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domingo, 31 de julho de 2011

A eficácia do testemunho cristão - 6 licao

“[...] e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria e até aos confins a terra” (At 1.8).

Não fomos chamados apenas para usufruir dos benefícios da salvação, mas também para testemunhar do Salvador a um mundo que jaz no maligno.

Demonstração da veracidade de um fato.

Veremos que Jesus fez uso de dois conhecidos símbolos — o sal e a luz — para descrever a dupla função do crente neste mundo tenebroso. Como sal da terra e luz do mundo, o crente, pelo Espírito Santo, conduz os perdidos até Cristo, o Salvador. É nossa responsabilidade iluminar, dar sabor e preservar o mundo da corrupção.

Leia a versão resumida da lição >> Lições Bíblicas <<

domingo, 24 de julho de 2011

Resumo - Lição 5 - O Reino de Deus através da Igreja

Agir: Praticar ou efetuar algo na condição de agente; atuar; proceder.

Mediante a graça divina, tornamo-nos parte do Corpo de Cristo, que é a sua Igreja (1 Co 12.27). E como seus membros, temos por missão viver e divulgar, zelosa e amorosamente, os valores do Reino de Deus neste mundo. Que jamais nos esqueçamos que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).

Se não tivermos isso em mente, fracassaremos. Mas se levarmos avante a tarefa que nos confiou o Senhor Jesus, haveremos de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra, conforme nos requer o Filho de Deus. Esta é a essência da Grande Comissão que dele recebemos.

O REINO DE DEUS E A IGREJA

1. Igreja, representante do Reino. Como já vimos, Deus é o criador dos céus e da terra (Gn 1.1). Toda a criação está sob o seu governo. Seu domínio, soberania e autoridade jamais terão fim (1 Cr 29.11; Jó 38.1-11; Dn 4.3). Foi Ele quem constituiu a nação de Israel (Lv 26.12), para representá-Lo diante dos outros povos da Terra. No tempo presente, comissionou a Igreja de Jesus Cristo para que o representasse neste mundo (1 Pe 2.9).

2. A Igreja é comissionada por Cristo. Em seu ministério terreno, Jesus organizou e preparou um grupo de pessoas para que saísse e proclamasse a mensagem do Reino de Deus. De acordo com o Evangelho de Mateus, o grupo veio a formar o núcleo da ekklēsia — Igreja (16.18; 18.17).

Fundada no Dia de Pentecostes, a Igreja cresceu (At 2.41), multiplicou-se (At 2.47) e continua a chamar pessoas, oriundas de todos os lugares e classes sociais, sejam homens, sejam mulheres ou crianças, para fazerem parte do Reino de Deus.

3. A Igreja na sociedade. Muitos menosprezam a Jesus Cristo, reduzindo-o a um mero fundador de religião. Por isso, cabe a Igreja apresentá-Lo como o único Salvador do mundo. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (1 Co 3.11; 1 Tm 3.15; Cl 1.13-20; 2.9). A Igreja de Cristo é a expressão visível do Reino de Deus (Mt 3.2; Lc 10.9). Você tem consciência de quem Jesus é, fez e representa?

O REINO DE DEUS PRESENTE NA IGREJA

1. Na pregação cristocêntrica. Uma das principais características da Igreja de Deus é a pregação cristocêntrica. Pedro, no Dia de Pentecostes, proclamou com ousadia o Cristo crucificado (At 2.36). Já o apóstolo Paulo declara com firmeza ser este o assunto principal de suas pregações: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). A postura coerente e bíblica dos primeiros cristãos fez com que a Igreja experimentasse um crescimento quantitativo e qualitativo no poder do Espírito Santo (At 2.41,47). Cristo Jesus não deve jamais ser substituído por nenhum outro assunto em nossos cultos e pregações. Ele é o fundamento de todas as coisas. Por isso, devemos proclamá-lo com absoluta fidelidade, a fim de que as Boas Novas cheguem a toda a humanidade.

2. Na Comunhão. A palavra comunhão tem um sentido bem amplo, podendo indicar participação, comunicação, auxílio, contribuição, sociedade, intimidade e cooperação.

A comunhão entre os irmãos era a marca registrada da Igreja Primitiva, pois o seu comportamento estava alicerçado sobre os valores do Reino de Deus (At 2.42-44). Os que ainda não são cidadãos do Reino de Deus precisam ver e sentir o amor de Cristo mediante a nossa comunhão uns com os outros (Jo 13.35).

3. No Serviço. A Igreja de Cristo é um organismo vivo e sua função não se limita à proclamação do Evangelho. Ela serve ao Pai, mas também ao próximo (Mc 12.29-31). O serviço da Igreja consiste em ajudar, suprir as necessidades dos filhos e filhas de Deus. A igreja local, portanto, deve socorrer os necessitados, as viúvas e os desamparados. Suas obras sociais confirmam e legitimam a sua pregação. A prática do serviço através do “Corpo de Cristo” é um mandamento do Senhor: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31). A proclamação, a comunhão e o serviço farão da Igreja uma autêntica expressão do Reino de Deus (Tg 2.14-26).

QUEM É O MAIOR NO REINO DE DEUS

1. O “maior” em humildade. Jesus escolheu homens falíveis para serem seus discípulos. Estes se defrontaram, tal como acontece ainda hoje, com o orgulho e a ambição, como se vê na passagem de Marcos 9.33-37. Percebendo neles claramente tais males, Jesus tomou em seus braços uma criança, a fim de ensiná-los a respeito da humildade, simplicidade e receptividade (Mt 18.2,4).

Como servos de Deus, devemos ser os “maiores” em humildade, amor ao próximo, sabedoria, domínio próprio, fé, etc. Jesus deixou bem claro que a verdadeira grandeza não consiste nos bens materiais, na fama ou no poder. A verdadeira grandeza está num coração quebrantado, contrito e puro diante do Senhor (Sl 34.18; 51.17).

2. O maior deve ser como uma criança. Jesus usou o exemplo de uma criança para demonstrar as características que os súditos do seu Reino precisam ter. Os seguidores de Cristo carecem ser identificados como pessoas humildes e dispostas a servirem a Deus e ao próximo (Lc 22.25,26). Por que Jesus utilizou uma criança como exemplo? Porque as crianças não estão preocupadas com cargos ou posições. Elas são humildes, sinceras e manifestam a pureza de Cristo (Mt 19.13-15). Sigamos o exemplo dos pequeninos!

3. O maior deve ser servo de todos. O maior no Reino de Deus é o servo de todos (Lc 22.26,27). É o que serve aos enfermos, aos necessitados e aos feridos sem esperar nada em troca (Tg 1.27). Nisto, Cristo Jesus é o nosso supremo exemplo. Sendo Ele o Deus “bendito eternamente” (Rm 9.5), por amor de todos nós, humilhou-se e entregou-se a si mesmo como sacrifício expiador dos pecados do mundo (Ef 5.2; Fp 2.5-11). Você já pensou o quanto poderíamos influenciar o mundo se vivêssemos, de fato, como servos de todos, assim como nos reivindica a Palavra de Deus?

 A Igreja de Cristo tem a responsabilidade de proclamar e demonstrar as virtudes do Reino de Deus a toda criatura (1 Pe 2.9). Neste mundo, nós os salvos, aqui estamos para servir ao Senhor e ao próximo (Fp 2.3,4). Um dia, estaremos para todo o sempre com o Senhor. Mas enquanto esse dia não chega, sigamos o exemplo de Cristo, que sendo Deus, tomou a forma de servo (Fp 2.5-11). Que venhamos, como Igreja do Senhor Jesus Cristo, evidenciar o Reino de Deus neste mundo através de nossa vida, testemunho e proclamação do Evangelho.

Subsídio Teológico

“A Lição da Humildade

E, lançando mão de uma criança (v.36). Cristo, assim como os profetas da antiguidade, ensinava por meio de gestos, sinais e objetos materiais. A lição da humildade é tão importante que, de qualquer maneira, devemos aprendê-la. Em vez de menosprezar as crianças, como nosso orgulho nos leva a fazer, devemos contemplá-las e meditar nesta lição de Cristo sobre a humildade.

Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças (Mt 18.3). Aos que procuram os lugares de mais honra no Reino, Jesus declara que realmente não estão no Reino. Anjos foram lançados fora dos céus por causa do orgulho. Os que se ensoberbecem cairão na condenação do diabo (1 Tm 3.6). Se não abandonarmos o nosso orgulho, a entrada nos céus ser-nos-á vedada.

Se não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino de Deus (Mt 18.3). É evidente, portanto, que as criancinhas são salvas.

Aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus (Mt 18.4). A resposta de Jesus causa grande surpresa. Conforme a ideia popular, deveria responder: Quem pois, se tornar com um anjo, ou como o pastor de nossa igreja, esse é o maior no Reino dos céus.

Se não vos fizerdes como crianças (Mt 18.3). Não significa meninos: 1) no entendimento (1 Co 14.20); 2) na firmeza (Ef 4.14); 3) na censura (Mt 11.16,17); 4) no conhecimento da Palavra (Hb 5.12-14). Mas, sim, meninos: 1) em desejar o leite espiritual da Palavra (1 Pe 2.2); 2) em confiar no Pai celestial que nos alimentará e vestirá (Mt 6.25); 3) isentos da malícia (1 Co 14.20); 4) na humildade. É a isso que se refere Cristo. Como crianças, ‘não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes, não sejais sábios em vós mesmos’ (Rm 12.16).

Qualquer que receber uma destas (v.37). Receamos que se nos humilharmos como criança, ninguém nos receberá mais? Receamos que o próximo nos maltratará? Mas a essa dificuldade Cristo antecipa, acrescentando: ‘Qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta a mim me recebe. Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar’ (Mt 18.5,6). Esta palavra divina é como uma barreira de fogo em redor dos seus fiéis.

A mim me recebe (v.37). Quem põe sua mão sobre a cabeça da criança, põe-na sobre o coração da mãe da criança. Igualmente, quem recebe um dos mais pequenos recebe a Cristo, que tanto ama os pequeninos” (BOYER, O. Espada Cortante 1: Daniel, Apocalipse, Mateus e Marcos. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.542).

> Clique aqui para ler a lição na íntegra

domingo, 17 de julho de 2011

A Comissão Cultural e a Grande Comissão

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

A evangelização requer da Igreja a proclamação integral do Evangelho ao mundo todo.

Proclamação da mensagem da salvação mediante a pregação e as ações que seguem-se a esta, tendo sempre a visão total do homem.

Como Igreja do Senhor, fomos chamados para ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13). Por conseguinte, é urgente que façamos a diferença neste presente século. Temos nós cumprido esta missão como Jesus o requer? Ou já nos tornamos insípidos?

Temos uma missão a cumprir. Não podemos perder tempo. Sirvamos fielmente ao Senhor e observemos a sua vontade, pois somente assim haveremos de alcançar nações, povos e etnias com a mensagem salvadora, libertadora e transformadora do Evangelho de Cristo Jesus.

MISSÃO INTEGRAL — UMA ORDENANÇA DIVINA

1. Uma responsabilidade que vai além da evangelização. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Este, porém, pecou e afastou-se de Deus. Por causa disto, recebeu a sentença sombria: a morte física e espiritual (Rm 3.23). A solução divina para tal castigo foi o sacrifício vicário de Cristo (Jo 3.16). Jesus tomou, pois, a sentença que era nossa e levou-a sobre si (Is 53.4-6). Esta verdade, narrada nos Evangelhos, deve ser proclamada pela Igreja a todo o mundo a tempo e fora de tempo (2 Tm 4.2).

Uma vez que o ser humano não é composto apenas de alma e espírito, mas também possui necessidades físicas e emocionais, a evangelização deve contemplá-lo como um todo (Tg 2.14-17). Por conseguinte, cuidemos do homem integralmente (1 Co 6.18-20; 1 Ts 5.23), promovendo a sua reconciliação com o Criador e proporcionando-lhe as condições necessárias para que ele sinta a plena comunhão da família de Deus.

2. A Missão Integral da Igreja. Proclamar a mensagem da salvação mediante a pregação e as ações que a esta se seguem, tendo sempre a visão total do homem, equivale ao que se conhece como “Missão Integral”. No primeiro século da era cristã, a proclamação do Evangelho e a diaconia (serviço) da igreja eram inseparáveis (At 4.34,35; 6.1-7). Isto fez com que a igreja em Jerusalém caísse na graça do povo (At 2.46,47). A Missão Integral é apenas uma nova expressão que abrange tudo o que a Igreja pode e deve fazer para expandir o Reino de Deus no mundo atual.

3. O marco histórico da Missão Integral. No período de 16 a 25 de julho de 1974, foi realizado na cidade de Lausanne, Suíça, o Congresso Internacional para a Evangelização Mundial sob o tema: “Que a Terra ouça a voz de Deus”. O objetivo do Congresso era discutir os rumos das missões cristãs mundiais. No final dos trabalhos, foi divulgado um documento denominado O Pacto de Lausanne. Composta de 15 artigos, a declaração resgata a noção de que a Igreja de Cristo tem uma responsabilidade terrena e celestial a cumprir: contemplar e atender a todas as necessidades do ser humano conforme o Evangelho de Cristo.

COMISSÃO CULTURAL — UMA CONVOCAÇÃO À IGREJA

1. Um chamado à responsabilidade. Deus ordenou a Adão e Eva que administrassem a terra, tornando-a produtiva e habitável (Gn 1.26). Desde então, cada homem faz-se responsável pela criação diante do Criador. Por isto, convida-nos Ele a refletir a respeito dos princípios e valores, que se encontram em sua Palavra, em todos os níveis de nossas relações: na família, na igreja, na escola, na empresa e nas amizades.

Isto equivale dizer que o Evangelho de Cristo não visa apenas salvar o homem do pecado e do inferno, mas também levá-lo a agir como instrumento transformador da sociedade na qual acha-se inserido. Pois, Deus nos criou como seres sociais para que cuidemos de nós e da terra que Ele nos entregou (Gn 1.28-30 cf. Ef 6.1-9). Esta é a ordenança cultural que nos confiou o Senhor.

2. Restaurando a dignidade humana. Embora a Queda tenha introduzido o pecado na história humana, a Comissão Cultural não foi anulada. Continuamos responsáveis pela administração da terra que nos destinou o Senhor (Gn 3.23). Conforme afirma Nancy Pearcey, Jesus veio restaurar no homem, sem Deus, “a dignidade originalmente concedida na criação, recuperando nossa verdadeira identidade e renovando a Sua imagem em nós”.

GRANDE COMISSÃO — A IGREJA PROCLAMA O EVANGELHO NO MUNDO

1. A Grande Comissão. O Senhor Jesus comissionou-nos a pregar, a batizar e a fazer discípulos em todo mundo (Mc 16.15; Mt 28.19). Esta ordenança é conhecida como a Grande Comissão. E tem como objetivos:

a) proclamar o Evangelho em palavras e ações a toda criatura; b) discipular os novos conversos, tornando-os fiéis seguidores de Cristo; c) integrá-los espiritual e socialmente na igreja local, a fim de que cresçam na graça e no conhecimento por intermédio da ação do Espírito Santo em sua vida, desfrutando sempre da comunhão dos santos.

2. O “ide”. O “ide” de Jesus significa também atravessar fronteiras. Anunciar o Evangelho em uma cultura diferente é o grande desafio da obra missionária. Não podemos desprezar a cultura de um povo a quem pretendemos evangelizar, nem impingir-lhe a nossa (1 Co 1.1,2).

A cultura de um povo deve ser avaliada e provada pelas Escrituras. Se por um lado toda cultura tem a sua beleza e bondade, pois o homem foi Criado por um Deus bom e amoroso, por outro, em consequência da Queda, as culturas foram manchadas pelo pecado e dominadas, em parte, por ações demoníacas. Você está pronto a pregar o Evangelho além de suas fronteiras? Prepare-se para este desafio.

3. A ordem é fazer discípulos em todas as nações. A palavra “nação” é a tradução do termo ethnos que se refere a grupos étnicos e não primariamente a países. Um país é uma nação politicamente definida. A etnia é um povo culturalmente definido com uma língua e cultura próprias. De acordo com alguns missiólogos, há no mundo 24.000 etnias. Quase a metade desse total ainda não foi evangelizada. Será que isto não o comove? Há milhões de pessoas que ainda não ouviram o Evangelho de Cristo. É urgente e imperioso o lema do apóstolo Paulo: “Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado” (Rm 15.20 — ARA).

CONCLUSÃO

A Missão Integral da Igreja realça a dupla vocação dos seguidores de Cristo revelada nos Evangelhos: sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). A pregação da igreja local deve refletir o que ela é, faz e diz. O Senhor busca pessoas que não apenas ouçam o Evangelho, mas que o obedeçam prontamente (Lc 6.47,48). Obedeçamos, pois, as comissões que nos entregou o Senhor, mas principalmente a Grande Comissão ordenada por Jesus (Mc 16.15) consoante o lema da Missão Integral da Igreja: O Evangelho todo para o homem todo.

“Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sociopolítico são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.

[...] A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta” (Pacto de Lausanne, Suíça, 1974).

“Evangelização e Cultura

O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus” (Pacto de Lausanne, Suíça, 1974).

“Comissão Cultural

Entender o Cristianismo como uma cosmovisão de mundo é importante não somente para o cumprimento da comissão cultural — a chamada para criar uma cultura debaixo do senhorio de Cristo. Deus se importa não só com a redenção das almas, mas também com a restauração de sua criação. Ele nos chama para sermos agentes não apenas de sua graça salvadora, mas também de sua graça comum. Nosso trabalho não é somente construir a Igreja mas também construir uma sociedade para a glória de Deus” (COLSON, C.; PEARCEY. E Agora, Como Viveremos? 2.ed., RJ: CPAD, 2000, pp.53,54).

http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-03-04.htm

terça-feira, 12 de julho de 2011

"A vida do novo convertido "

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

Mediante o novo nascimento, mantemos plena comunhão com Deus, reconhecendo o seu senhorio em todas as esferas de nossa vida

Transformação interior operada pelo Espírito Santo na vida daquele que crê em Jesus Cristo e o aceita como Salvador.

Jesus foi categórico: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). As Escrituras também afirmam: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

Por conseguinte, a mudança de caráter do homem, outrora sem Deus, em um novo homem à semelhança de Cristo, é a comprovação objetiva da nova vida em Cristo Jesus (Ef 4.25-32).

Você já experimentou o novo nascimento? Saiba que a regeneração é uma nova dimensão de vida produzida pelo Espírito Santo.

O NOVO CONVERTIDO É UMA NOVA CRIATURA

1. Uma nova criação. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Note que o texto bíblico não diz “será”, mas, sim, “é”. Isto significa que o novo convertido sofreu uma mudança radical de vida. Agora, ele tem outro coração (Ez 36.26); outra mente — a de Cristo — (1 Co 2.16); outro pensamento (Fp 4.8); outro alvo — Cristo Jesus — (Fp 1.21).

Quando pela fé, aceitamos o sacrifício de Cristo, damos o primeiro passo na vida cristã e imediatamente inicia-se um processo de transformação, em nosso interior, para experimentarmos “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

2. Transformação radical. Ser uma nova criatura em Deus não implica numa mera reforma exterior. Apesar de o cristão ser distinto do mundo em sua maneira de ser e de agir, sua nova vida não está assentada apenas em regras comportamentais, sociais e religiosas. Mas na pedra de esquina que é Cristo Jesus, nosso Senhor e Rei (Ef 2.20).

Na verdade, aquele que “nasce de novo” sofre uma transformação radical de vida, começando pelo seu interior, abrangendo todo seu coração, desejo e vontade (At 2.37; Rm 5.5; 2 Co 7.2). Tal transformação é refletida nas esferas espiritual e social da vida do novo convertido (Mt 5.13.14).

3. Uma nova dimensão de vida. Escreveu Paulo a Tito: “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tt 2.12). Este versículo evidencia a nossa luta diária em um mundo marcado pela impiedade. Mas Deus nos convida a cultivar uma vida de sobriedade (bom senso), justiça (retidão) e piedade (espiritualidade) “neste presente século”. Se assim agirmos, causaremos um impacto singular na sociedade na qual estamos inseridos, levando-a a transformar-se pelo poder do Evangelho de Cristo.

II. O PASSADO SE FOI E EIS QUE TUDO É NOVO

1. O passado ficou para trás. Quando alguém confessa seus pecados e os abandona é sinal de que foi regenerado, alcançando plenamente, no Senhor, a cura de sua alma (1 Pe 1.3; Is 43.25; Pv 28.13; 2 Cr 7.14). O que era impróprio, indigno e pecaminoso é sepultado e para sempre esquecido. Eis o que nos garante o próprio Senhor: “Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). De fato, “as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Esqueça, pois, o que ficou para trás (Fp 3.13,14). Viva, doravante, em novidade de vida com a bênção de Deus e na consolação do Espírito Santo (Hb 8.12; Mq 7.19).

2. “Eis que tudo se fez novo”. Esta é uma expressão abrangente e profunda. Tudo o que Deus faz é perfeito e bom. Por isso, a nossa vida é sempre renovada (2 Co 4.16; Ap 21.5). Podemos desfrutar diariamente da presença de Deus, pois as suas misericórdias são novas a cada manhã (Lm 3.23) e a sua graça nos basta (2 Co 12.9). O Senhor não nos deixa nem nos desampara (Hb 13.5,6). Ele nos toma pela “mão direita” e diz: “Não temas que eu te ajudo” (Is 41.10,13).

3. É tempo de avançar. Confessa Paulo aos filipenses: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (Fp 3.13). O passado ficou para trás; tudo agora se fez novo. Louvado seja Deus!

Avancemos, “olhando para Jesus, o autor e consumador da fé” (Hb 12.2). Enquanto o apóstolo Pedro olhava para o Senhor, caminhava por sobre águas. Porém, ao desviar os seus olhos de Cristo, começou a ser envolvido pelas ondas daquelas águas (Mt 14.22-33). Portanto, avancemos para grandes vitórias em Deus, olhando somente para Cristo, a nossa eterna e sublime esperança (Cl 1.27; 1 Tm 1.1).

III. QUANDO ESTAMOS EM CRISTO

1. Temos um novo olhar. A fé em Jesus Cristo muda o nosso interior, abrindo-nos novos horizontes e perspectivas. Já não atentamos mais aos nossos interesses, mas para os de Deus, porque pertencemos única e exclusivamente ao Pai: “Estou crucificado com Cristo” (Cl 2.20). E doravante a nossa a luta não é mais contra a “carne e sangue”, mas contra os “principados” e “potestades” nos “lugares celestiais” (Ef 6.12). Este deve ser o nosso alvo: um amoroso serviço em prol do Reino de Deus (Mc 12.31; Rm 14.1; 1 Co 12.4-7).

2. Temos uma nova atitude. Quando Cristo torna-se o centro de nossas vidas, nossas atitudes passam a ser pautadas segundo a Palavra de Deus. Em vez de contenda, confusão ou gritaria (Ef 4.31), buscamos a paz de Deus, a direção do Senhor e o refrigério do Espírito Santo para conduzir-nos por um novo e vivo caminho (Rm 6.4; Hb 12.14).

3. Temos uma nova vida abençoada. A verdadeira felicidade consiste em viver de acordo com os princípios eternos do Reino de Deus. Não há felicidade sem Cristo! Porque em Jesus, o Pai concede-nos bênçãos especiais: a vida (1 Jo 5.12), a luz (Jo 8.12), a liberdade (2 Co 3.17), o amor (Rm 5.5), a alegria (Jo 16.22), o perdão (1 Jo 1.7), a paz (Rm 5.1), o propósito de vida (Fp 1.21), a provisão (Fp 4.19), o futuro com Cristo (Jo 14.2,3). Testemunhemos, pois, de Jesus Cristo até aos confins da terra (At 1.8).

 CONCLUSÃO

A verdadeira alegria é o resultado do novo nascimento. Muitos buscam ser felizes pela aquisição de bens materiais, mas a real felicidade é o resultado de uma mudança radical em nosso ser. Esta mudança é perfeitamente possível. Basta crer e permitir que o Senhor Jesus o faça. Deixe o seu passado para trás e avance para o alvo que é Cristo, o autor e consumador de nossa fé.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1.ed., Vol.1. RJ: CPAD, 2009.

Subsídio Teológico

“Quando correspondemos ao chamado divino e ao convite do Espírito e da Palavra, Deus realiza atos soberanos que nos introduzem na família de seu Reino: regenera os que estão mortos nos seus delitos e pecados; justifica os que estão condenados diante de um Deus santo e adota os filhos do inimigo. Embora estes atos ocorram simultaneamente naquele que crê, é possível examiná-los separadamente.

A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por ‘regeneração’ aparece apenas duas vezes no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece.

O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo (2 Co 5.1 7) e da renovação (Tt 3.5), porém a mais comum é a de ‘nascer’ (gr. gennaō, ‘gerar’ ou ‘dar à luz’).

[...] Nascer de novo diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo de amadurecimento. A regeneração é o início do nosso crescimento no conhecimento de Deus, na nossa experiência de Cristo e do Espírito e no nosso caráter moral” (HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 1996, pp.371-

“O novo nascimento no Evangelho de João

Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com Nicodemos (3.1-21). Jesus fala a Nicodemos: ‘Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’ (v.3). A réplica de Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?’ (v.4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física. A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nascimento físico (vv.6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas no v.7). A palavra grega aōthen, traduzida por ‘novo’, na NVI, pode querer dizer ‘de novo’ ou ‘de cima’. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de ‘de novo’ leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nascimento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento ‘de cima’. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (cf. v.6), é obra do Espírito Santo (v.8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo (cf. 2 Co 5.17)” [ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.245-6].

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A mensagem do Reino de Deus

“[...] O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).

O comportamento do cristão deve ser em tudo norteado pela mensagem do Reino de Deus.

A Palavra do Senhor proclamada pelos súditos do Reino de Deus.

Em seu ministério terreno, Jesus proclamou a mensagem do Reino de Deus ao mundo. Sua mensagem não somente determina as condições para se fazer parte do Reino, mas também denota a natureza espiritual e pessoal do governo divino.
Como discípulos de Cristo, somos por Ele intimados a proclamar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15-18). Somos concitados também a viver segundo os princípios de seu Reino (Mt 5—7) expostos no Sermão da Montanha.

I. A NATUREZA DO REINO DE DEUS

1. O Reino é espiritual. Acerca da natureza do Reino de Deus e diante da indagação de Pôncio Pilatos — “Tu és o rei dos judeus?” — Jesus afirmou veementemente: “O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui” (Jo 18.36).
Em razão de o reino divino não ser terreno, mas possuir uma natureza espiritual e eterna, nossa vida deve apresentar valores opostos aos do presente século. Alguns dos valores apresentados pelo Senhor são a humildade (Mt 18.4), o perdão (Mt 18.23-27), a generosidade (Mt 20.1-16), a discrição pessoal (Mt 20.20-28) e o total comprometimento com o Reino de Deus (Lc 9.57-62).
2. O Reino é pessoal. Quando o homem ouve e aceita a mensagem do Reino, uma mudança radical ocorre em sua vida. Seu comportamento, a partir desta experiência, passa a ser controlado pelo próprio Deus através do Espírito Santo. Suas ações e atitudes, em relação às outras pessoas, são pautadas pelos princípios eternos das Sagradas Escrituras (Hb 8.10).
3. O Reino de Deus e seus princípios (Mt 5.3-12). As bem-aventuranças proferidas por Jesus no Sermão da Montanha expõem os princípios eternos do Reino de Deus. Neste sermão, o Senhor profere, claramente, os valores espirituais e eternos que fundamentam o seu Reino. E aos que colocam em prática sua Palavra, Ele promete: “Felizes as pessoas” que as praticam (Mt 5.3-12 — NTLH).
Deseja você alcançar a plena felicidade em Cristo Jesus? Busque refletir a natureza do Reino de Deus.

II. A NOVA VIDA DOS QUE FAZEM PARTE DO REINO DE DEUS

1. Nascer de novo. O novo nascimento é efetuado por Deus mediante a ação do Espírito Santo na vida do homem. Nascer de novo é experimentar uma radical mudança de vida (2 Co 5.17; Ef 4.23-32). Logo, a experiência salvífica é a condição sine qua non para alguém entrar no Reino de Deus: “[...] Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). A propósito, você já nasceu de novo? É nova criatura? Leia Romanos 10.8-13 e Efésios 1.7-13.
2. Proclamar o Reino de Deus. O Senhor Jesus veio a este mundo para salvar o pecador da condenação eterna (Jo 3.16). Agora, regenerados e nascidos de novo, temos uma missão singular: proclamar o Reino de Deus a todos os homens (Mc 16.15). Entretanto, nosso comportamento e atitudes devem ser coerentes com a mensagem do Reino. Não podemos escandalizar àqueles que almejam entrar no Reino de Deus. Quanto a isso, a Palavra do Senhor é taxativa: “Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.6).
3. Gerar frutos. Uma vez salvo, e andando em novidade de vida, o crente já está devidamente pronto a produzir frutos para o Reino de Deus (Jo 15.16). Somos chamados, por conseguinte, a praticar as boas obras, “as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). E assim, confirmamos a proclamação da mensagem do Reino. Além de pregar o Evangelho, devemos apresentar as boas obras como fruto da fé mediante a graça de Deus (Ef 2.8-10).

III. O QUE O REINO DE DEUS SIGNIFICA

1. Justiça. O pecador regenerado é justificado perante Deus, pois a justiça divina “nos é concedida pela fé em Cristo, mediante o seu sacrifício redentor” (Rm 3.21-25; 5.1; 8.33,34). Logo, o nosso testemunho pessoal é uma forma eficaz de se anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Daí, os nossos atos de justiça, em relação ao próximo, serem tão relevantes e indispensáveis à evangelização no mundo de hoje (Mt 5.13-16).
2. Paz. Biblicamente, a paz é mais do que a simples ausência de hostilidade, guerra ou perturbação. Ela revela-se a partir de nossa vida com Deus. Estar em paz, na Bíblia, é estar completo. A Palavra de Deus descreve-a como a bênção inaudita. A paz faz parte da natureza divina (Fp 4.7).
Hoje, mediante a fé em Cristo, temos paz com Deus (Rm 5.1; 2 Co 5.17-20; Jo 22.21), com o próximo (Rm 12.18; Gn 26.15-25; Hb 12.14) e com nós mesmos (Cl 3.15). A paz manifesta-se em nossa vida como o “fruto do Espírito” que habita e reina em nossos corações (Gl 5.22). A paz, que realmente provém de Deus, é quietude, unidade, amor, harmonia, segurança e confiança.
Sem a paz divina, vem a ansiedade, o medo, as psicoses e outros males. Se alguém não tem paz consigo mesmo, também não a tem com ninguém mais. A paz de Deus é o legado de Jesus Cristo aos seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27).
3. Alegria. A alegria do Reino de Deus está fundamentada no relacionamento sólido do crente com o Pai (2 Pe 3.1; 4.4,10). É por isto que, nas provações, lembramos: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5). Sim, o “coração alegre aformoseia o rosto” (Pv 15.13) e a “alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10). Uma vez alegres, cantemos louvores ao nosso Deus (Tg 5.13)!
A alegria no Espírito Santo traz contentamento e satisfação resultantes da nossa comunhão com o Pai. Também muito nos alegramos pela certeza de termos os nossos nomes escritos no Livro da Vida (Lc 10.20).

A mensagem do Reino de Deus deve ser proclamada ao mundo para que o pecador possa ser salvo (Mt 28.18,19; At 1.8). Todavia, a mensagem do Reino não deve ser apenas pregada. Precisamos praticar os princípios eternos do Reino de Deus.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico

“O Sermão do Monte é a síntese do ensino de Cristo para o seu povo. Antes de a Igreja consolidar-se como agente do Reino de Deus na terra, o Senhor tomou a iniciativa de descortinar ao núcleo apostólico, através dessa primeira grande explanação pedagógica, as colunas que sustentam o modelo de vida trazido pelo Reino de Deus, isto é, a sua ética. É tanto que os princípios ali expostos se repetem de forma pormenorizada nos ensinos apostólicos.
Assim, como faz qualquer organização séria, que, ao implantar a sua filosofia de trabalho, tem como primeira iniciativa estabelecer no estatuto a sua doutrina, Jesus firmou os pressupostos que se tornariam a base do ensino desenvolvido nas epístolas e observado pela igreja apostólica.
[...] O propósito do Sermão do Monte, portanto, vai muito além de qualquer estereótipo do tipo ‘pode, não pode’, ‘faça, não faça’. A experiência religiosa mostra que não adianta explicitar um sem-número de regras, pensando que elas consigam mudar a pessoa por dentro. O máximo que promovem é uma reforma exterior, que, do ponto de vista do ensino de Cristo, cheira a hipocrisia — o interior permanece no mesmo estado de podridão espiritual, como Jesus identificou os fariseus. Assim, os princípios do Sermão do Monte devem ser vistos sob três ângulos: a dimensão presente, a dimensão escatológica e a dimensão do compromisso. Eles se interpõem e se completam” (COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp. 23-5).

Fonte: Estudantes da Bíblia

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Projeto original do Reino de Deus

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

O Reino de Deus consiste numa vida de amor, justiça, devoção, paz e alegria no Espírito Santo.

Monarquia governada por um rei; domínio, âmbito.

Deus é soberano (Sl 24.1,2) e tem o governo dos céus e da terra (Dt 10.14; 1 Co 10.26). Pois foi Ele quem os criou (Gn 1—2; Hb 1.10; 11.3). Não obstante, pouco se estuda acerca de nossa participação no governo do Reino de Deus: nossos deveres e obrigações no cuidado e na mordomia de tudo que Ele nos confiou (Gn 2.15-17,19; 1 Co 3.16,17; 6.19,20).

Assim, o propósito desta lição é estudar o Reino de Deus nas Escrituras, bem como suas manifestações no presente e no futuro, porque desejamos que a Igreja do Senhor, na atualidade, busque intensamente estabelecer os valores do Reino de Deus através de sua prática e vivência.

I. CONCEITO BÍBLICO DE REINO DE DEUS

1. Definição de Reino de Deus. A expressão Reino de Deus aparecerá algumas vezes no decorrer da lição. Você sabe o seu significado? Podemos definir o Reino de Deus como a soma de “todas as bênçãos, promessas e alianças que o Todo-Poderoso destinou aos que recebem a Cristo Jesus”.

2. Os aspectos do Reino de Deus. De acordo com as Sagradas Escrituras, o Reino de Deus apresenta tanto aspectos presentes quanto futuros:

a) Presente. Na atualidade, o reino divino está presente na vida dos filhos de Deus, a saber, os salvos em Cristo. Estes foram libertos das trevas e transportados ao “Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). A partir desta experiência salvífica, é possível afirmar que toda pessoa, nascida de novo em Cristo Jesus, é dirigida pelo Espírito Santo e, consequentemente, tem a sua vida governada através dos valores do Reino (Ef 2.10).

b) Futuro. O aspecto futuro do Reino de Deus está ligado ao reino milenar de Cristo sobre a terra por ocasião da sua segunda vinda em glória (1 Co 15.23-25). Até mesmo a criação inanimada “espera” por esse glorioso dia (Rm 8.19-23). E você? Aguarda ansiosamente a vinda de Jesus Cristo, o Rei dos reis?

3. O governo do Reino. Deus criou os céus e a terra (Gn 1.1). Ele tem o governo de todas as coisas. Seu domínio, soberania e autoridade real jamais terão fim. Os reinos deste mundo são transitórios, mas o de Deus é eterno. O Deus soberano governa o mundo todo. O Eterno intervém na criação e na história, manifestando seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio do pecado.

II. O REINO DE DEUS NAS ESCRITURAS

1. No Antigo Testamento. Apesar da expressão Reino de Deus não aparecer no Antigo Testamento, o Senhor é apresentado como o Rei de Israel (Is 43.15), da terra e de todo o universo (Sl 24; 47.7,8; 103.19). Estas e outras referências manifestam a prerrogativa soberana de Deus sobre a criação. Ele reina para sempre (Sl 29.10).

2. Em o Novo Testamento. A mensagem central do ensino neotestamentário é o Reino de Deus. Este foi apregoado por João Batista (Mt 3.2) e confirmado pelo ensino de Jesus Cristo (Mt 6.33).

a) Na pregação de João Batista. João veio pregando no deserto: “Arrependei-vos porque é chegado o Reino dos céus” (Mt 3.2). O fato de uma pessoa ser israelita e “filho da promessa” (Gl 4.28) não lhe assegurava o direito de entrar no Reino de Deus. Era preciso produzir frutos dignos de arrependimento. Pois, as boas obras são o resultado de um autêntico arrependimento (Lc 3.8).

b) No ensino de Jesus. A proclamação e a concretização do Reino de Deus foram o propósito central do ministério de ensino de Jesus. O Reino dos Céus foi o tema de sua mensagem e ensino na terra (Mt 4.17). No Sermão da Montanha, Jesus conclamou a multidão que o ouvia a buscar, com diligência e em primeiro lugar, o Reino de Deus (Mt 6.33). Ele estava ordenando a todos nós, seus seguidores, a buscar a Deus resolutamente e a fazer a sua vontade. Querido irmão, você tem procurado com diligência o governo soberano do Altíssimo em todo o seu modo de viver?

3. Reino de Deus ou Reino dos Céus. Nos evangelhos de Marcos e Lucas a expressão “Reino de Deus” aparece com frequência. Todavia, no Evangelho de Mateus, a expressão mais usada pelo evangelista (aparece cerca de trinta e quatro vezes) é “Reino dos Céus”. A maioria dos eruditos bíblicos concorda que o emprego da expressão “Reino dos Céus” foi aplicado por Mateus devido à rejeição do povo israelita ao uso indiscriminado do nome de Deus. Logo, as expressões “Reino de Deus” e “Reino dos Céus”, quando comparadas entre os Evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — são sinônimos e intercambiáveis (cf. Mt 5.3; 13.10,11; Mc 4.10,11; Lc 6.20).
III. AS MANIFESTAÇÕES DO REINO DE DEUS



1. No passado. A nação de Israel era uma monarquia teocrática. O Senhor levantou reis para o povo judeu (Dt 17.14,15; Dt 28.36; cf. 1 Sm 10.1; 1 Sm 16.13) e estabeleceu normas reguladoras de relacionamento político entre o governante e a nação (1 Sm 8.10-22). O objetivo de Deus era preparar o caminho para a salvação da humanidade através da nação de Israel. Contudo, por causa dos desvios do povo judeu e da rejeição de seu Messias, Jesus Cristo, o reino divino foi-lhes retirado, ou seja, Israel na atualidade não tem mais a função de propagar o Reino de Deus (Mt 21.43; Rm 10.21; 11.23). Tal missão cabe agora à Igreja. Israel, porém, será restabelecido espiritualmente no futuro, conforme escreve Paulo (Rm 11.25-27).

2. No presente. O Reino de Deus foi estabelecido de forma invisível na Igreja por intermédio do Rei dos reis. O reino divino pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem, crêem e vivem o Evangelho (Jo 3.3-5; Cl 1.13). Não se trata de um reino político ou material que, por definição, é transitório e passageiro, mas de uma poderosa, transformadora e eficaz operação da presença de Deus em e através de seu povo (Mc 1.27; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.1), refletindo-se em toda a realidade à nossa volta, produzindo transformação.

3. No futuro. Durante o Milênio, predito pelos profetas do Antigo Testamento (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14), Jesus Cristo reinará literalmente na terra durante mil anos (Ap 20.4-6). E a Igreja reinará juntamente com Ele sobre as nações (Mt 25.34; Ap 5.10; 20.6; Dn 7.22). O reino milenial de Cristo dará lugar ao reino eterno de Deus, que será estabelecido na nova terra (Ap 21.1-4; 22.3-5), a Nova Jerusalém (Ap 21.9-11). Os habitantes são os redimidos do Senhor de todos os tempos. Que alegria nos inundará a alma quando, de eternidade em eternidade, estivermos juntos com o Senhor (Dn 7.18)!

No Reino de Deus, a vontade do Pai é conhecida e praticada por amor, devoção, prazer, submissão, dever e gratidão (Rm 5.5; 2 Co 9.13; Lc 18.1 ; Jn 2.9). Fazer continuamente a vontade de Deus, nesse Reino, deve ser a nossa maior prioridade, não importando os obstáculos “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14.22). O Reino Deus e sua justiça devem ser o nosso anseio e alvo principal (Mt 6.33).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. Comentário Devocional do Sermão do Monte. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1. ed., RJ: CPAD, 2008.
Subsídio Teológico

“Definindo o Reino de Deus

[...] O Reino de Deus pode ser definido como o domínio eterno de Deus em todas as eras, exercendo a sua soberania sobre o Universo, intervindo na história para conduzi-la ao ápice — a restauração de todas as coisas — e ‘revelando-se com poder na execução de todas as suas obras’. O Reino de Deus tem, portanto, uma dimensão presente, como já vimos, que se configura no cumprimento em Cristo de todas as promessas messiânicas do Antigo Testamento. A expressão ‘é chegado’, que aparece tanto em Mateus 4.17 como em 12.28, segundo pensam os eruditos, denota a ideia de ‘presença real’, agora, e não de proximidade, como algo apenas para o futuro. Ou seja, a presença pessoal do Messias na história implica a presença efetiva do Reino de Deus entre os homens. Ele se manifesta a partir do coração de cada um, daí porque onde se percebe que o Reino está presente é também possível sentir os seus efeitos.

No entanto, reitere-se, não se pode esquecer do caráter escatológico do Reino de Deus. Será o tempo no qual cumprir-se-á a profecia de Daniel em que os reinos deste mundo serão destruídos, o mal aniquilado, restabelecer-se-á a comunhão perfeita com Deus e o Senhor reinará com justiça para sempre” (COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. Comentário Devocional do Sermão do Monte. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.257,258).

Subsídio Bibliológico

“O Reino dos Céus/de Deus

Antes de mencionar o que Mateus escreve a respeito do ‘Reino dos céus’, ou ‘Reino de Deus’, precisamos fazer algumas considerações em relação ao sentido dos próprios termos. Em geral, a palavra ‘reino’ denota a ideia de um domínio, uma região física ou espacial, incluindo o povo e a terra sobre os quais um rei exerce autoridade. Esse sentido também se aplica às palavras usadas para ‘reino’ no Antigo e no Novo Testamentos.

[...] Faz-se necessário um comentário geral sobre uma expressão que é específica do Evangelho de Mateus. O ponto de interesse é o uso que ele faz da expressão ‘Reino dos céus’ em passagens em que Marcos ou Lucas, em seus relatos, referem-se ao ‘Reino de Deus’ (por exemplo, Mt 13.31; Mc 4.30; Lc 13.18).

[...] Os judeus usavam a voz passiva para descrever atos de Deus como uma forma respeitosa de descrever o que Ele fez sem mencionar seu nome (desde que é mais fácil omitir o sujeito com o uso do verbo na voz passiva). A substituição do nome de Deus por ‘céus’, a moradia do Senhor, é outra forma desse tratamento respeitoso. Essa expressão ocorre apenas no Evangelho de Mateus. No entanto, ele também usa quatro vezes a expressão ‘Reino de Deus’ (12.28; 19.24; 21.31,43), sugerindo, assim, que a diferença de nomenclatura é mais uma questão de preferência, ou deferência, que qualquer outra coisa.

É incerto o motivo por que o Evangelho de Mateus menciona ‘o Reino dos céus’ de forma rotineira, o que não acontece nas outras narrativas. É provável que Jesus usasse as duas expressões, mas Lucas e Marcos simplesmente escolheram usar, de forma consistente, a expressão ‘Reino de Deus’ por ser menos ambígua para leitores gentios que a expressão mais judaica ‘Reino dos céus’. Fica claro, a partir de passagens como 19.23,24, em que Jesus diz aos discípulos: ‘é difícil entrar um rico no Reino dos céus. [...] é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus’, que Mateus considera as duas expressões praticamente como sinônimas.

De forma distinta de muitas passagens do Antigo Testamento que se referem ao Reino de Deus como uma realidade presente, as referências no Evangelho de Mateus têm em vista, em geral, um reino ainda futuro ou a entrada no reino que ainda está no futuro. De qualquer modo, a passagem 12.28, em que Jesus afirma o seguinte a respeito de sua atividade de expulsar demônios: ‘Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus’, refere-se ao Reino como uma realidade presente” [ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.36,38].

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