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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Lição 3: Os frutos da obediência na vida de Israel


Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos



1º Trimestre de 2012


Título: A Verdadeira Prosperidade — A vida cristã abundante
Comentarista: José Gonçalves


Lição 3: Os frutos da obediência na vida de Israel
Data: 15 de Janeiro de 2012

TEXTO ÁUREO


E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal(Dt 11.29).

VERDADE PRÁTICA


A verdadeira prosperidade é o resultado de um correto relacionamento com Deus e da obediência à sua Palavra.

HINOS SUGERIDOS


6, 50, 432.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Dt 27.13
A desobediência quebra a aliança com Deus


Terça - Dt 28.1
A obediência gera a prosperidade


Quarta - Dt 28.18-25
A desobediência traz graves consequências


Quinta - 1 Sm 15.19,20
Atentando para a voz do Senhor


Sexta - 2 Rs 24.14,15
A desobediência traz a derrota


Sábado - 2 Rs 10.30,31
A obediência não pode ser parcial

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Deuteronômio 11.26-32.

26 - Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição:
27 - a bênção, quando ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos mando;
28 - porém a maldição, se não ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.
29 - E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal.
30 - Porventura não estão eles daquém do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré?
31 - Porque passareis o Jordão para entrardes a possuir a terra que vos dá o SENHOR, vosso Deus; e a possuireis e nela habitareis.
32 - Tende, pois, cuidado em fazer todos os estatutos e os juízos que eu hoje vos proponho.

INTERAÇÃO


Esta lição é de inquestionável importância diante do que temos visto e ouvido no meio evangélico e em nossa sociedade. Atualmente a palavra obediência parece andar um tanto esquecida. Fala-se muito em bênçãos e prosperidade, todavia, muitos se esquecem de que as bênçãos são decorrentes da obediência aos princípios divinos. Obedecer a Deus não é um fardo, mas uma alegria, pois o amamos. A obediência é uma prova viva de amor ao Pai Celestial.
Deus é bom e quer nos abençoar integralmente. Entretanto, Ele também é justiça. A justiça do Pai, assim como a sua bondade, atinge todas as áreas de nossas vidas.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender que obediência a Deus é a condição indispensável para um viver próspero.
  • Conscientizar-se de que a desobediência é a causa da maldição.
  • Citar algumas das consequências da obediência na vida do crente.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, sugerimos que você inicie a aula levantando a seguinte questão: “De onde procedem tanta violência e males em nossa sociedade?”. Ouça os alunos com atenção e explique que muitos males são advindos da desobediência aos princípios divinos. Enfatize o fato de que a desobediência gera maldição. Depois, reproduza no quadro de giz o esquema abaixo e mostre algumas das consequências da desobediência relacionadas no texto de Deuteronômio 28. Enfatize o fato de que não podemos desenvolver uma relação descompromissada com Deus. As consequências são trágicas!

MALDIÇÕES PARA A DESOBEDIÊNCIA SEGUNDO DEUTERONÔMIO 28

        Pestilência (v.21);
        Consumo pela ferrugem e destruição das sementeiras (v.22);
        Enfermidades (febre, inflamação, úlceras, tumores, sarna) (vv.22,27);
        Seca (v.24);
        Céus de bronze e terra de ferro (v.23);
        Não poderiam resistir os inimigos (v.25);
        Dispersão do povo de Deus (v.64);
        Redução do povo (v.62).

COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Obediência: Sujeição voluntária a Deus e às suas leis.

Nesta lição, veremos que, no Antigo Testamento, há muitas e grandiosas promessas para Israel. Mas, também, há muitas advertências para esse mesmo povo, caso viesse a desobedecer a Deus. Os capítulos 27 e 28 de Deuteronômio, embora destinados aos israelitas, deveriam ser lidos por todos os crentes, pois os seus princípios são universais.
Em ambas as passagens, somos alertados quanto ao perigo da desobediência. Mas, lembre-se de uma coisa muito importante: não devemos obedecer a Deus apenas para ser abençoados, mas porque o amamos com todo o nosso ser e com toda a nossa alma.

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO

1. Deus fala e quer ser ouvido. Moisés chama a atenção do povo para a necessidade de se “ouvir a voz do Senhor”, como condição indispensável para um viver próspero (Dt 28.1). Isto porque as bênçãos do Senhor são fundamentadas em sua Palavra e qualquer promessa deve estar condicionada àquilo que ela diz. No discurso de Moisés, há uma extensa lista de bênçãos que viriam em virtude de uma resposta positiva à Palavra de Deus (Dt 28.1-14).
Observe que o texto não afirma que as bênçãos virão automaticamente, mas em virtude de se ouvir a voz divina (Dt 28.1). Esse dado reforça o fato de que as bênçãos existem e estão disponíveis para serem desfrutadas, mas estão condicionadas a um relacionamento correto com a Palavra de Deus. O Senhor não se responsabiliza por aquilo que Ele não prometeu, ou por aquilo que alguém acrescentou à sua Palavra, acreditando ser parte dela (Dt 4.2; 18.21,22).
2. A obediência e suas reais motivações. Em Deuteronômio, observamos que a verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato. Logo, o relacionamento do crente com o Senhor é a bênção que engloba todas as demais. Não havia, portanto, uma relação de troca ou barganha. A obediência era uma forma de amorosa gratidão no relacionamento com Deus. A desobediência quebrava tal relação (Dt 28.15).
Através da observância da Palavra de Deus, Israel poderia experimentar a verdadeira prosperidade. A condição para tal pode ser resumida na frase encontrada várias vezes no Pentateuco: “Se ouvires a minha voz e, guardares os meus estatutos” (Êx 15.26; 19.5; Lv 26.14; Dt 28.1).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Somente através da observância da Palavra de Deus, podemos experimentar a verdadeira prosperidade.


II. DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO

1. A quebra da aliança. Em Deuteronômio 27.15-26 e 28.16-19, a maldição aparece como resultado da desobediência, ocasionando a quebra da aliança divina. Observa-se que, assim como a bênção está associada à obediência a Deus, da mesma forma a maldição vem associada à desobediência! A lei da retribuição, tanto no seu sentido positivo como negativo, é bem clara no Antigo Testamento (Dt 28.47,48). Mas isso não significa que os justos estivessem livres de tribulações e angústias, pois os santos são constantemente provados (Jo 16.33).
2. A maldição da idolatria. A maldição vez por outra alcançava o povo de Israel por causa da idolatria, que é veementemente condenada na Bíblia (Dt 27.15). O que é a idolatria? É colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus. Logo, se colocarmos os bens materiais acima de Deus, estamos incorrendo no pecado da idolatria. Isto significa também que não devemos obedecer a Deus, visando apenas as riquezas deste mundo. Temos de amá-lo e obedecer-lhe a Palavra independentemente de qualquer recompensa material (Mt 22.37)!


SINOPSE DO TÓPICO (II)

A maldição é resultado do desprezo aos preceitos divinos.


III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES

1. A bênção como instrumento de proteção. Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas. Aliás, muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2 Tm 3.12). Mas há promessas de proteção e segurança para o crente. É só confiar! Nós somos a propriedade particular de Deus (1 Pe 2.9). A ideia de um povo santo, separado e consagrado ao Senhor permeia toda a Escritura.
Você quer ser abençoado? Então, reconheça seus limites e consagre-se inteiramente a Deus.
2. Período tribal e monárquico. No período dos juízes, o povo fazia o que achava mais correto (Jz 21.25). Isso explica o estado de anarquia em que a nação estava mergulhada. Somente a intervenção dos juízes trazia o povo de volta à obediência, fazendo-o experimentar a bênção divina (Jz 3.7-11).
No período monárquico, a atuação dos profetas faz-se ainda mais notória. Chamados por Deus para clamar contra a idolatria e as injustiças sociais, os profetas falavam tanto ao povo como aos governantes. A maior parte das profecias do Antigo Testamento está diretamente relacionada ao combate às injustiças sociais.
Para os profetas, nenhuma prosperidade era legítima se fosse alcançada à custa dos menos favorecidos (Is 58.7). Esse período deixa-nos a seguinte lição: a pobreza é causada também pelas injustiças cometidas pelos governantes e a prosperidade advém como resultado do temor que os mandatários nutrem por aquele que governa todas as coisas: o Todo-Poderoso Deus (2 Cr 31.20). Estamos nós cuidando dos mais necessitados?
3. As falsas ideias sobre maldição. Atualmente, há um ensino muito popular entre os evangélicos que associa a pobreza ao pecado e os infortúnios da vida a alguma maldição não quebrada. Esse falso ensino é também denominado de “maldição hereditária”.
Crendo nessa falsa doutrina, muitos cristãos entraram numa espécie de paranóia, procurando alguma maldição para quebrar.
Um exame das Escrituras, porém, mostra que a desobediência à Palavra de Deus, e não uma maldição hereditária, é a causa do castigo! Ninguém necessita participar de nenhum ritual de quebra de maldição, pois a Escritura afirma que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Cl 3.13).


SINOPSE DO TÓPICO (III)

Muitos infortúnios na vida do crente são resultados da desobediência à Palavra de Deus e não de supostas maldições hereditárias.


CONCLUSÃO

Nesta lição, destacamos que Deus quer fazer prosperar o seu povo e para isso deu-lhe muitas promessas. Outrossim, precisamos deixar bem claro que o fato de um crente passar por lutas e dificuldades não significa que ele esteja em pecado ou em desobediência a Deus, pois o próprio Cristo alertou-nos de que no mundo seremos afligidos (Jo 16.33). Mas que o pecado traz consequências para a vida do crente, não o podemos negar (Gl 6.7). Por isso, devemos agir com muito equilíbrio e sobriedade ao tratar desse assunto.

VOCABULÁRIO


Mandatário: Aquele que recebe mandato ou procuração para agir em nome de outro.
Monarquia: Forma de governo cujo chefe de Estado tem o título de Rei ou Rainha.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Vol. 1, RJ: CPAD, 2005.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS


1. De acordo com a lição, qual a condição indispensável para um viver próspero?
R. Ouvir e obedecer a voz do Senhor.

2. Qual deve ser a verdadeira motivação para a obedecermos a Deus?
R. A verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato.

3. A maldição na vida do crente é resultado de quê?
R. Da desobediência as leis divinas.

4. O que é idolatria?
R. É colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus.

5. Você tem procurado obedecer aos preceitos do Senhor? Quais são os resultados já obtidos?
R. Resposta pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Teológico

“Maldição
Às várias palavras hebraicas e gregas para maldição, denotam a expressão de um desejo ou oração para que o mal sobrevenha a alguém. Esta ideia encontrou uma grande variedade de usos na vida de Israel, e era universalmente conhecida entre os seus vizinhos. Os termos de um contrato ou tratado eram protegidos pelas maldições ou imprecações dirigidas a qualquer um que violasse o acordo no futuro. Medidas semelhantes de segurança são encontradas nas inscrições reais, onde maldições eram pronunciadas sobre qualquer um que pudesse alterar ou destruir a inscrição. Maldições também eram dirigidas contra assassinos (Gn 4.11,12), assim como contra os inimigos que no futuro pudessem prejudicar alguém (2 Sm 18.32), ou que já estivessem prejudicando alguém (Jr 12.3). Na verdade, as maldições eram empregadas onde quer que estivessem faltando as medidas punitivas e protetoras, ou onde estas estivessem presentes porém fossem consideradas inadequadas.
Quando se trata de Deus, amaldiçoar é um termo antropomórfico que expressa o desagrado divino ou uma justiça vingadora (por exemplo, Gn 3.14-19; 5.29; 12.3). A antítese natural de todas essas maldições é a bênção. A eficácia da maldição dependia basicamente da aprovação e execução divinas” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.1202).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“Pronunciarem a maldição (Dt 27.13) — A palavra específica para maldição usada aqui (me’erah) significa um ato de intimação. Esse substantivo e seu verbo (‘arar) fazem mais do que definir as consequências de atos errados. Servem como uma declararão judicial de punições que Deus havia imposto. A pessoa ou coisa amaldiçoada está de uma maneira significativa presa, enfraquecida, limitada e incapaz de fazer o que, de outro modo, tivesse condições. Aqui, como em outras violações da lei divina, a maldição não é pronunciada depois do ato, mas está ligada ao ato; assim, alguém é ‘automaticamente’ amaldiçoado quando peca. Quão fútil pensar, como alguns fazem, que ‘eu estarei salvo, mesmo que persista em andar à minha própria maneira (Dt 29.19)’.

O cativeiro (28.15-68). Essa passagem esboça os cada vez mais severos julgamentos que as futuras gerações podem esperar se persistirem em violar os estatutos de Deus, e afastar-se Dele para a idolatria. A culminante punição é o cativeiro (vv.63,64). Essa punição final é vividamente descrita nos versos 64-68, e é frequentemente encontrada nos profetas. Entre as advertências dos profetas baseadas nessa passagem de Deuteronômio estão: Is 5.13; Jr 13.19, 46.19; Ez 12.3-11; Am 5.27; 6.7; 7.11-17, etc. Essas advertências tornaram-se mais frequentes quando o restante das condenações encontradas em Deuteronômio 28 foram impostas e ignoradas por Israel.

O que realmente aconteceu? Séculos depois que Moisés escreveu as palavras de advertência, o povo de Israel dividiu-se em duas nações, norte e sul. O Reino do Norte, chamado Israel, foi subjugado. O seu povo levado em cativeiro pelos assírios em 722 a.C. O Reino do Sul, Judá, sobreviveu somente até 586 a.C, quando, após uma série de deportações, os babilônios finalmente destruíram Jerusalém” (RICHARDS, L. O. 

Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.138).



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