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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Lição 5 - Crescendo com Cristo


Lição 5
27 de outubro a 3 de novembro



Crescendo em Cristo


Casa Publicadora Brasileira – Llição 542012


Sábado à tarde
Ano Bíblico: Lc 21, 22

VERSO PARA MEMORIZAR: “Tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Cl 2:15, NVI).



Leituras da semana: Is 35:10Mc 10:45Rm 6:12-23Ef 6:12Cl 1:16Gl 4:1-11Cl 2:15


Pensamento-chave: A vitória de Cristo sobre a cruz define a extensão da vitória na qual o cristão pode crescer.

O item acrescentado às crenças fundamentais da Igreja, votado na 58ª Assembleia da Associação Geral (em 2005), foi intitulado “Crescimento em Cristo”. Quando a declaração é analisada, os seguintes pontos importantes se tornam evidentes: Jesus derrotou os poderes satânicos e as forças do mal; por meio de Cristo, é possível vencer esses poderes, incluindo suas manifestações passadas na vida de alguém; finalmente, há condições para que essas vitórias se realizem na experiência de uma pessoa.



Esses pontos ocuparão nossa atenção nas três próximas lições. Nesta semana examinaremos a natureza da vitória conquistada por Cristo na cruz. Por Sua vitória, não somente sobre o pecado, mas sobre qualquer outra força que atue contra a humanidade e a criação de Deus, Cristo alcançou salvação para nós.




À medida que procuramos compreender o que Cristo realizou em nosso favor, estaremos mais bem preparados para entender o que podemos alcançar em nossa vida agora. Sua vitória pode ser a nossa vitória, se a reivindicarmos para nós, porque, não importa o que Jesus fez por nós, devemos decidir aceitar isso. A vitória não é dada automaticamente a ninguém.


Domingo
Ano Bíblico: Lc 23, 24


A redenção


O cristianismo é “uma religião de redenção”, na qual as pessoas são salvas da ruína do pecado por meio do que outra Pessoa, neste caso Jesus, fez por elas. Assim, a religião cristã pode ser diferenciada de “uma religião da lei”, em que alguém pode mudar seu destino pelos próprios esforços em “fazer boas obras”. Precisamos dessa redenção porque, segundo a Bíblia, sem Cristo as pessoas são escravas do pecado (Jo 8:34) e estão sob sentença de morte (Rm 6:23). Elas não podem se libertar dessas duas condições. A situação do pecador requer intervenção externa, e essa intervenção tem um preço. Como o Novo Testamento ensina de modo tão claro, esse preço foi a morte de Jesus na cruz.

1. Leia os textos bíblicos e marque “s” para sim ou “n” para não: O que está incluído no conceito de redenção? Is 35:10Mc 10:45Gl 4:4, 5Tt 2:14Hb 9:121Pe 1:18, 19
A) O nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo. ( )
B) O ministério de Cristo no santuário celestial, com base no Seu sangue. ( )
C) O fato de que Deus escolheu uns para a redenção e outros para a perdição. ( )
D) A nossa adoção como filhos de Deus, perdoados e purificados. ( )



Do ponto de vista do Novo Testamento, a morte redentora de Cristo é sacrifical e substitutiva. Ele tomou nosso lugar, sacrificando-Se em nosso favor, sofrendo a nossa morte para que não tenhamos que enfrentá-la. Embora alguns rejeitem essa ideia porque não gostam da noção do sofrimento de alguém no lugar de outro (especialmente no lugar do culpado), essa é a essência da mensagem evangélica.



“A menos que nossa linguística esteja em falta, quando o Novo Testamento fala de redenção, isso significa que Cristo pagou o preço da nossa redenção. Visto que o preço pago deve ser adequado à compra em questão, isso indica uma equivalência, uma substituição” (Leon Morris, The Apostolic Preaching of the Cross [A Pregação Apostólica da Cruz]; Grand Rapids, Wm. B. Eerdman Publishing Co., 1965, p. 61).


Pense em algumas coisas em sua vida que você acha impossível mudar, questões sobre as quais você é absolutamente impotente para resolver. Da mesma forma, somos absolutamente impotentes para nos salvar. Como essa compreensão nos ajuda a entender melhor o que Cristo fez por nós na cruz? Mais importante ainda, como essa verdade maravilhosa da redenção deve afetar nossa vida?

Segunda
Ano Bíblico: Jo 1–3

Escravos libertados


Quando entendemos a redenção como libertação de uma forma de escravidão que necessitava de ajuda “externa”, concluímos que a humanidade pecadora é dominada por uma força ou influência mais forte do que ela mesma. A questão que precisa ser respondida é: Que poder ou instrumento tem escravizado a humanidade pecadora de maneira violenta?

2. Marque “v” para verdadeiro e “f” para falso: De acordo com Romanos 6:12-23 (especialmente os versos 1820 e 22), do que Jesus nos liberta? Em que contexto ocorre a libertação?
A) Liberta das obrigações da lei, no contexto do Antigo Testamento. ( )
B) Liberta as nações da política da escravidão. ( )
C) Liberta do pecado, anulando sua condenação e seu domínio em nossa vida prática. ( )
D) Liberta do excesso de santidade, que pode levar ao orgulho. ( )



Pense no que Paulo disse nos versos acima, e no que ele disse em Romanos 6:1-11. Paulo falou sobre o que acontece no batismo cristão. Ele apresentou algumas coisas que deviam ter morrido com Cristo no batismo. Depois de mencionar essas coisas, Paulo desafiou os cristãos, que se uniram a Cristo, a manifestar o senhorio de Cristo, que os “libertou” do poder do pecado.



O resultado é que, segundo Paulo, não importa quanto a nossa natureza tenha sido corrompida pelo pecado, por meio de Cristo podemos ser livres do seu poder escravizante. Quem não viu a devastação que pode ser causada por esse tipo de escravidão? Quem não viu vidas arruinadas pelo pecado? Quem não lutou contra o poder do pecado em sua vida? Esse é, de longe, o maior inimigo que os seres humanos já enfrentaram.




O que torna essa escravidão tão perversa é que ela não é imposta apenas de fora para dentro, mas também tem sua origem dentro de nós. Como podemos ser libertados de uma escravidão, de um cativeiro, que se origina em nós, na nossa própria natureza?




A resposta, como vimos nos versos acima, vem unicamente do poder de Jesus, que conquistou a vitória para nós e que nos oferece o poder para vencer. Por meio de Cristo, somos não apenas perdoados dos nossos pecados; devemos morrer para eles, e ser libertados deles. Eles não mais devem nos dominar. Essas são promessas maravilhosas, poderosas, que todos os que professam o nome de Cristo devem reclamar para si mesmos.


Qual tem sido sua experiência com o poder escravizador e cruel do pecado? Como você pode aprender a se apegar mais às maravilhosas promessas de libertação oferecidas em Jesus?

Terça
Ano Bíblico: Jo 4–6


Principados e potestades: parte 1


A Bíblia descreve nosso mundo como estando sob o domínio das forças do mal, que procuram nos controlar e destruir. O grande conflito é o resultado da atuação do Senhor contra esses poderes. A grande notícia é que, depois da cruz, a vitória contra eles está assegurada. Embora o conflito continue dramático, a vitória pertence a Deus, e dela podemos compartilhar pela fé.

3. O que a Bíblia diz sobre a realidade do conflito? Que grande esperança e promessas encontramos nela? (Marque “v” para verdadeiro e “f” para falso) 1Jo 3:85:19Jo 12:3116:11Ef 6:12Cl 1:162:15Rm 8:38, 39



A) “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para amenizar as obras do diabo.” ( )

B) “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro já não mais está no Maligno.” ( )
C) “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades.” ( )
D) Nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus.” ( )


No século 21, muitas pessoas mantêm uma cosmovisão científica. Para essas pessoas, um mundo habitado por forças do mal e dominado por poderes demoníacos hostis é predominantemente visto como um resquício de uma era de superstição e ignorância. Em contraste com isso, a Bíblia apresenta, como parte da realidade do mundo, uma organização de forças hostis incluindo principados e potestades demoníacos. A visão bíblica do mundo é grande o suficiente para abranger a cosmovisão natural e também a sobrenatural.



Em Romanos 8:38, por exemplo, a palavra grega traduzida como “principados” é archai, que poderia se referir a governantes civis e também a poderes sobrenaturais que tentam exercer o domínio do mal sobre os homens. Em Efésios 6:12, a expressão literal “príncipes das trevas deste século” (RC) também poderia ser traduzido como “dominadores deste mundo tenebroso” (RA).




“Evidentemente, Paulo está se referindo a espíritos malignos pessoais, que exercem um grau de autoridade sobre o mundo. Compare a expressão ‘príncipe deste mundo’, que descreve Satanás, em João 12:3114:3016:11. A personalidade do diabo também estava clara para o revelador” (Ap 2:1012:10; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 6, p. 1.044.


Quarta
Ano Bíblico: Jo 7–9

Principados e potestades: parte 2


Como vimos, a palavra traduzida como “principados” pode se referir a governantes mundiais ou poderes sobrenaturais que tentam exercer controle sobre a vida humana. Outra palavra grega usada em conjunto com o termo “principados” (archai) é a palavra stoicheia, que significa literalmente “elementos”, ou “substâncias ou princípios elementares”. O contexto em que stoicheia é usada revela outros aspectos deste mundo caído, dos quais fomos redimidos pela vitória de Cristo na cruz.

4. Marque um “x” nas respostas certas: Além dos poderes malignos literais, de que outras coisas fomos libertados por Jesus? Cl 2:81420Gl 4:1-11



A) Filosofia ( ); B) Vãs sutilezas ( ); C) Rudimentos do mundo ( ); D) Lei moral, que nos trazia condenação ( ); E) Tradição dos homens ( ).


O Novo Testamento, principalmente o conceito de Paulo sobre os “poderes”, parece ligar seres espirituais a forças ou poderes que governam a vida humana, além de Cristo. Poderiam ser poderes políticos, sociais, tradicionais e até mesmo religiosos. O termo stoicheia, usado em Gálatas 4:39, fala do sistema de paganismo do qual os cristãos da Galácia haviam sido libertados. É usado também em referência a aspectos do antigo sistema legal judaico. Em Colossenses 2:820, refere-­se metaforicamente a princípios filosóficos mundanos.



“Em Isaías 24:21 a expressão ‘os reis da Terra, na Terra’ implica que a expressão ‘no céu, as hostes celestes’ refere-se a Satanás e os anjos maus. Paulo se refere a Satanás como ‘o príncipe da potestade do ar’ (Ef 2:2), e aos invisíveis líderes do mal como ‘dominadores deste mundo tenebroso’ que habitam ‘nas regiões celestes’ (Ef 6:12). Em 1 Coríntios 15:24, 25 Paulo diz que eles serão subjugados por Cristo. Isaías prevê o momento em que os anjos maus e os homens perversos sofrerão punição (leia Mt 25:41;. 2Pe 2:49Ap 20:10-15; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 4, p. 198, 199).




A vida é regida por uma série de poderes, pessoais e impessoais. Sem Cristo, o homem está à mercê desses poderes. As pressões do momento presente, para não mencionar o medo do futuro, bem como as exigências da vida, sociedade, tradição, e da ideologia, todas podem exercer influências que podem separar uma pessoa do Senhor. Mas por intermédio de Cristo, fomos libertados, não apenas dos nossos pecados, mas também da escravidão a esses “poderes”. Precisamos entender a natureza dessa vitória e reivindicá-la como sendo nossa.


Além das realidades sobrenaturais existentes, que outras forças e influências lutam contra você? Você precisa identificá-las e reivindicar as promessas de Jesus para vencê-las.

Quinta
Ano Bíblico: Jo 10, 11

Um assassino revelado


Cristo veio ao mundo com o propósito de destruir as obras do diabo (Hb 2:14). Ele fez isso na cruz. Mas, se Cristo foi vitorioso sobre o diabo, os principados e potestades, por que ainda estamos lutando contra eles?

5. Quais são as três expressões usadas por Paulo para descrever o que aconteceu na cruz? Como podemos entender o significado da cruz? Cl 2:15



Complete a resposta: __________________________________________________________, “expôs ao desprezo” e __________________________________________________________.


Primeiro, Cristo despojou, ou “desarmou” os “poderes”. A palavra grega é apekduomai, que significa literalmente “tirar as roupas de alguém”. Aqui isso pode significar que os poderes foram despojados de suas armas.



Que armas? “A vida vitoriosa de Cristo, que culminou no Calvário, anunciou a condenação do diabo. O disfarce de Satanás foi arrancado. [...] Por Sua cruz Jesus Cristo despojou dos principados e potestades das trevas tanto seu ‘manto oficial’ quanto sua autoridade como príncipes deste mundo, e sua armadura de força na guerra contra a justiça” (The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista, v. 7], p. 205).


6. Cristo “publicamente [...] expôs [os poderes] ao desprezo”, “fez deles um espetáculo público”. Como os poderes foram expostos publicamente na cruz? Que imagens deles se tornou evidente? Jo 8:44



Complete: Ele foi ___________________________________________________________ desde o princípio e jamais se firmou na __________________________________________, porque nele não há _____________________________________________. 

Quando ele profere __________________________________________________________, fala do que lhe é próprio….

O texto também diz que Cristo “triunfou sobre eles”. A palavra grega é thriambeuo e implica uma celebração. Além de tudo que estivesse incluído nesse triunfo, certamente estava o fato de que ele ajudou a revelar que Satanás é assassino.



Por causa da cruz, chegará o dia em que o domínio desses poderes acabará, quando Cristo “houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder” (1Co 15:24), e o último inimigo a ser destruído será a morte (1Co 15:26). Até lá, temos que resistir, combatendo o combate da fé na força de Deus […]




“Satanás viu que estava desmascarado. [...] Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra ficou restrita. Estavam quebrados os derradeiros laços de simpatia entre Satanás e o mundo celestial …” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 761).


Sexta
Ano Bíblico: Jo 12, 13

Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 136: “O Livro dos Livros”; História da Redenção, p. 394, 395: “Espiritismo”;O Grande Conflito, p. 511-517: “Invisíveis Defensores do Homem”.



“Uma batalha invisível a olhos humanos está sendo travada. Está em campo o exército do Senhor, buscando salvar pessoas. Satanás e suas legiões também estão em atividade, buscando por todos os meios possíveis, enganar e destruir. [...] Dia a dia prossegue a batalha. Se nossos olhos se pudessem abrir para ver em operação os instrumentos bons e os maus, não haveria frivolidade, vaidade, gracejos e brincadeiras. Se todos se revestissem de toda a armadura de Deus e combatessem corajosamente as batalhas do Senhor, seriam obtidas vitórias que fariam tremer o reino das trevas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 41).




“Quando os homens procuram viver em harmonia com Deus, descobrem que o escândalo da cruz ainda não findou. Principados, potestades e espíritos do mal nos lugares celestiais, estão voltados contra todos os que se submetem obedientemente à lei celestial. Por isso, longe de causar tristeza, as perseguições devem trazer alegria aos discípulos de Cristo, porque são uma evidência de que seguem os passos de seu Senhor (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 29, 30).


Perguntas para reflexão
1. Leia Hebreus 2:14, 15. A morte é claramente descrita ali como agente de escravidão. Observe, também, a ênfase em nosso medo da morte. Por que temos tanto medo da morte? Como esse medo nos mantém, como o texto diz, em uma espécie de escravidão? Como o cristão, livre em Cristo, deve ver a morte?
2. Para algumas pessoas a ideia de forças demoníacas é tola superstição; outros são dominados pelo medo dessas coisas. Como podemos encontrar o equilíbrio entre a compreensão da realidade desses poderes e a noção do que Cristo fez por nós na luta contra eles?
3. Quais são alguns exemplos de como as forças do mal controlam ou influenciam diversos poderes mundanos?
4. Como a concepção do grande conflito nos ajuda a entender a continuidade da existência do mal, mesmo após a vitória de Cristo na cruz?



Respostas sugestivas: 1. Sim para as letras A, B e D. 2. As letras A, B e D são falsas. A libertação ocorre no contexto da vida prática e da consagração do corpo ao Senhor. 3. As letras A e B são falsas. 4. As letras A, B, C e E estão certas. 5. A resposta é: “Despojando os principados e as potestades”; “publicamente os expôs ao desprezo”; “triunfou sobre eles na cruz”. 6. A resposta é: Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio…

Fonte: CPB



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Lição 5 - Paulo e Barnabé, aliados na obra do Senhor



Lição 05


Paulo e Barnabé, aliados na obra do Senhor

Texto Áureo

“Portanto, meus amados ir­mãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. 1 Co 15.58

Verdade Aplicada

O grande segredo para o cres­cimento espiritual e ministerial na obra do Senhor reside na perseverança e aprendizado constante.

Objetivos da Lição

           Familiarizar os alunos com a personalidade generosa de Barnabé;
           Revelar o lado social da igreja de Antioquia em tomar a iniciativa de ajudar os neces­sitados;
           Mostrar as constantes tran­sições positivas alcançadas na igreja pela administração de Barnabé.

Textos de Referência

At 11.25     E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.
At 11.26     E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gen­te; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
At 11.27     E naqueles dias des­ceram profetas de Jerusalém para Antioquia.
At 11.28     E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
At 11.29     E os discípulos de­terminaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socor­ro aos irmãos que habitavam na Judéia.
At 11.30     O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anci­ãos por mão de Barnabé e de Saulo.

O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja

A Igreja é caracterizada pela comunhão que mantem com o Senhor Jesus Cristo e pela unidade espiritual de seus membros.

Um reino unido prevalece, mas o mesmo não acontece com um reino dividido, pois a divisão é o primeiro sinal indicador de derrota para qualquer grupo de pessoas (Mt 12.25; 1 Co 6.7).

Um dos sinais da atuação do Espírito Santo na Igreja Primitiva era a comunhão entre os seus membros. Mais que oferecer parte ou o todo dos bens que possuíam, os cristãos mantinham-se unidos por um vínculo comum: eles pertenciam ao corpo místico de Cristo - a Igreja de Deus. A comu­nhão faz da Igreja um organismo espiritual perfeito de homens e mulheres que, apesar de suas procedências étnicas e diversidades culturais, sentem-se e agem como irmãos. Somente seremos reconhecidos como filhos de Deus se cuidarmos uns dos outros e mutuamente nos socorrermos.

A comunhão levou aqueles crentes a partilharem o que ti­nham, abrindo as portas para a atuação do Espírito Santo. Assim, ia o Senhor acrescentando o núme­ro dos santos tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria até os confins daquelas terras.

A COMUNHÃO DOS SANTOS

A comunhão (Participar das mesmas ideias, crenças e opiniões) observada na Igreja de Cristo não é um mero fenômeno social. É o resultado da ação direta do Espírito Santo na vida daqueles que recebem a Jesus como o seu único e sufi­ciente Salvador (Ef 2.19). É uma comunhão, aliás, que ultrapassa ao ajuntamento da congregação dos filhos de Israel que, nos mo­mentos de crise, reuniam-se como se fossem um só homem (Jz 20.1). Hoje, a Igreja permanece unida, universal e invisível, no Espírito Santo e assim estará para todo o sempre.

1. O que é a comunhão. A comunhão é o "vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo" (Di­cionário Teológico, CPAD). A pala­vra grega koinonia traz a ideia de cooperação e relacionamento espi­ritual entre os santos. A comunhão da Igreja Primitiva era completa (At 2.42). Reuniam-se em oração e súplica, mas também reuni­ram-se para socorrer os mais necessitados.

A comunhão de sua igreja tem como modelo os cristãos de Jerusalém? Ou não passa de um mero ajuntamento social?

2. A unidade do corpo de Cristo. Eis um dos mais preciosos capítulos da doutrina da Igreja: sua unidade. O apóstolo Paulo tinha uma perfeita compreensão desse mistério (Ef 4.1-7). Somente pelo Espírito Santo podemos compre­ender a unidade de judeus, árabes, gregos e bárbaros que, apesar de suas diferenças culturais e étnicas, não apenas sentem-se e agem como irmãos, mas acham-se es­piritualmente vinculados num só corpo pela ação direta e distintiva do Espírito Santo.

Cada membro, neste corpo, tem uma função específica, mas todos trabalham pelo bem comum: "Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também (I Co 12.12). Quando um de seus membros sofre, todos sofrem com ele. Por isso, preocupamo-nos uns com os outros e mutuamente nos socorremos (Ef 4.1-6). Você tem preservado a unidade do Corpo de Cristo? Ou tem promovido divisões e dissensões entre os santos?

3. A comunhão da Igreja agrada a Deus. Deus quer e exige que seu povo permaneça unido (1 Co 1.10). Em sua oração sacerdotal, o Senhor Jesus roga ao Pai pela unidade de seus discípulos (Jo 17.11). Portanto, se mantemos o vínculo da comunhão, agradamos a Deus (Ef 4.3). Sim, esse é o vínculo da perfeição que tem como base o amor; conforme ensina o apóstolo Paulo: "com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (Ef 4.2).

A comunhão da Igreja não é um mero ajuntamento de pesso­as, é o relacionamento espiritual e pessoal dos santos, sob a ação do Espírito Santo.

A COMUNHÃO CRISTÃ CARACTERIZA SE PELA UNIDADE

A comunhão cristã constitui-se num grande mistério. É algo que a própria sociologia não pode explicar. Nem o próprio Israel de Deus, no Antigo Testamento, lo­grou alcançar tamanha perfeição e excelência. Aliás, as diferenças entre as doze tribos tornou-lhes impossível a unidade (1 Rs 12.1-16). Vejamos, pois, em que consistia a comunhão da Igreja Primitiva. Que este seja o nosso modelo até que o Cristo de Deus venha buscar-nos.

1. Unidade doutrinária. Não pode haver perfeita união sem unidade doutrinária. Informa-nos Lucas que os cristãos primitivos "perseveravam na doutrina dos apóstolos" (At 2.42). Não era uma doutrina qualquer; tratava-se do ensinamento emanado do colégio apostólico constituído pelo Senhor Jesus Cristo. Paulo, ao discorrer sobre o mistério do corpo de Cristo, fala de uma só fé (Ef 4.5) que deve ser preservada zelosamente pelos santos (Jd 3).

Na autêntica comunhão cristã, por conseguinte, não há lugar para heresias nem apostasias. Estejamos, pois, sempre alertas. Nestes últimos dias, muitos aparecerão em nosso meio dissimulando suas inverdades doutrinárias, com o único intuito de destruir a comunhão dos santos (2 Ts 2.3; 2 Pe 2.1).

2. Unidade na própria comunhão. A unidade doutri­nária conduz a uma comunhão perfeita. Isto significa que não pode haver genuína comunhão cristã com dois ou três pensa­mentos teológicos díspares e contrastantes. As seitas apare­cem quando um indivíduo, ou grupo, apresenta uma doutrina contrária aos profetas e apósto­los de Nosso Senhor. Lembra-se da doutrina de Balaão? (Jd l1; Ap 2.14). E dos ensinos de Jezabel? (Ap 2.20). Muitos são os que mergulham nas profundezas de Satanás e apresentam-se como especialistas no conhecimento de Deus (Ap 2.24).

Se quisermos, portanto, uma comunhão perfeita, lutemos por manter a sã doutrina. A heresia causa divisão. Ou melhor: a he­resia em si já é uma divisão. Esta recomendação de Paulo não deve ser esquecida: "Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o" (Tt 3.10).

3. Unidade no partir do pão. Os crentes primitivos manti­nham uma comunhão tão intensa entre si que se reuniam com alegria e singeleza de coração para cele­brar a Santa Ceia. Era o seu "partir do pão" (At 2.42). Eles em Cristo e Cristo em cada um deles. Pode ha­ver comunhão mais plena? Não era simplesmente uma cerimônia; era a festa na qual lembravam a morte e ressurreição de Jesus - a expressão mais sublime do amor divino.

Voltemos a participar, ou melhor, a celebrar a Santa Ceia como a reunião mais importante e solene da Igreja. Todas as vezes que nos congregamos com essa finalidade, lembramo-nos de que Cristo morreu e ressuscitou e certificamo-nos de que, em breve, virá Ele arrebatar-nos.

4. Unidade nas orações. Informa-nos Lucas, também, que a comunhão da Igreja Primitiva tinha como base a oração. O autor sagra­do é enfático: "e nas orações" (At 2.42). Isto significa que as reuniões de clamor e intercessão eram-lhes frequentes e poderosas. Haja vista que, certa ocasião, a força da oração daqueles santos chegou a abalar a estrutura do prédio em que estavam reunidos (At 4.31). Sem oração, a comunhão da Igreja perde a sua força e influência. Sua igreja é uma comunidade de clamor e interces­são? Ela ainda move o coração de Deus? É hora de clamar!

A unidade doutrinária, a uni­dade entre os irmãos, a unidade no partir do pão e a unidade nas orações é o que caracteriza a co­munhão da Igreja Cristã.

OS FRUTOS DA COMUNHÃO CRISTÃ

Estes são os frutos gerados pela comunhão cristã, conforme facilmente depreendemos da lei­tura do capítulo dois de Atos dos Apóstolos:

1. Temor a Deus. A verdadei­ra comunhão frutifica, na vida da igreja como um todo e na vida de cada crente em particular, um santo temor a Deus. Lucas destaca: "Em cada alma havia temor" (At 2.43). E o temor a Deus, como todos sabe­mos, é o princípio do saber (Pv 1.7).

Quando os crentes temem e amam a Deus, a igreja mostra-se sábia não apenas diante do Senhor, mas também do mundo. Ainda há temor a Deus em seu coração?

2. Sinais e maravilhas. Pentecostais que somos, acredi­tamos piamente que Deus ainda opera sinais e maravilhas entre o seu povo. Mas, para que isso ocorra, é urgente que vivamos uma perfeita comunhão com o Pai e com cada um de seus fi­lhos. Lucas realça que, na Igreja Primitiva, o sobrenatural era algo bastante natural entre os crentes: "e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos" (At 2.43). O segredo? A comunhão.

3. Assistência social. Uma igreja que cultiva a verdadeira comunhão cristã não permitirá que nenhum de seus membros passe necessidade. Eis o que tes­temunha o autor sagrado: "Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade" (At 2.44,45). Não se tratava de um comunismo cristão, mas da autêntica comunhão que o Espírito Santo nos esparge na alma. O comunismo só espalha o medo, a miséria e o ateísmo. A Igreja de Cristo não precisa dessa ideologia para socorrer os seus membros; ela tem o amor de Deus.

4. Crescimento. Uma igreja que cultiva a comunhão e não se acha dividida só tem a crescer: "[...] E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar" (At 2.47b). A Igreja como a agência por excelência do Reino de Deus não pode ficar estagnada. Haverá de crescer local e universalmente.

5. Adoração. A Igreja Primi­tiva era também uma comunidade de adoração: "louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo" (At 2.47). Sim, a Igreja que louva a Deus jamais deixará de ser reconhecida, até mesmo por seus inimigos, como um povo especial. Voltemos ao altar da verdadeira adoração. Louvemos a Deus com salmos e hinos. Abra­mos a Harpa Cristã e celebremos os grandes atos de Deus.

A verdadeira comunhão cris­tã gera frutos na vida da igreja, tornando-a verdadeiramente o Corpo de Cristo.

Sua igreja cultiva a verdadeira comunhão? É hora de voltarmos ao cenáculo e reviver os tempos de refrigério e avivamento. Somente uma igreja que experimenta a verdadeira comunhão com Cristo e com os seus membros em par­ticular, sobreviverá nestes tempos difíceis e trabalhosos. O Espírito Santo quer operar em nosso meio. Mas só o fará se estivermos viven­do a genuína comunhão cristã.

"No Pentecostes, depois da vin­da do Espírito Santo, o grupo de 120 explodiu! Em um dia três mil pessoas adotaram a fé, e passaram a servir a Cristo. Elas foram agregadas à igreja, isto é, imediatamente se uniram à co­munhão de crentes. Os três mil novos crentes se reuniram com os outros como eles, pessoas de pensamento e fé semelhantes. Lucas ressaltou a natureza cotidiana das reuniões da igreja. Os crentes se reuniam tanto no templo ([...]), como em casa, para o partir do pão e, supostamente, para comunhão, para darem atenção às necessidades e para a prática da oração. Uma má interpretação co­mum sobre os primeiros cristãos (que eram judeus) era que eles rejeitavam a religião judaica. Mas estes crentes viram a mensagem e a ressurreição de Jesus como o cumprimento de tudo o que eles conheciam, e do Antigo Testamento e em que criam. A princípio, os crentes de origem judaica não se separaram do restante da comunidade judaica. Eles ainda iam ao Templo e às sinagogas para adorarem e aprenderem mais sobre as Escrituras. Mas a sua fé em Jesus Cristo criou um grande atrito com os judeus que não acreditavam que Jesus fosse o Messias. Assim, os crentes judeus eram forçados a se reunirem nas suas casas para compartilharem as suas orações e os ensinos a res­peito de Cristo. No final do século I, muitos desses crentes judeus foram excomungados das suas sinagogas" (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. l. RJ: CPAD, 2009, pp.632-34).

"A Comunhão dos Santos na Bíblia
A comunhão dos santos é uma expressão teológica e historica­mente forte. Quer na comunidade de Israel, quer na Igreja Primitiva, seu conceito não é um mero casuísmo; é uma prática que leva o povo de Deus a sentir-se como um só corpo".

"A comunhão dos Santos em Israel
Nos momentos de emergência nacional, levantavam-se os hebreus como um só homem. Isto mostra que, se um israelita sofria, os demais padeciam; se uma tribo via-se em perigo, as outras sentiam-se ameaçadas. A fim de manter o seu povo unido, suscitava-lhe o Senhor líderes carismáticos como Gideão e Davi.

O amor entre os israelitas era realçado na Lei e nos Profetas. Os hebreus, por exemplo, não podiam emprestar com usura para seus irmãos. Quando da colheita, eram obrigados a deixar, aos mais pobres, as respigas. Foi o que aconteceu a moabita Rute.

Quando a comunhão dos santos em Israel era quebrantada, instala­va-se a injustiça social, a opressão e a violência. Para conter todas essas misérias, erguia Deus os seus profetas que, madrugando, repreendiam os injustos, buscando reconduzi-los aos princípios da Lei de Moisés".

"A Comunhão dos santos em o Novo Testamento
Ao retratar a comunhão entre os santos, escreve o português Camilo Castelo Branco: 'O amor de Deus é inseparável do amor do próximo. É impossível no coração humano o incêndio suavíssimo do amor de Deus, quando o grito da miséria não desperta no coração a mágoa das aflições do próximo'.

Mais adiante, acrescenta Camilo: Vede como eles se amam diziam os pagãos, quando a sociedade cristã repartia seus haveres em comunas, onde grande despojado de suas galas, vinham sentar-se ao lado dos pobres, vestido de uma mesma túnica, e nutrido por um semelhante quinhão nos ágapes da caridade'.

Sem a comunhão dos santos não pode haver cristianismo. Aliás, protestou alguém certa vez: 'O amor é a única forma de nos sentir­mos realmente cristãos'. Todos os escritores do Novo Testamento, a exemplo do Salvador, realçaram a comunhão dos santos.

No Sermão do Monte, ensinou Jesus os seus discípulos a se amarem uns aos outros; doutra forma: não seriam contados entre os seus seguidores" (ANDRADE, Claudionor de. As Disciplinas da Vida Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp. 117-19).







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