretendemos deixar. Somente com Deus isso é possível, porque Deus:

   •    Promete estar conosco todos os dias (Mt 28.20);
   •    É o Criador de tudo (Ap 14.7; Sl 19.1);
   •    É soberano (Sl 95.1-13);
   •    É Santo (Sl 29.2);
   •    É provedor da nossa salvação (Gn 22.8);
   •    É Pai amoroso (Jo 3.16);
   •    É Justo Juiz (Jz 11.27; Sl 75.7);
   •    É Fiel (1 Co 1.9; 10.13);
   •    É Digno (Ap 4.11)”.

(COELHO, N. D. Manual do Líder de Louvor. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.134-5).





terça-feira, 15 de novembro de 2011

Lição 8: O compromisso com a Palavra de Deus

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato

Lição 8: O compromisso com a Palavra de Deus
Data: 20 de Novembro de 2011

TEXTO ÁUREO

“Firmemente aderiram [...] de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos” (Ne 10.29).

VERDADE PRÁTICA

O compromisso com a Bíblia é o requisito imprescindível para a Igreja de Cristo seguir vitoriosa.

HINOS SUGERIDOS
77, 126, 75.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 2 Co 9.7
Contribuindo com alegria

Terça - Gn 2.18-25
A formação da primeira família

Quarta - Sl 122.1
Alegria em ir à Casa do Senhor

Quinta - Gn 9.8-17
Juramento de Deus

Sexta - 2 Co 6.14
Jugo desigual: um perigo para o crente

Sábado - Mt 23.23
Não desprezais o juízo, a misericórdia e a fé

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 10.28-33.

28 - E o resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os netineus e todos os que se tinham separado dos povos das terras para a Lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os sábios e os que tinham capacidade para entender

29 - firmemente aderiram a seus irmãos, os mais nobres de entre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na Lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos;

30 - e que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos;

31 - e de que, trazendo os povos da terra no dia de sábado algumas fazendas e qualquer grão para venderem, nada tomaríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e livre deixaríamos o ano sétimo e toda e qualquer cobrança.

32 - Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da Casa do nosso Deus;

33 - para os pães da proposição, e para a contínua oferta de manjares, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, e para as festas solenes, e para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para reconciliar a Israel, e para toda a obra da Casa do nosso Deus.

INTERAÇÃO

Ao aceitarmos a Cristo como o nosso Senhor e Salvador, comprometemo-nos diretamente em seguir seus ensinamentos, pois não há possibilidade alguma de dizermos que somos seus seguidores sem vivê-los. Israel descobriu, após muito sofrimento, que se tivesse guardado a Lei, o povo não terminaria no cativeiro, as cidades não teriam sido devastadas e os muros não necessitariam de reconstrução. Quando pautamos nossa vida nas Sagradas Escrituras, naturalmente passamos a ter comunhão com o Senhor e a sua boa mão permanece sobre nós.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

* Compreender que a Bíblia é o guia para que tenhamos uma vida vitoriosa e abundante.
* Conscientizar-se de que o crente não pode se casar com idólatras.
* Estabelecer um dia da semana para adorar ao Senhor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, converse com seus alunos explicando que o avivamento experimentado pelo povo de Deus, fez com que os israelitas assumissem um compromisso de obedecer ao Senhor e à sua Palavra. Enfatize o fato de que eles assumiram esse compromisso publicamente. Todos afirmaram que tomariam as seguintes atitudes:

1. Servir a Deus e sua Palavra com inteireza de coração (Ne 10.29);
2. Como povo santo, manter-se separado do mundo (Ne 10.30,31);
3. Sustentariam a obra do Senhor com seus dízimos e ofertas voluntárias (Ne 10.32-39).

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Compromisso: Obrigação assumida por uma ou diversas partes; comprometimento.

Neste domingo, estudaremos as marcas indeléveis que o avivamento de Jerusalém deixou na vida cotidiana dos israelitas. Sob a liderança de Neemias, o povo, seguindo o exemplo de seus líderes, assumiu o compromisso de observar integralmente a Lei de Deus.

É urgente romper com o estilo de vida deste presente século e assumir, com temor e tremor, o que nos prescreve o Livro dos livros.

I. OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS

1. Um concerto com Deus. Após a restauração dos muros de Jerusalém, os judeus experimentaram um genuíno e profundo avivamento, levando-os a firmar o solene compromisso de obedecer rigorosamente a Palavra de Deus: “E, com tudo isso, fizemos um firme concerto e o escrevemos” (Ne 9.38).

2. Os líderes como exemplo (Ne 10.28-29). Nesse concerto, os líderes judaicos portaram-se exemplarmente e foram admirados pelo povo. Quando o obreiro age com fidelidade e amor, todos o seguem com alegria e obedecem, com júbilo, o que Deus nos ordena em sua Palavra. Liderança é, acima de tudo, caráter e exemplo (1 Pe 5.1-3).

Sem tais quesitos, os resultados são deploráveis.

3. A instrução das Escrituras. O progresso da família, da igreja ou da nação depende fundamentalmente da observância da Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada é o guia seguro e infalível que nos conduz a uma vida vitoriosa e abundante. Tem você observado fielmente as Sagradas Escrituras?

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Como fruto da leitura e entendimento da Lei os judeus experimentaram um verdadeiro avivamento e firmaram um compromisso de obedecer a Palavra de Deus.

II. UM POVO SEPARADO

1. A união reprovada por Deus. Ao tirar Israel do Egito, ordenou-lhe Deus, de modo claro e veemente, que não se misturasse com outros povos: “Guarda-te que não faças concerto com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não seja por laço no meio de ti e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses” (Êx 34.12,16). Esse preceito é repetido em outros textos sagrados (Dt 7.3; Ed 9.12,14). Os israelitas, porém, distanciando-se de Deus, fizeram justamente o contrário: uniram-se às mulheres pagãs. E o resultado não poderia ser mais desastroso. Mas agora, avivados pela Palavra de Deus, comprometeram-se a não mais se misturar com os idólatras através do casamento (Ne 10.30).

2. A dolorosa separação. Antes de Neemias, Esdras já havia conclamado o povo a não se misturar com os gentios: “Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos” (Ed 9.12,14). Apesar desta ordenação, os judeus mesclaram-se com os pagãos através de casamentos ilícitos. Tais uniões tiveram de ser desfeitas. Foi uma medida traumática, mas necessária (Ne 10.28).

3. O jugo desigual. Não são poucos os que, atualmente, namoram e até se casam com pessoas alheias à verdadeira fé cristã, contrariando, assim, a admoestação bíblica: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas” (2 Co 6.14). Jovem, cuidado. É melhor obedecer agora do que sofrer mais tarde. Espere no Senhor. Obedeça aos seus pais. Consulte o seu pastor.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O povo é conclamado a desfazer as uniões com os pagãos, pois Deus não aprova casamentos entre crentes e descrentes.

III. O CUIDADO COM O TEMPLO DO SENHOR

1. O Templo. Os israelitas amavam o Santo Templo, pois era o lugar em que adoravam ao Senhor. Por causa disso, comprometeram-se a ofertar, voluntária e regularmente, os “dízimos da terra” para a manutenção do culto divino (Ne 10.32-38). Para os israelitas, servir a Deus naquele santuário era um ato de indizível ventura. Infelizmente, muitos já não sentem alegria de estar na casa de Deus. A Bíblia, porém, exorta-nos a que não deixemos “a nossa congregação, como é costume de alguns” (Hb 10.25). Você se lembra do que disse o salmista enquanto se encaminhava ao santuário divino: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Sl 122.1).

2. O dia de adoração. No Antigo Testamento, os judeus santificavam o sábado como o dia de adoração ao Senhor. Uns vendilhões e mercadores, porém, desprezando a lei divina, expunham suas mercadorias, nos portais de Jerusalém, exatamente nesse dia. Assim, desviavam os judeus de sua devoção a Deus. A fim de manter a pureza do culto divino, Neemias viu-se obrigado a tomar sérias medidas, proibindo qualquer comércio no dia de culto (Ne 10.31).

Temos nós reservado, pelo menos um dia na semana, para cultuarmos ao Senhor? Sejamos mais assíduos à Escola Dominical, aos cultos de doutrina e aos demais trabalhos da igreja. Que jamais desprezemos o culto divino.

3. A manutenção da Casa do Senhor. “Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da Casa do nosso Deus; para os pães da proposição, e para a contínua oferta de manjares, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, e para as festas solenes, e para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para reconciliar a Israel, e para toda a obra da Casa do nosso Deus” (Ne 10.32-34).

Em virtude do concerto estabelecido entre Deus e o seu povo, os judeus, sob a liderança de Neemias, restauraram a contribuição para a manutenção da Casa do Senhor no valor de “um terço de um siclo” – quatro gramas de prata. As ofertas eram trazidas com alegria aos oficiantes do culto. Os crentes verdadeiramente avivados tudo fazem com júbilo, porque desejam agradara Deus em todas as coisas. Como estamos adorando a Deus?

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Após o concerto, os israelitas comprometeram-se a ofertar para a Casa do Senhor e manter a pureza do culto divino.

CONCLUSÃO

Quando o povo de Deus, avivado por sua Palavra, compromete-se com os supremos negócios de seu Reino, a igreja desdobra-se em adoração e serviços, para que o Evangelho chegue aos confins da terra. Os crentes, então, passam a contribuir e a testemunhar com amor e intenso júbilo, porque sabem que “Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7). Sem avivamento não pode haver verdadeira adoração. Aviva, ó Senhor, a tua obra.


VOCABULÁRIO

Jugo: Opressão; sujeição.
Oficiante: Celebrante.
Ventura: Boa Sorte; felicidade.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

PACKER, J. I. Neemias — Paixão Pela Fidelidade. RJ: CPAD, 2010.

EXERCÍCIOS

1. Após a restauração dos muros de Jerusalém, o que os judeus experimentaram?
R. Após a restauração dos muros de Jerusalém, os judeus experimentaram um genuíno e profundo avivamento.

2. Segundo a lição, o que é liderança?
R. Segundo a lição, liderança é caráter e exemplo.

3. Após retirar Israel do Egito, qual a ordenança de Deus para o povo?
R. Após retirar Israel do Egito, Deus ordenou que não se misturassem com os outros povos.

4. Por que os israelitas se comprometeram a ofertar voluntariamente para a manutenção do Templo?
R. Os israelitas se comprometeram a ofertar voluntariamente para a manutenção do Templo, porque eles o amavam e era o lugar de adoração ao Senhor.

5. O que acontece quando o povo de Deus se compromete com os negócios do reino divino?
R. A igreja desdobra-se em adoração e serviços, para que o evangelho chegue até os confins da terra.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

“Além do avivamento iniciado na Porta das Águas, o gesto mais significativo da resposta à graça e à visitação de Deus ainda estava por vir. No vigésimo quarto dia daquele mês, três semanas e meia depois, foi estabelecido um dia nacional de arrependimento e renovação do compromisso. [Os judeus] comprometeram-se a cinco atitudes específicas: primeiro, proibir casamentos mistos tanto para homens como mulheres; segundo, preservar a santidade do sábado; terceiro, proteger os pobres, deixando a terra descansar no sétimo ano (quando, de acordo com Êx 23.11, os pobres poderiam servir-se de qualquer coisa que nela crescesse), e perdoando toda dívida no sétimo ano, de acordo com Deuteronômio 15.1-11; quarto, apresentar no Templo todo o primogênito, tanto dos humanos quanto dos animais, o que significaria pagar um preço pelo primeiro e entregar o segundo (veja Nm 18.14-19); e quinto, fornecer dinheiro (taxa do Templo), lenha e o dízimo para a manutenção do serviço do Templo, ‘assim não desampararíamos a Casa do nosso Deus’ (Ne 10.39; veja vv.30-39). Além da intrínseca importância desses compromissos para uma vida nacional piedosa, eles tinham um claro significado de penhor, garantindo que toda a Lei seria fielmente guardada, e demonstrando a resolução de pôr Deus acima de todas as coisas. Constituíam-se eles numa comovente expressão de fé, esperança e amor” (PACKER, J. I. Neemias — Paixão Pela Fidelidade. RJ: CPAD, 2010, pp.180-81).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Bibliológico

“O Templo

A principal palavra hebraica para ‘templo’ é hekal, ‘palácio, edifício grande’ (cf. 1 Rs 21.1; Sl 45.8,15; Is 39.7). É uma palavra estrangeira incorporada do acádio ekallu, por sua vez importada do sumério E-GAL, ‘casa grande’. Além de suas referências ao Templo em Jerusalém, a palavra é usada para o santuário de Siló (1 Sm 1.9; 3.3), para a morada de Deus nos céus (2 Sm 22.7; Sl 11.4; 18.6; Is 6.1), e para templos pagãos (Jl 3.5). O termo heb. bayith, ‘casa’, é também frequentemente usado para templo, tanto para o templo de uma divindade pagã (Jz 9.46; 2 Rs 10.21 etc.) como para o Templo de Deus em Jerusalém (1 Rs 6.2-10; 2 Cr 35.20; etc.).

Em contraste com um ‘lugar alto’ (q.v.) ao ar livre, um templo era considerado principalmente a ‘casa’ ou local de morada de uma divindade, e apenas secundariamente um local de adoração. Assim sendo, o santuário mais interno, onde a imagem do deus (ou a arca da aliança do Senhor) era colocada, era geralmente uma pequena sala separada do povo.

Em grego, há 2 termos que significam ‘templo’. O mais genérico é hieron, o local do sacerdote, que se aplicava a todo o complexo do Templo com todos os seus átrios e prédios auxiliares. O mais específico é naos, ‘santuário, templo’, o próprio prédio principal do Templo. O uso bíblico desses termos é principalmente em referência ao santuário nacional dos judeus em Jerusalém, localizado no monte Moriá.

[...] O Segundo Templo

Esse segundo prédio não poderia ser comparado, em esplendor, com o de Salomão, mas ocupava o mesmo local e foi construído, de forma geral, utilizando a mesma planta. Deduz-se de Zacarias 6.9ss. que esse trabalho foi apoiado de forma generosa por aqueles que haviam permanecido na Babilônia.

Esse Templo, às vezes chamado de Templo de Zorobabel de acordo com o Talmude, carecia de cinco itens que havia no Templo de Salomão. Estes eram a arca da aliança, o fogo sagrado para consumir a oferta queimada inicial e os sacrifícios, a glória Shekinah, o Espírito Santo, e o Urim e Tumim. De acordo com Josefo, não havia nada no Santo dos Santos, onde a arca da aliança havia estado. Uma pedra foi colocada ali para uso do sumo sacerdote, mas não havia nenhum móvel. Nessa pedra o sangue da expiação era aspergido no Dia da Expiação, ao invés de no propiciatório da arca, como no Templo anterior” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. RJ: CPAD, 2009, pp.1893,1898).


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